Top 10

Confira dez temas marcantes de chefes de jogos de luta

Nada como uma boa trilha sonora enquanto se é humilhado por alguém que está te dando uma surra sem precedentes.

Chefões têm muitas características que fazem deles personagens memoráveis, e uma delas é uma trilha sonora de respeito. Em jogos de luta, a importância dessa trilha é muito grande, para aumentar a dramaticidade enquanto tomamos aquela sova caprichada.

Geralmente, quando faço essas listas, tento me embasar em dados da lore dos personagens e da importância desses títulos para a indústria. Mas, desta vez, farei algo 100% passional com os temas mais memoráveis para mim. Logo, aqui não se trata de qual é a melhor, e sim quais as que eu mais curto, levando em consideração o quanto joguei todos esses títulos.

Aproveito e já deixo o convite para que vocês vão nos comentários e deixem suas prediletas também. Quem sabe não role uma parte 2? Vamos lá!

10 — Master Hand e Crazy Hand (Super Smash Bros. Melee)

Nunca fui chegado em SSB e até hoje sou meio avesso ao estilo, porém tive bons momentos com Melee. Por algum grande acaso, consegui um GameCube e, após algumas negociações, uma cópia deste famigerado disquinho. Não nego que me diverti bastante e penei muito contra a dupla Master Hand e Crazy Hand, e o tema deixa o confronto realmente épico! 

Infelizmente, ou não, os títulos seguintes não conseguiram me dar a mesma quantidade de diversão que Meele, mas fica aqui a menção a esse duo pentelho.

9 — Cervantes (Soul Blade/Soul Edge)

Mesmo tendo jogado todos os títulos da franquia SoulCalibur, a paixão pelo primeiro de todos nunca passou. Coisas da nostalgia, eu acho. O Cervantes foi o primeiro cara que eu vi usando duas espadas e todo esse visual pirata era bem diferente de qualquer coisa que eu tinha visto nas outras franquias que eu curtia.

“Bravely Folk Song” até hoje é uma das minhas músicas favoritas da série. Começar com um solo de gaita de fole e tambor, como se fosse um chamado de guerra escocês, é algo sem igual e que dá muita personalidade a um tema.

(Eu sei que o chefe DE VERDADE é o Soul Edge, mas, como o Cervantes é um “subchefe”, então tecnicamente vale, né?)

8 — Terry Bogard (Fatal Fury Wild Ambition)

Fatal Fury Wild Ambition foi a maneira que a SNK encontrou de tentar reintroduzir a franquia para gerações mais novas. Lançado em 1999, o reboot trazia alguns novatos e outros veteranos, mas a maior surpresa estava na hora de enfrentar o chefão do modo Arcade.

Quem esperava que todos os personagens fossem antagonizados por Geese Howard foram pegos desprevenidos. Caso o jogador escolhesse o vilão ou um de seus capangas, no caso Raiden e Billy Kane, seria agraciado com o mocinho Terry Bogard no confronto derradeiro. Ele vinha muito fulo da vida e sem piedade alguma, acompanhado por um tema que ficou um bom tempo na minha cabeça a cada sova tomada.

7 — Zankuro (Samurai Shodown III)

Foi em Samurai Shodown III que eu tive a minha primeira experiência com chefões que não lidam bem com a derrota e voltam duplamente possessos (queria usar outra palavra, mas não posso). Os dois primeiros rounds contra Zankuro já eram duríssimos por si só, com todo aquele dano e alcance absurdos. O tema dele fazia com que tudo parecesse um faroeste, só que com espadas.

Quando ele voltava para o infame terceiro round, tudo ficava mais intenso, inclusive a música. Conseguir superá-lo na época demorou, mas valeu totalmente o esforço. 

6 — Hilda (Under Night In-Birth)

Minha paixão por Under Night In-Birth já foi expressa neste site em milhares de ocasiões. Até no podcast do GameBlast eu dei um jeito de falar sobre (foi mal, Xelão!). Com essa adoração, veio também o encanto pela trilha sonora do músico japonês Raito.

Hilda não é uma boss muito assustadora de início, e seu visual também nem é dos mais intimidadores, mas, quando Overwhelm Despair começa e ela parte para cima com as enormes lanças negras, o tempo fecha literalmente. O metal misturado com coral realmente te faz entrar em uma verdadeira sobrecarga de desespero.

5 — Onslaught (Marvel vs. Capcom)

Chefes de mais de uma forma sempre foram uma constante nos jogos da Marvel feitos pela Capcom. E por mais que Apocalypse tivesse uma presença notória, Onslaught era simplesmente insuportável! Primeiro ele começava com seus raios de tela inteira e depois, ficava flutuando pelo cenário, obrigando o jogador a dar super pulos para alcançar seu único ponto fraco: a cabeça.

Parecia muita coisa? Sim; mas a música de fundo deixava bem claro que a nossa batalha para salvar o planeta era algo muito heróico.

4 — M. Bison (Street Fighter)

OK, já sabemos o quanto M. Bison e seu tema em SF II são icônicos para o gênero como um todo. Isso é incontestável. Porém, meu Street Fighter favorito é o Alpha 3, por uma razão de motivos; e um deles é o quanto o M. Bison era apelão. Ter um especial quase indefensável o tornava uma ameaça ambulante no Arcade, e isso piorava no World Tour, modo no qual ele tinha uma barra infinita.

A fase com relâmpagos e este tema frenético só aumentavam aquela sensação de “eu estou muito ferrado!”.


Outro tema que merece uma menção honrosa é o de Street Fighter Ex Plus. O jogo podia não ser dos melhores, mas a entradinha dele voando era legal demais.

3 — Kazuya/Devil (Tekken 2)

Meu Tekken favorito de todos os tempos é o 3, mas, em matéria de batalha final, nada supera a dobradinha Kazuya/Devil Kazuya do jogo anterior. Ele, que tinha começado como um protagonista no primeiro jogo, ficou um pouco chateado por ter sido arremessado em um vulcão pelo próprio pai, e decidiu descontar sua frustração sem dó.

Vestindo um belo terninho púrpura, Kazuya Mishima era um páreo duro que mostrava o tamanho da encrenca que ele se tornaria pelo restante da série. O tema escolhido para essa batalha era totalmente o oposto do restante da trilha sonora inteira do jogo, que trazia canções bem mais frenéticas. Era simplesmente o clímax perfeito… para tomar um raio laser na cara.

2 — Geese Howard (Fatal Fury)

Um dos personagens mais amados desse gênero maravilhoso, sem sombra de dúvidas. Geese Howard já me deu dor de cabeça em mais de um jogo, mas ainda assim eu sempre fui fissurado no seu tema, no seu estágio e naquele maldito Raging Storm, que era muito satisfatório de aplicar, mas doído demais de receber.

O tema de Geese já recebeu tantas versões sensacionais que ficou difícil escolher um só, então selecionei um compilado de praticamente todos. Apreciem!


Ele poderia ser fácil o meu escolhido número 1, se a própria SNK não tivesse criado o cara mais casca grossa que já pisou em terras virtuais…

1 — Rugal (The King of Fighters)

O homem que consegue te dar uma surra exemplar tanto de terno quanto de blusa de redinha; dono de uma gargalhada fatal e uma semelhança praticamente univitelina com o saudoso Tarcísio Meira; o motivo de grande parte dos adolescentes da América Latina dos anos 1990 desenvolverem transtorno de estresse pós-traumático; o cara que tem os temas mais absurdos para uma luta; e a real razão de eu ter inventado esta lista infame: “Omega” Rugal Bernstein. Eu nem tenho muito o que argumentar aqui, então vou apenas citar de leve os motivos que fazem dele O CARA.

Primeiro: em The King of Fighters ‘95, a canção “Guitar to Omega to Rugal” gentilmente nos recomenda “entender o conceito do amor”, antes de sermos massacrados brutalmente.

Segundo: em The King of Fighters ‘98, um remix beeeeem mais pesado do seu tema de ‘94 nos leva para um agonizante show de Reppukens e Genocide Cutters a bordo do Black Noah, seu encouraçado, enquanto nos manda “fazer barulho”, como se desse para aguentar tudo isso calado.

Terceiro: em The King of Fighters XV ele retorna, mais gentil do que nunca, em um desafio que relembra seus velhos tempos de movimentos seguros e com zero chance de punição. Então nada melhor para acompanhar essa volta triunfal do que novos remixes de seus temas infernais.


E é essa a lista, meus queridos. Lembrando mais uma vez que isso é tudo groselha da minha cabeça e eu adoraria saber quais os confrontos derradeiros que ficaram em vossas mentes. Além disso, quem sabe eu não volte para fazer uma outra dessas, só que sem jogos de luta (vocês podem não acreditar, mas isso é possível).

Abraços a todos e até a próxima!

Revisão: Ives Boitano


é amante de joguinhos de luta, corrida, plataforma e "navinha". Também não resiste se pintar um indie de gosto duvidoso ou proposta estranha.


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