Blast Test

Impressões: Icarus (PC) apresenta as dificuldades de sobreviver em um mundo hostil

Jogo de sobrevivência desenvolvido pela RocketWerkz é focado na experiência online PvE.

Desenvolvido pela RocketWerkz, Icarus chega ao PC no dia 4 de dezembro. Porém, antes disso, foram lançados vários beta weekends, fins de semana de testes para quem comprou o jogo antecipadamente. Tivemos a oportunidade de explorar um pouco um deles e trazemos aqui nossas primeiras impressões.

A chegada a um mundo hostil

Em Icarus, assumimos o papel de um explorador realizando missões variadas em outros planetas. Cada área oferece um mapa vasto para desbravar com áreas ricas em recursos, como plantas, água, animais e pedras. Cabe ao jogador coletar esses itens dentro do possível já que eles são cruciais para sobreviver.

Assim como em outros jogos do estilo, os ambientes de Icarus são bastante hostis. Além de precisar gerenciar sua sede e fome, o jogador tem um estoque limitado de oxigênio já que a atmosfera desses planetas é drasticamente diferente. Porém, pedras chamadas oxitas servem como boas fontes do gás.

A água pode ser coletada em lagos, mas a comida depende de ter ferramentas para caça, que também são importantes formas de defesa contra animais mais violentos, como lobos. Para produzir esses itens, é necessário ter certa quantidade de gravetos e pedras. Apesar de também ser possível se alimentar com frutas, essa dieta não é suficiente tendo em vista que os animais são fontes de couro e outros materiais relevantes.

A possibilidade de criar ferramentas depende de como o jogador distribui pontos em sua árvore de tecnologia. Quanto mais explora e coleta recursos, mais pontuação consegue e assim pode gastá-la para ter como criar mais coisas. Por exemplo, no início, o jogador pode ter acesso apenas a uma lança, mas depois um arco e flecha, tornando a caçada mais fácil.


Outro detalhe fundamental ao qual o jogador precisa ficar atento são os efeitos climáticos. Cada área pode passar por alguns eventos em que ocorrem chuvas, ventanias, entre outros fenômenos naturais. Ficar exposto durante muito tempo a eles implica em penalidades.

Porém, gostaria de mencionar que no pouco período em que joguei, mesmo ficando na tempestade por um bom tempo, não consegui ver os seus efeitos na prática. A penalidade que senti mais nitidamente foi a do peso do inventário quando estava sobrecarregado.

Um pouco de polimento

Como um beta test, o jogo ainda não está em sua forma acabada. Vários ajustes ainda devem ser feitos, então a expectativa é de que o título esteja mais polido em seu lançamento. No entanto, gostaria de destacar aqui alguns aspectos que me incomodaram durante a experiência e que espero que sejam melhorados.

Primeiramente, o título tem uma opção de customização do personagem. É possível criar um protagonista homem ou mulher e ajustar seus aspectos físicos. Porém, as opções são muito poucas e, em geral, feias.

Antes de aceitar uma missão, há um trecho de briefing em que são mencionados alguns detalhes dela. Além da parte escrita, o jogador recebe um áudio diferente do que está descrito textualmente, porém não há legendas dessas partes. Isso, infelizmente, acaba atrapalhando o entendimento, especialmente pensando no fato de que o título só possui áudios em inglês.

O mapa também não apresenta muitas informações, contando apenas com indicativos de jogadores mortos (para resgatar) e da nave. Espero que no jogo final haja formas de marcar pontos de interesse e registros detalhados pelo menos de objetos deixados no mapa pelos jogadores.
Os cenários, mesmo com as pequenas variações de clima, parecem muito similares entre si. Além disso, as missões são pouco explicadas, deixando o jogador completamente sem direção. Mesmo quando explorei o mapa para iniciantes, fiquei facilmente perdido. Tenho certeza de que alguns jogadores vão gostar de explorar o jogo tão livremente, mas sinto que o design acaba sendo mais confuso do que efetivamente valorizando a liberdade do jogador.

Um jogo de sobrevivência que precisa ser mais


Infelizmente, a minha experiência geral com Icarus não foi positiva. Acredito que o título tem potencial de ser bem interessante para os fãs do gênero de sobrevivência, mas a versão final precisa de mais polimento para oferecer uma experiência mais convincente. O fato de que não fui capaz de jogar com ninguém online durante esse período também não me permitiu ver os impactos do trabalho em equipe na experiência, o que espero ser um dos atrativos do jogo final.


Revisão: Juliana Paiva Zapparoli

é formado em Comunicação Social pela UFMG e costumava trabalhar numa equipe de desenvolvimento de jogos. Obcecado por jogos japoneses, é raro que ele não tenha em mãos um videogame portátil, sua principal paixão desde a infância.


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