Análise DLC

Darksiders 3: Keepers of the Void (Multi): um complemento razoável

Mais recente DLC do game traz novas armas e a Armadura Abissal de Cólera.


No final do ano passado Darksiders 3 chegou até nós. O título está longe de ser uma obra prima, com virtudes e defeitos em proporções semelhantes, mas conseguiu manter acesa a chama da franquia. Prova disso é que um novo jogo da série foi revelado durante a E3. Ainda assim, Cólera ainda tem alguns assuntos para resolver, no mais recente pacote DLC, Keepers of the Void.


O conteúdo traz um novo calabouço, que se passa nos Buracos de Serpente e pode ser acessado após obter o primeiro poder elemental da protagonista. Contextualizando no enredo, Vulgrim explica que esse “reino” foi tomando por demônios e que precisa de uma limpeza, em troca de recompensas bem generosas.

O calabouço, chamado de “A Fenda”, é dividido em quatro setores, que são liberados conforme Cólera adquire os Poderes Abismais, ao longo da campanha principal. Ao final de cada sessão, há um chefe que, quando derrotado, dá uma nova arma para Cólera. Ou seja, o DLC adiciona quatro novas armas para o arsenal da amazona do apocalipse.


Cada arma nova corresponde a um elemento. O jogador deve equipar uma entre as duas disponíveis para cada Poder Abissal

O design dessa nova área é bastante simples no aspecto visual, sem mudanças de tema. Os inimigos também não são muito variados. Até mesmo os chefes são praticamente idênticos e bem feinhos, diga-se de passagem. A mecânica das lutas, por outro lado, é interessante o suficiente para criar um bom desafio.

Por outro lado,  os puzzles são mais interessantes, especialmente os do último setor, que demandam o uso dos quatro poderes de Cólera. Mas é preciso dizer que o DLC é bem pequeno e, se for feito de uma vez, dá para matar em uma tarde.

Quando fiz a análise do jogo, uma das minhas críticas foi quanto à performance técnica — o review foi feito em um PlayStation 4 padrão. Após mais de seis meses, não refiz a campanha para poder apontar se foram feitas melhorias, mas ao menos esse DLC fluiu bem. Não houveram engasgos ou outros entraves. Claro que o cenário simples e relativamente pequeno ajuda, mas não deixa de ser um ponto positivo.

Os elementos básicos dos puzzles são essas esferas, que ativam efeitos variados pelo cenário


Outra recompensa ganha ao terminar o DLC é a famosa Armadura Abissal, a vestimenta mais poderosa dos Cavaleiros do Apocalipse. Assim como nos jogos anteriores, ela possui um visual bem bonito e confere atributos adicionais bem fortes. Porém aqui vale uma ressalva. Nos dois primeiros jogos, a armadura faz parte do jogo base, sendo acessível através do cumprimento de objetivos secundários. É um daqueles momentos que nos faz repensar sobre os rumos dos conteúdos pagos em jogos.

Por fim, vale um último comentário sobre o impacto do conteúdo extra no jogo principal. É um calabouço que funciona muito bem se jogado ao longo da campanha, ou se você pretende começar um New Game Plus (essa opção foi adicionada ao game após o lançamento). Mas o DLC por si só não se sustenta — como Frozen Wilds, de Horizon: Zero Dawn, por exemplo. Afinal, de que adianta pegar a armadura mais poderosa e novas armas para não ter onde usar?


Armadura Abissal


No resumo da ópera, embora o conteúdo de Keepers of the Void seja pouco, ele é bastante relevante para o contexto geral da obra, mas definitivamente não se justifica por si só. As quatro novas armas e a Armadura Abissal fazem sentido sendo coletadas junto à jornada de Cólera ou para uma segunda campanha. Se alguma dessas opções estiver nos seus planos, vale a pena. Mas lembre que, em um mundo ideal, seria o tipo de material que já viria junto com o game no lançamento.

Análise feita com cópia digital cedida pela THQ Nordic


Formado em Game Design, desistente da Matemática Aplicada e atualmente cursando Jornalismo. Ainda aguardo o retorno triufal da Sega, fã de Metal Gear, Dark Souls e várias coisas vindas lá do Japão.

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