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Análise: Passpartout 2: The Lost Artist (PC) — Um pincel e imaginação é tudo o que precisamos

Pegue seu equipamento e entre em uma relaxante aventura artística.


Lançado em abril deste ano, Passpartout 2: The Lost Artist é um point and click focado na criação de arte. No controle de Passpartout, um artista que está passando por um bloqueio criativo, precisamos usar nosso talento com o pincel para criar lindas pinturas e arrecadar dinheiro, alavancando nossa carreira de sucesso. Com uma jogabilidade simples e intuitiva, este jogo entrega uma aventura relaxante e divertida aos jogadores, incentivando o uso da criatividade para solucionar os problemas da cidade de Phénix.

Só quero vender minha arte na praia

Após sua ascensão como artista em Passpartout: The Starving Artist (Multi), Passpartout se encontra desolado em sua casa no meio do oceano por conta de um grave bloqueio criativo. O artista está há três meses sem pagar o aluguel e, logo, uma ordem de despejo chega à sua porta, fazendo com que ele precise abandonar suas coisas e ir viver em Phénix, uma cidade portuária próxima dali.

Na posse de um pincel redondo, algumas tintas e papéis, precisamos recomeçar nossa vida de artista produzindo e vendendo nossas criações aos habitantes da cidade. À medida em que vamos ganhando dinheiro, temos a oportunidade de comprar novos equipamentos, como pincéis, canetas e papéis para expandir nossas possibilidades e valorizar nossas criações.




Mesmo que seu contexto inicial seja um pouco trágico, Passpartout 2: The Lost Artist é um jogo relaxante que aproveita da simplicidade do gênero point and click para criar uma aventura relaxante. A cidade de Phénix não é muito grande, mas possui áreas variadas como porto, praça, casas e praias construídas em um gráfico charmoso que lembra uma montagem de maquete com papelão. 

A trilha sonora é outro aspecto bem interessante. Com suas músicas instrumentais focadas no piano, os compositores criaram uma série de melodias que ajudam a dar essa vibe amigável ao título e são perfeitas para passar o tempo pintando diversas telas e explorando a cidade. 



Solucionando os problemas de Phénix

The Lost Artist possui uma estrutura muito simples e que não varia muito ao longo da campanha. Controlando o protagonista, temos que andar pela cidade interagindo com os NPCs para descobrir sobre suas preferências e ajudá-los com seus problemas. No geral, as missões envolvem a criação de alguma arte, como panfletos e bandeiras, coleta de itens pelo mapa, restauração de objetos (como placas) e até mesmo a pintura de um carro.

Com a ajuda, recebemos recompensas em dinheiro que nos ajudam a comprar novos equipamentos, adquirir um ateliê e também liberar o acesso a novas áreas da cidade. Com a expansão das áreas disponíveis, novos NPC vão aparecendo para nos dar mais missões e também comprar nossas artes. Cada habitante possui um gosto artístico diferente e, por isso, conhecê-los é importante para garantir que todas as nossas criações sejam vendidas.
Apesar disso, o jogo não exige que os jogadores sejam os maiores artistas do mundo para que avancem na história. 

A complexidade da arte não é o mais importante para agradar os NPCs, mas sim o uso de determinadas cores e formas. Por exemplo, os punks gostam de cores mais escuras, enquanto o cozinheiro gosta do uso de cores mais chamativas para suas propagandas. Portanto, mesmo quem não possui familiaridade com pintura pode aproveitar o jogo por completo sem se preocupar muito com as avaliações dos personagens.



Apontar e pintar

O grande ponto de Passpartout 2: The Lost Artist é o uso simples e eficaz do mouse como ferramenta de criação: para pintar, precisamos apenas direcionar o mouse e clicar. Tão simples quanto usar o Microsoft Paint. Algumas das opções disponíveis para variar nossas criações são a escolha dos pincéis, as cores e o tamanho da área que queremos pintar.

A variedade de itens é bem satisfatória e permite que os mais engajados criem verdadeiras obras de arte, mesmo que o mouse não seja o instrumento mais adequado para algumas situações como pintar pequenos detalhes ou manter uma linha reta. Para os menos exigentes, acredito que esse problema não deva incomodar tanto.




Uma alternativa que encontrei para aprimorar minha experiência foi utilizar uma mesa digitalizadora. O jogo se tornou muito mais prazeroso e imersivo dessa forma, pois consegui expressar de maneira mais natural o que queria pintar sem esquentar a cabeça com pequenos problemas como o que citei de precisão do mouse. Caso você tenha esse tipo de equipamento, fica a recomendação do uso para melhorar sua experiência.

Independentemente do tipo de ferramenta disponível, vale ressaltar que Passpartout 2 é incrível e ter ou não  um tipo de equipamento específico não deve ser um impeditivo para jogá-lo. O jogo não é punitivo e seu objetivo é oferecer uma experiência artística relaxante, de modo que você aproveite o tempo fazendo suas criações do jeito que achar melhor.

No entanto, mesmo com tantas alternativas de criação, Passpartout 2 tende a ficar repetitivo por conta da simplicidade das suas características. A história serve apenas como um pano de fundo e as missões, no fim das contas, se resumem a pintar coisas pela cidade para arrecadar dinheiro. A sua curta duração pode ser um fator que ameniza isso, mas ele dificilmente se torna aquele jogo que revisitamos com frequência.



Solte seu lado artista

Passpartout 2: The Lost Artist aproveita de mecânicas simples para criar uma aventura divertida e relaxante. Qualquer jogador, artista ou não, consegue utilizar as diversas ferramentas disponíveis e produzir as mais diversas pinturas enquanto aproveita uma ambientação agradável e uma trilha sonora maravilhosa. Mesmo que alguns aspectos não sejam muito explorados (como a história), Passpartout é mais que recomendado para aqueles que procuram um jogo curto para passar o tempo e aproveitar o dia.

Prós

  • Há muitos equipamentos disponíveis para diversificar nossas criações;
  • Os elementos audiovisuais criam uma ambientação agradável e relaxante;
  • A jogabilidade é simples e intuitiva;
  • O jogo não exige que o jogador seja um profissional para aproveitar a aventura.

Contras

  • Mesmo funcionado bem, o mouse não é muito eficiente para algumas ações;
  • Elementos como história e a variedade de missões não são bem explorados.
Passpartout 2: The Lost Artist — PC — Nota: 8.5
Revisão: Juliana Piombo dos Santos
Análise feita com cópia digital cedida pela Flamebait Games


É engenheiro geólogo, graduando em Engenharia Ambiental, entusiasta de novas tecnologias e apenas mais um mineiro que não vive sem café e pão de queijo. Gosta de aproveitar o tempo apreciando RPGs, relaxando em simuladores de fazenda e curtindo uma boa música em jogos de ritmo.
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