Em 2006, a Activision lançou o que seria um dos Tony Hawk’s mais divisivos da franquia: o Project 8. Como o próprio nome já dizia, esse era o oitavo game da série, em um espaço de apenas sete anos, já que o primeiro título chegou aos consoles em 1999.
O jogo foi o que marcou a entrada em definitivo de Tony Hawk na sétima geração de consoles. Embora seu predecessor (American’s Wasteland) tenha sido lançado para o Xbox 360, a Sony ainda não havia lançado o PlayStation 3 em 2005. Foi apenas no ano seguinte e, tal qual outros games da franquia (como THPS 3), o lançamento foi cross geração, ou seja, obteve versões para Xbox e Xbox 360, PlayStation 2 e 3, além de contar com uma versão para o PSP.
Tony Hawk's Project 8 foi desenvolvido pela Neversoft, estúdio que cuidou da marca desde os seus primórdios (antes de ser anexado para ser mais um trabalhando em Call of Duty).
As principais novidades
A melhor versão era, obviamente, a dos novos consoles, e isso permitiu que o jogo funcionasse em uma grande cidade com vários cenários e locais de skate distribuídos por ela, diferente do que acontecia nas outras adaptações, em que o modo tradicional de separar por níveis continuava existindo. Com isso, áreas como Suburbia, Skate Park, Factory, School, Slums, City Park, entre outras, podiam ser exploradas pelo jogador com apenas um carregamento. Alguns desses locais foram baseados em outras fases antigas da franquia (como Suburbia, Factory, Downtown e School).
O game possuía 45 personagens entre os que já estavam liberados e outros que apareciam após a progressão no modo história. No cast de skatistas selecionáveis apareciam clássicos como Bob Burnquist, Rodney Mullen, Bam Margera e Mike Vallely, além de outros estreantes como Nyjah Huston. Entre os demais personagens, vários apareciam durante o jogo, como pedestres, crianças, nerds, fotógrafos, etc. A principal novidade foi a realização de motion capture (mo-cap) para todos os skatistas.
A novidade que chamou mais a atenção foi o “nail the trick”, que, basicamente, consistia em o jogador fazer os movimentos que quisesse com o skate por alguns segundos. Ao acionar o modo, a câmera se aproximava do skate e bastava mexer os analógicos para comandar os pés do skatista e, assim, fazer os flips e rotacionar o skate a partir disso.
Recepção
O jogo mostrou um pouco de cansaço da fórmula e, ainda aliado ao fato de que o esporte não estava nos seus melhores dias como na virada do milênio, Tony Hawk's Project 8 foi um dos títulos que muitos jogadores acabaram passando batido, também por conta da mudança de plataforma.
Na mesma época, a Neversoft e a Activision começaram a investir em novas ideias para a franquia, como Downhill Jam (2006), Ride (2009) e Shred (2010). Não à toa, o último título da linha principal por anos (Proving Ground) foi lançado no ano seguinte, em 2007.
Mesmo assim, a crítica aceitou bem o game, ficando com uma média de 81% no agregador de notas GameRankings. Já no Metacritic, a versão de Xbox 360 foi considerada a melhor, mantendo o mesmo número, enquanto a de PS3 somou um valor de 76%.
Tony Hawk's Project 8 foi um dos jogos esquecidos da franquia, mas que ainda foi capaz de inovar e apresentar ideias importantes para a série. Talvez, se não tivesse seguido a sequência de jogos anuais, poderia ter sido melhor valorizado por parte do público. Ainda assim, é um game que vale a pena revisitar de vez em quando.
Revisão: Alessandra Ribeiro

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

