Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake — Dicas e Truques para Iniciantes

Confira nossas dicas de sobrevivência contra os horrores que aguardam Mio e Mayu no vilarejo de Minakami.

em 27/03/2026


Lançado originalmente em 2003, Fatal Frame II é um survival horror cultuado por incorporar elementos mitológicos do horror japonês ao colocar as gêmeas Mio e Mayu Amakura em um vilarejo assolado por um ritual macabro. Agora, em 2026, a Koei Tecmo nos agraciou com Fatal Frame II: Crimson Butterfly REMAKE, uma versão revitalizada desse clássico.


Dessa forma, seja você novato na franquia ou alguém revisitando um dos capítulos mais marcantes do horror japonês nos games, confira algumas dicas importantes para explorar melhor o vilarejo de Minakami, desvendar seus mistérios e sobreviver nesse lugar tomado por espíritos hostis.

1) Foco nos pontos focais!

O começo de Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake engana porque a simplicidade dele leva a crer que o timing é o aspecto mais importante na hora de fotografar os fantasmas a fim de provocar dano neles e, eventualmente, derrotá-los. De fato, trata-se de uma habilidade importantíssima a ser desenvolvida e ela, de forma pura e simples, pode até funcionar no começo. Entretanto, conforme o jogo avança, o problema do dano insuficiente em espíritos mais poderosos logo fica evidente.

Embora alguns espectros realmente pareçam esponjas de dano durante os enfrentamentos, muitas vezes o problema reside, na verdade, na própria câmera. Com o objetivo de solucionar esse revés de uma maneira prática, o melhor a se fazer é investir seus pontos de upgrade iniciais nos pontos focais (focal points). Aliás, é bom ressaltar: não confunda com o atributo foco (focus).




Objetivamente, mais pontos focais significam mais áreas vulneráveis dentro de quadro ao mesmo tempo, o que se traduz em fotos muito mais potentes. É o tipo de melhoria que parece otimizar por completo a experiência do combate a cada evolução.

Assim, antes de sair distribuindo recursos em vários atributos, vale concentrar seus primeiros investimentos nos pontos focais, mesmo que os outros, como velocidade de recarga ou dano bruto, pareçam mais tentadores. A versatilidade não importa e é sempre melhor jogar seguro, sendo que o pragmatismo é a melhor maneira de conseguir sobreviver ao longo da campanha.

Na dúvida, caso acredite que já tenha cometido algum erro, o jogo conta com um sistema que permite o reset total dos atributos, sendo possível redistribuir por completo os pontos gastos anteriormente.

2) Paciência é o segredo do fotógrafo

Fatal Frame não é um jogo de simples reflexo, mas de paciência e visão fotográfica. Entender como funciona a pontuação através da composição da imagem é um fator importante para conseguir se virar durante os encontros contra os oponentes presentes no game. Se o fantasma estiver muito longe, muito fora de quadro ou sem nitidez, a foto vai ser tirada, mas o dano será mal otimizado.

Isso significa, mais uma vez, que o game valoriza um estilo de jogo mais frio e burocrático até, valorizando os momentos em que o espectro está bem enquadrado, dentro dos pontos focais e com o rosto ou outros pontos fracos em evidência. No remake, existe a possibilidade de ajustar manualmente os atributos de zoom e foco mediante upgrade, sendo que, quando dominados, são recursos que costumam otimizar o dano causado.




Na dúvida, é possível acompanhar a barra de vida de cada oponente através da lente da câmera. Quando enquadrado, o próprio jogo mostra, de forma dinâmica, uma estimativa do quanto será consumido caso o disparo seja realizado naquele momento em específico.

3) Domine o Fatal Frame (é o nome do jogo, no fim das contas)

Apesar de parecer uma contradição em relação a toda cautela e paciência pregada pelo guia até aqui, o desenvolvimento do reflexo para a realização do disparo no tempo certo a fim de executar o Fatal Frame — quando a fotografia é tirada no momento exato de maior vulnerabilidade de cada espírito — é uma habilidade (do jogador, vale a pena ressaltar, não tem a ver com atributos in-game) importantíssima para trazer maior dinamicidade para os combates.

A lógica é simples: em vez de atirar assim que o inimigo aparece, você espera que ele entre em postura de ataque e, então, efetua um disparo no último instante antes de ele acertar a personagem principal na tela.




Além de otimizar o dano infligido no oponente, o acerto interrompe o avanço do espectro, cria uma impressão de controle de espaço durante o embate e, por vezes, pode atordoá-lo e provocando o Fatal Time, um momento de vulnerabilidade, caso o disparo tenha sido forte o suficiente para fazer com que a vida chegasse no ponto indicado do medidor e feito o adversário entrar no estado de Stutter Chance.

A janela correta de execução do Fatal Frame é normalmente indicada pelo sinal luminoso de direção do visor da câmera, uma vez que ele começa a piscar que nem louco, como se houvesse espíritos vindo de todas as direções. No começo, é normal errar e fotografá-los muito cedo. Entretanto, não demora muito para que os padrões de ataque sejam assimilados e a realização do disparo se torne mais instintiva.

4) A fotografia não é digital, mas não precisa economizar o filme

Uma das características mais fundamentais de um survival horror é o gerenciamento de recursos e, com ele, vem uma armadilha: o jogador acaba economizando demais no receio de faltar em momentos realmente importantes da trama que, por consequência, parecem nunca chegar, acarretando em um sofrimento maior do que o necessário.

Em Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake, o melhor caminho geralmente não é guardar todo filme forte para alguma situação que pareça insustentável prosseguir. O ideal é usar o filme certo para cada tipo de encontro.

Tendo isso em vista, não se apegue demais ao Type-07, o tipo de filme ilimitado que é disponibilizado desde o início. Não demora muito para que sua utilidade em combate logo se torne nula e ele passe a servir apenas para fotografar elementos do cenário ou os espectros não agressivos.




Assim, não se acanhe na utilização recorrente do Type-14, especialmente no começo do jogo. Ele é um modelo de filme estocável e finito, mas surge com abundância pelos cenários do título. Se você estiver jogando com naturalidade e agindo conforme a necessidade de cada contexto sem forçar a barra, vai perceber que, aos poucos, ele também será alternado e substituído pelo Type-61 e, em situações mais complicadas, pelo Type-90. Dessa forma, o único filme realmente potente que vale a pena ser guardado para situações críticas contra chefes é o Type-00.

Nota-se que, ao tirar fotos durante o Fatal Time, você pode fotografar à vontade porque a câmera automaticamente utilizará o Type-07. Adicionalmente, é sempre bom ter noção da utilidade de cada disparo especial correspondente de cada filtro da câmera, visto que é uma habilidade que, apesar de consumir poder espiritual, não gasta filme.

5) Aprenda a esquivar

Outro erro que um jogador novato pode cometer no começo do jogo é minimizar a habilidade da esquiva. É uma movimentação defensiva bem útil, cujo domínio é essencial nos momentos mais avançados do game, contra espectros de padrões mais imprevisíveis.

Assim, se o oponente está prestes a atacar e você não está em condições de executar um disparo de foto limpo o suficiente a ponto de fazer com que o espírito hesite e cesse a investida, o melhor a se fazer é esquivar e reposicionar em vez de insistir em um disparo ruim que, aí sim, será desperdício de filme.

Aliás, não é incomum que esquivar na direção do próprio inimigo se torne uma opção válida e eficiente diante de uma fotografia forçada ou um recuo para trás. Com esse tipo de movimento, não é incomum que o fantasma demore para virar ou sumir antes de começar outro movimento, tornando-o relativamente vulnerável a disparos simples.



6) Abaixa esse celul... opa, Câmera Obscura, e presta atenção no que está acontecendo

Essa dica funciona como uma espécie de complemento da anterior, já que ambas têm em vista o estímulo de um jogo mais defensivo. Ficar o tempo todo com a visão da câmera é um dos piores hábitos que podem ser desenvolvidos em Fatal Frame, já que ela acaba fechando a visualização do ambiente. Novamente, isso tem a ver com o controle do espaço, já que ter noção dos arredores permite uma movimentação mais inteligente e maior atenção, especialmente em situações de conflito contra mais de um espectro.

7) Explore.

Pode parecer algo óbvio, mas não se acanhe em explorar. Vasculhar pelos cenários e aprender os caminhos é a melhor maneira de entender os estágios e, por consequência, minimizar a chance de ficar travado em alguma sequência da história ou denunciando alguns atalhos que serão úteis durante os segmentos de fuga.

Logo no início, Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake insere o jogador no vilarejo de Minakami sem explicar exatamente como funciona o progresso do jogo e a travessia dos ambientes mais amplos que funcionam como um mundo semiaberto. É proposital. Por isso, cheque o mapa com frequência a fim de não se perder e se situar em relação a todas as principais entradas e saídas de cada área, bem como acompanhar quais seções ainda estão bloqueadas.




Além disso, o vilarejo é todo interconectado, então não fique encucado com portas trancadas que simplesmente estão lá, uma vez que elas muito provavelmente só farão sentido posteriormente na campanha.

Adicionalmente, apontar a lanterna para todos os cantos é a principal maneira de encontrar os diversos itens espalhados pelos ambientes, como filmes, itens de cura ou os materiais que servem para aprimorar os atributos da câmera, além das anotações que ajudam a explicar um pouco mais a mitologia por trás daquele lugar. O mesmo vale para certos quebra-cabeças cuja solução pode ser extraída de um olhar mais atento dos arredores.

Outro detalhe importante é entender que nem toda aparição é um combate de verdade. No começo, vários fantasmas surgem mais como susto, atmosfera ou oportunidade de fotografia do que como ameaça direta. A própria câmera tem um sensor que indica o que é hostil e o que não passa de uma alma penada vagando por aí de maneira inofensiva.



8) A prioridade é sobreviver — está no nome do gênero!

Não fique preocupado em fazer altas pontuações ou completar 100% do jogo logo na primeira jogatina, especialmente sem conhecê-lo direito. Coloque-se no papel das protagonistas e desenvolva a mentalidade de que cada desafio superado já é lucro e significa que você está firme no seu objetivo para escapar daquele vilarejo assombrado.

Assim, foque na sobrevivência, sem se acanhar na hora de utilizar os filmes mais poderosos e os itens de cura, caso disponíveis. Jogue de forma burocrática e com paciência, explorando os recursos disponíveis e entendendo a finalidade de cada um.

Esse tipo de jogo seguro parece até que é estimulado na primeira campanha, uma vez que ele acaba recompensando essa abordagem devido à presença do New Game + que preserva boa parte do seu progresso de câmera e recursos para uma segunda jornada que ainda traz novas possibilidades de aprimoramento do equipamento, missões secundárias adicionais e conclusões extras a serem desbloqueadas.

Revisão: Beatriz Castro
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João Pedro Boaventura
É jornalista formado pelo Mackenzie e pós-graduado em teoria da comunicação (como se isso significasse alguma coisa) pela Cásper Líbero. Tem um blog particular onde escreve um monte de groselha e também é autor de Comunicação Eletrônica, (mais um) livro que aborda história dos games, mas sob a perspectiva da cultura e da comunicação.
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