Dragon Ball Z: Legends completa 30 anos como um clássico da geração 32 bits

O game foi o primeiro a trazer toda a história do anime em jogos de luta.

em 28/03/2026


Foi em meados da década de 1990 que a franquia Dragon Ball explodiu em popularidade, inicialmente no Japão e depois no resto do mundo. Com isso, houve um destaque maior principalmente para o anime Dragon Ball Z e, como acontecia bastante na época, o título foi levado para o mundo virtual. 

Nos consoles de mesa, o foco sempre foi no gênero de luta. Foi assim que vários títulos chegaram ao SNES, por exemplo. Já nos anos seguintes, no primeiro PlayStation, Goku e companhia contavam com três games e, em 1996, foi lançado o que é apontado como o melhor do console: Dragon Ball Z: Legends, este que, inclusive, foi o único que também chegou ao Sega Saturn.


Novidades no universo Z

Dragon Ball Z: Legends foi o primeiro a trazer um jogo de luta 3D para a série. Mas, diferente do que estava em alta na época, de modelos de personagens também tridimensionais, os sprites dos personagens foram mantidos em 2D em uma arena com as três dimensões.


Os personagens começavam no chão, mas logo saíam voando trocando golpes com os adversários. Botões para socos e chutes, além dos disparos de energia que podiam ser alternados ou contínuos (caso o botão fosse segurado). Além disso, cada lutador possui uma quantidade determinada de ki que poderia ser carregado, porém, caso ele acabasse por um momento, o personagem ficava cansado e vulnerável a ataques.

Outra novidade era a barra vida, que não pertencia a cada um dos personagens, mas para todos que estavam na tela. Ela variava conforme cada lado estivesse atacando mais e quando completava para um dos times, um ataque especial era executado que diminuía diretamente de um personagem adversário. Com isso, vinha outra inovação, que eram partidas com dois times que podiam conter de um a três personagens em cada e não necessariamente em números iguais.


O jogo foi o primeiro da linha principal a trazer as quatro grandes sagas do anime para os games. A forma que a Bandai escolheu foi dividindo o modo história em oito capítulos, que consistiam das sagas: Saiyajin, Capitão Ginyu, Freeza, Androids, Cell Games, Majin Buu, Fusion e Kid Buu.

Uma das novas ideias que agradou aos fãs da série foram adaptações feitas no modo história que ficavam à escolha do jogador, mas desencadeavam nos acontecimentos canônicos. Isso acontecia em momentos como, por exemplo, a morte do Kuririn na saga Freeza, que permitia Goku virar Super Saiyajin.

Ao todo, eram 35 personagens selecionáveis, com poucas repetições para o tamanho do elenco (apenas Goku, Gohan adulto e Vegeta tinham transformações como personagens avulsos). Gogeta e  Majin Ozotto, além de um personagem original, iriam ser incluídos no título, mas acabaram cortados por restrições no tempo de desenvolvimento.


Recepção e legado

Várias avaliações do jogo (no PlayStation e Sega Saturn) pela crítica ficaram acima dos 80%, mostrando a sua qualidade (que também ganhava elogios pela trilha sonora). Combinando as duas plataformas, foram mais de 600 mil cópias vendidas somente no Japão.


O game por muitos anos (até o lançamento de Dragon Ball Z: Budokai 2) foi o único título de luta a cobrir as quatro sagas da franquia, o que garantiu um ótimo status à produção.

Dragon Ball Z: Legends marcou uma geração como o melhor jogo da série por vários anos e virou um clássico de Goku e sua turma. Com uma ótima gameplay, várias novidades e diversas missões para serem concluídas, o game ganhou sobrevida por muito tempo e conquistou seu lugar no coração dos fãs da franquia.

Revisão: Thomaz Farias


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Moreno Valerio
Jornalista, Técnico no papel, engenheiro não praticante e mestre Pokémon nas horas vagas. Passa 80% do tempo falando de games. Nos outros 20% torce para alguém falar sobre games, só para poder falar mais um pouco.
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