Blast Test

Impressões: Black Skylands (PC) permite explorar ilhas no céu em um vasto jogo 2D de mundo aberto

Explore um vasto ambiente aéreo com seu navio voador e armas de fogo.

Desenvolvido pela Hungry Couch Games, Black Skylands é um jogo de mundo aberto que combina elementos de RPG, simulação e tiro em terceira pessoa com visão top-down. Disponível em acesso antecipado no Steam, o título já oferece uma experiência divertida de exploração e combate.

Navegando pelos céus

Black Skylands conta a história de uma jovem garota chamada Eva. A garota é filha do líder dos Provedores, um grupo de pessoas que viviam em harmonia no Fathership até um fatídico dia. Desde então, um Enxame de criaturas sombrias passou a ser uma grande ameaça e as hostilidades entre Provedores e o grupo conhecido como Falcões também se tornaram mais comuns.

O jogador chega a ver essa transição no jogo como parte da introdução, e pessoalmente considero interessante o tom trágico dos eventos. Isso também se reflete em um mundo prioritariamente hostil no qual muitas vezes é preciso lutar contra outros humanos para poder liberá-los.

Eva conta com seu próprio navio voador, um veículo customizável fundamental para explorar o mundo. Há várias ilhas no céu com muitos inimigos para derrotar. Ao eliminar todas as ameaças de uma área, ela é liberada e o jogador recebe recursos que podem ser usados para desbloquear novas habilidades quando retorna ao Fathership.

Vale destacar que o menu indica o poder de fogo dos inimigos. Assim, é possível usar as informações para planejar como avançar pelas ilhas. Por exemplo: será mais simples explorar ilhas de menor periculosidade, desbloqueando novos poderes pelo caminho. No entanto, você pode optar por invadir zonas mais perigosas que possuem maiores recompensas usando sua inteligência para compensar a desvantagem tática.

O combate funciona como um twin-stick shooter com visão top-down. Black Skylands traz uma variedade de armas de fogo, incluindo uma pistola básica mais fraca com munição infinita e outras armas cujo alcance e poder de fogo variam. Há também uma opção de ataque de curta distância que pode ser bastante útil, especialmente se você conseguir se aproximar por trás sem ser notado.

O navio também possui canhões que podem ser utilizados para derrotar outros navios que nos atacam ou outros inimigos que estejam em sua proximidade. Destruir meteoritos e blocos com cristais roxos também são formas de obter recursos e há algumas áreas de pescaria que funcionam como um minigame de digitação. Além do navio, outro elemento importante para se deslocar entre as ilhas é o gancho de Eva, que permite que ela pule entre uma área e outra desde que elas estejam próximas.

Além de derrotar inimigos, temos que extrair recursos naturais das ilhas, como madeira, pedras e meteoritos. Esses itens são importantes para a criação de jardins, fábricas e outras instalações com as quais é possível fabricar armas, outros modelos de navio e peças para fazer upgrade, assim como objetos para vender.

Um aspecto interessante é que, uma vez liberadas, as ilhas podem ser atacadas novamente pelos Falcões. Cabe ao jogador reagir a tempo para impedir que elas sejam perdidas. Além disso, múltiplas quests podem ser mantidas em paralelo e podemos focar em avançar a história ao invés da liberação de novos recursos.

Pequenos detalhes que ainda merecem polimento

Honestamente falando, a experiência de Black Skylands já está em um nível muito bom para um jogo ainda não finalizado. Já é possível se divertir bastante com a proposta graças a uma lógica bem sólida de exploração e combate.

A única coisa que realmente me incomodou foram os diálogos. Primeiramente, é possível perceber uma pequena trava toda vez que o jogador interage com um NPC e o texto começa a aparecer — Mas pior do que isso é especificamente a tradução para o português, que é bastante inconsistente.

Termos utilizados nos diálogos e no gameplay são diferentes, o que pode deixar o jogador um pouco perdido nas missões. Outro aspecto ainda mais grave é a forma como algumas falas estão em diálogos errados (por exemplo, o irmão de Eva diz equivocadamente que é um ancião de outra vila) e certos trechos simplesmente estão em espanhol ao invés de português.

Fora isso, a trilha sonora também não chama a atenção e seu volume é um tanto baixo, mesmo na opção máxima das configurações. Uma pena, tendo em vista que o visual 2D dos ambientes é cativante e muito bonito. Em particular, chama a atenção o uso de cores e como o ciclo de dia e noite afeta a sua paleta. Trata-se de um mundo no céu muito belo e que vale a pena explorar.

Uma excelente experiência mesmo antes do lançamento

Apesar de ainda estar no Acesso Antecipado, Black Skylands já é um jogo rico em conteúdo e que oferece uma experiência sólida. Considero uma recomendação fácil a qualquer pessoa, mesmo que não seja entusiasta do gênero, e provavelmente ainda devo jogá-lo por um bom tempo.

Revisão: Davi Sousa
Texto de impressões produzido com código cedido pela tinyBuild


é formado em Comunicação Social pela UFMG e costumava trabalhar numa equipe de desenvolvimento de jogos. Obcecado por jogos japoneses, é raro que ele não tenha em mãos um videogame portátil, sua principal paixão desde a infância.


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