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Análise: Rock of Ages 3: Make & Break (Multi) reúne história e muita destruição em um divertido e desafiador tower defense

Não apenas quebre tudo com sua pedra, mas crie suas próprias fases e compartilhe com outros jogadores.


Lançada há nove anos, a franquia Rock of Ages vem fazendo um bom sucesso no PC com um tower defense desafiador e carregado com um humor característico e inspirado em Monty Python. Agora, a série faz seu retorno com Rock of Ages 3: Make & Break, trazendo novos modos de jogo e o inédito sistema de construção de fases. Confira em nossa análise se os diferenciais deste terceiro título de fato levam a franquia a um novo patamar.

Construir e destruir

Rock of Ages 3 segue a mesma fórmula de seus antecessores: dois competidores devem criar obstáculos e armadilhas para defender seus castelos antes de começar a rolar um pedregulho em direção à fortaleza inimiga. Ao bater nos portões do adversário, parte de sua barra de vida é diminuída, mantendo este ciclo de defesa e ataque até que um dos competidores derrube os portões do outro.


Para realizar a defesa de seu castelo, você deve espalhar armadilhas e armas pelo terreno adversário com um orçamento em ouro. Conforme você realiza ataques contra a fortaleza inimiga e coleta recursos na mineradora, novos créditos são adicionados ao seu orçamento para melhorar as defesas para o próximo ataque.

Ao longo do progresso na campanha, novos itens são adicionados ao seu arsenal, desde meros e poderosos canhões e bombardeiros até os mais inusitados, como inofensivas vacas ou homenzinhos que bloqueiam sua visão se atropelados. Novos pedregulhos também são liberados de acordo com o seu avanço na história, sendo possível jogar com uma bola de fogo ou uma pedra coberta de ovelhas, cada qual com seus atributos de velocidade, aceleração, dano, entre outros.


Brincando de construtor

Um dos principais novos recursos em Rock of Ages 3 é o modo de criação de fases, onde você pode construir seu próprio percurso e disponibilizá-lo para que outros jogadores aceitem o desafio. O tutorial consegue ser mais confuso do que se você sair testando todos os botões. Aliás, criar uma fase parece ser um trabalho mais fácil de executar no teclado e mouse do que no controle, tendo como uma certa comparação The Sims 4. No começo é um pouco complicado, inclusive se você estiver jogando em console, mas, com o tempo, criar seus próprio desafios torna-se uma tarefa fácil e prazerosa.


As fases criadas pela comunidade podem ser disputadas, se for o caso, com outro jogador ou contra a inteligência artificial do jogo. É possível que, após algumas horas, você dê mais atenção ao modo criativo e aos percursos online do que à campanha em si, já que o modo história acaba por cair em um loop repetitivo na mesma estrutura de desafios.

Além do modo de jogo clássico, chamado de Guerra, o título disponibiliza alguns novos formatos inéditos na franquia. Melhore seu tempo nos Time Trials, defenda sua fortaleza de uma Avalanche de pedras, vença seus adversários em uma Corrida de Obstáculos ou aceite o desafio construindo suas defesas com um único recurso em Unit Challenge.

Rolando pela história

A campanha de Rock of Ages 3 apresenta uma aventura na qual viajamos pela história do mundo, enfrentando grandes nomes, lendas e criaturas mitológicas em guerras de rolamento de pedregulhos. Tudo começa em um dos contos de Odysseus e Polyphemus, quando o ciclope, filho de Poseidon, tem sua caverna invadida pelo grupo do greco que come de sua comida. Após o grupo escapar, Polyphemus pede ajuda a Poseidon para se vingar, e o deus dos oceanos envia o grupo em uma viagem aos sete mares para enfrentar inimigos de todo o mundo e toda a história.


Durante as aventuras da trupe, conhecemos e desafiamos desde grandes personagens da história mundial, como Júlio César e Rainha Elizabeth, até figuras mitológicas, como Krampus e o próprio Poseidon. As fases são divididas em grupos, cada qual com seu "vilão" histórico e desafios. Para liberar novos grupos de fases é preciso coletar estrelas completando os desafios já disponíveis. Conforme você derrota os chefões, novas pedras gigantes e armadilhas são liberadas.


A dificuldade das fases varia muito durante a campanha, mas não há uma evolução coerente nos desafios. Alguns modos de jogo são bastante simples e fáceis, principalmente a corrida com obstáculos onde a IA raramente apresenta algum desafio, porém outros são extremamente difíceis de se conseguir todas as estrelas, tanto no início da campanha quanto ao decorrer dela.

Nos quesitos técnicos, Rock of Ages 3 não desaponta e mostra ser uma evolução se comparado aos títulos anteriores. Ele está graficamente mais bonito, os efeitos sonoros tornam o jogo ainda mais cômico e o controle sobre as pedras é bastante preciso e tem ótimo tempo de resposta, obviamente de acordo com a opção de pedregulho escolhida.


Vale a pena jogar Rock of Ages 3: Make & Break?

O terceiro título da famosa franquia distribuída pela Modus Games se diferencia de seus antecessores trazendo novos modos de jogo, estilos de pedregulhos e itens para defender sua torre, além do modo de criação para você colocar toda a sua criatividade em prática e desafiar outros jogadores. A campanha diverte com as cutscenes cômicas inspiradas em Monty Python e tem muitos momentos desafiadores, mas a forma como os desafios são estruturados faz com que ela caia em uma repetição que não anima jogar horas seguidas.

Prós

  • Humor na dose certa;
  • Novos modos de jogo e criação de mapas;
  • Ótima física desenvolvida para cada tipo de pedregulho;
  • Melhorias gráficas e efeitos sonoros que divertem;
  • Desafiador!.

Contras

  • Campanha repetitiva;
  • A edição de mapas não é muito bem otimizada no controle.

Rock of Ages 3: Make & Break - PS4/PC/XBO/Switch/Stadia
Nota: 7.0
Versão utilizada para análise: PS4


Revisão: Davi Sousa

Análise produzida com cópia digital cedida pela Modus Games

Escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.


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