Digimon Story Time Stranger promete ser um grande espetáculo para a franquia dos monstrinhos digitais

Novo RPG segue a linha de Cyber Sleuth e gera expectativas com todas as informações mostradas publicamente até agora.

em 19/09/2025
Oficialmente revelado em fevereiro de 2025, Digimon Story Time Stranger é o mais novo jogo da franquia dos monstrinhos digitais da Bandai Namco com previsão de ser lançado mundialmente no PC (Steam) no dia 2 de outubro e no PS5 e Xbox Series X|S no dia 3 do mesmo mês. Há muitos anos em produção, a obra é uma etapa muito importante para o sucesso da franquia no aspecto de jogos digitais e carrega nos ombros muitos anos de desenvolvimento.

Uma história que demorou a vir à tona

Apesar de o seu anúncio oficial só ter ocorrido em 2025, o antigo produtor de Digimon, Kazumasa Habu, já havia revelado a produção de um novo Digimon Story em 2017. Na época, ele revelou que a obra não seria um sucessor direto de Cyber Sleuth em termos de trama e que o foco da vez seria abordar um tópico ainda pouco explorado na série: um outro digimundo.

Uma parte da lore de Digimon é que o digimundo que conhecemos é governado por Yggdrasill, um host que supervisa todos os processos do lugar. Em sua linha de comando, temos os Royal Knights, que são treze guerreiros de altíssimo poder e uma parte central de várias histórias da franquia, como Digimon Story Cyber Sleuth.

Porém, ao longo dos anos, também foram criadas histórias envolvendo outros hosts e os seus próprios domínios. Em particular, atualmente, a franquia trabalha com três figuras: Yggdrasill (digimundo padrão), Homeros (digimundo Ilíada com inspiração greco-romana) e Kunlun (digimundo Shambala com inspiração no leste asiático).

O foco de Time Stranger é justamente nos apresentar como é o digimundo Ilíada, dando mais ênfase ao seu poderoso grupo Olympos XII, cujo poder supostamente é capaz de rivalizar com o dos Royal Knights. Uma curiosidade é que dois deles, Apollomon e Dianamon, eram as últimas evoluções dos aliados iniciais do segundo Digimon Story, lançado no Ocidente como Digimon World Dawn & Dusk (DS).

Aprender mais sobre esse mundo, ver como ele se configura e as forças que o governam é um dos pontos centrais do novo jogo. Enquanto os últimos jogos da linha Story eram mais focados no ambiente do Ciberespaço EDEN, agora será possível explorar um digimundo que, na prática, é totalmente novo, com áreas como a Cidade Central e o Templo dos Inícios, assim como os habitats da Floresta da Engrenagem e o Abismo, cujos nomes em português ainda não foram divulgados.

Uma nova “história”

Embora a série Digimon tenha gerado vários jogos, o seu histórico sempre foi marcado por grandes variações de gameplay. Tendo em vista unificar um pouco a visão da série, houve um esforço de trabalhar com duas linhas divergentes em suas expectativas de formato: World e Story.

A ideia era, a partir de Digimon World Re:Digitize, unificar o conceito da série World como raising sims (simuladores de criação) que resgatam o estilo do primeiro jogo, lançado no PlayStation em 1999. Enquanto isso, a linha Digimon Story foi iniciada no DS com o jogo que, no Ocidente, ficou conhecido como “Digimon World DS” e que se alinhava mais ao formato de RPG por turnos.

Screenshot de Digimon Story: Cyber Sleuth Complete Edition (PC/Switch).

Após vários jogos no DS, a linha Story finalmente alcançaria outros consoles com Cyber Sleuth, lançado no PS Vita e PS4, que posteriormente receberia a sequência Hacker’s Memory e ports para Switch e PC. Nesse jogo, foi possível ver um esforço para apelar para um público adolescente com um RPG com estética anime e ambientação moderna.

Digimon Story Time Stranger continua nessa linha, colocando o jogador para investigar eventos misteriosos em um mundo contemporâneo como pontapé inicial para uma jornada pelo tempo e espaço. Será necessário explorar tanto o mundo humano quanto o digimundo em uma jornada que envolve viagem no tempo e mundos paralelos de acordo com a descrição do jogo.

Uma experiência moderna de turnos

Um ponto importante de Digimon Story Time Stranger é que se trata de um RPG de turnos em que o jogador comanda uma equipe cujos aliados são obtidos através da conversão de dados. Cada batalha é uma oportunidade de conquistar mais opções estratégicas para montar a equipe dos sonhos.

Pelas nossas impressões da demo, há um esforço para modernizar a experiência em comparação com Cyber Sleuth. É possível ver os inimigos no mapa, atacá-los para iniciar os confrontos com vantagem, acelerar o combate, ter todos os aliados obtendo experiência mesmo não estando nas batalhas e até acessar rapidamente os sistemas de digivolução no menu.

Para poder aproveitar ao máximo o combate, é interessante ter cuidado na criação das equipes, que permitem até três aliados ativos e três de suporte para troca. Existe um triângulo de forças entre vacina, vírus e dados, além de fraquezas elementais específicas para explorar. Ao todo, são mais de 450 digimon que poderão ser usados como parceiros na equipe.

Outro sistema para ficar de olho são as Artes Cruzadas, cujas funcionalidades incluem bônus de atributos e até golpes diretos contra os oponentes. Para utilizá-las, é necessário acumular pontos explorando as fraquezas dos inimigos. Além disso, esse recurso pode ser guardado para combates futuros.

Evoluindo como agente junto com os Digimon

No centro de toda a experiência do jogo, o sistema que parece assumir a posição central é o de Patente de Agente (Agent Rank, em inglês). O nosso nível de habilidade é definido por esse valor que aumenta conforme concluímos missões variadas. Quanto mais jogamos, maior se torna o leque de opções disponíveis, incluindo as chamadas Habilidades de Agente.

Assim como as Tamer Skills de Digimon World: Next Order, esse sistema promete influenciar muitos fatores no jogo, melhorando atributos e desbloqueando funções. Um bom exemplo disso está na própria digivolução, não sendo possível alcançar o nível campeão na primeira parte da demo devido à Patente ainda ser baixa.

Junto com isso, temos também o sistema de personalidades dos Digimon, que pode ser dividido em quatro grandes eixos: Bravura, Filantropia, Amigabilidade e Sabedoria. Dependendo do quadrante em que o Digimon se encontra, ele pode ter uma tendência a ficar mais forte em um atributo específico e alcançar certas evoluções mais facilmente.

É possível conversar com os membros da equipe, seja interagindo ativamente com eles ou apenas esperando eventuais contatos. Esses diálogos podem afetar a personalidade dos aliados e se tornam uma ferramenta útil caso o jogador precise realinhar os seus valores para alcançar uma criatura desejada.

Com tudo o que sabemos a respeito do jogo e com a experiência que a demo fornece, a expectativa é que Digimon Story Time Stranger seja uma jornada densa e recheada de sistemas para explorar. Há um potencial enorme para que o jogo seja um avanço significativo em relação a seu antecessor e uma das melhores formas de mergulhar no que o digimundo tem a oferecer.

Revisão: Heloísa D’Assumpção Ballaminut

Siga o Blast nas Redes Sociais
Ivanir Ignacchitti
é formado em Comunicação Social pela UFMG e costumava trabalhar numa equipe de desenvolvimento de jogos. Obcecado por jogos japoneses, é raro que ele não tenha em mãos um videogame portátil, sua principal paixão desde a infância.
Este texto não representa a opinião do GameBlast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Você pode compartilhar este conteúdo creditando o autor e veículo original (BY-SA 4.0).