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Análise DLC

The Elder Scrolls Online - Wrathstone (Multi) inicia a temporada do dragão em grande estilo

O primeiro DLC de 2019 de ESO traz duas novas dungeons e o início da história que terá como clímax o aguardado novo capítulo do jogo.

The Elder Scrolls Online (Multi) é um dos MMORPGs mais jogados da atualidade e isso se deve muito à ótima frequência de atualizações e novidades que o jogo recebe desde 2014. Para este ano, já fora anunciado um novo capítulo para o jogo, batizado de Elsweyr, onde teremos acesso à terra natal dos Khajiit e a tão esperada chegada dos dragões ao ESO. Porém, tudo isso começa devagar, com o início da chamada Temporada do Dragão. E é aí que entra o primeiro DLC de ESO de 2019, The Elder Scrolls Online - Wrathstone (Multi).


O DLC é o primeiro passo para a contextualização dos eventos históricos que vão culminar no já tão aguardado novo capítulo do game. Com Wrathstone, os jogadores terão acesso a duas novas dungeons que esbanjam desafios e criatividade. Em cada uma delas, teremos acesso a uma parte da chamada Pedra da Fúria, que tem ligação com o aprisionamento dos dragões e, consequentemente, com a futura soltura dos mesmos.


A jornada pela prisão de gelo

Antes de mais nada é importante frisar que, assim como em outros DLCs, como Wolfhunter, para acessar as dungeons de Wrathstone é preciso que o seu personagem tenha, ao menos, alcançado o nível 45. Isso porque essas masmorras são bem mais desafiadoras do que as abertas para todos os níveis, exigindo bem mais estratégia e habilidades dos jogadores. Além disso, o trabalho em equipe é essencial por aqui.

A primeira das masmorras é chamada de Frostvault, levando os jogadores a buscar uma das metades da Wrathstone, que serve de chave para Abnur Tharn abrir o local conhecido como Halls of Colossus, cenário onde se inicia a soltura dos dragões em Elsweyr, como mostrado no trailer do novo capítulo. Essa masmorra é interessante pois, mesmo que não seja tão desafiadora quanto a segunda, exige bastante estratégia dos jogadores, além de ser bem criativa.



Com batalhas em locais mais abertos, o foco estratégico está em justamente aglomerar os inimigos mais fracos para que o dano seja mais facilmente infligido sobre eles. Mas após os primeiros grandes inimigos é que tudo começa a mudar, pois o caminho se torna cada vez mais estreito até chegarmos nas profundezas onde relíquias e autômatos podem ser encontrados.

O destaque dessa dungeon é o seu boss final, com mecânicas que envolvem sabotagem de mecanismos de tempos em tempos, enquanto precisamos enfrentar uma gigantesca ameaça mecânica. Outro ponto muito interessante de Frostvault são os objetos do cenário que podem causar bastante dano nos jogadores, até durante lutas contra alguns mini-bosses. Esse é um estilo de desafio que já começamos a nos deparar no final do ano passado, em Murkmire.


Os desafios das profundezas de Malatar

A segunda masmorra é chamada de Dephts of Malatar e envia os jogadores para uma antiga ruína Ayleid escondida sob um forte imperial aparentemente secreto. Essa dungeon se inicia de modo bem mais brando do que a Frostvault, mas não se enganem, ela é muito mais desafiadora do que a masmorra anterior, isso por conta de dois grandes inimigos encontrados aqui: os bosses Scavenging Maw e Dark Orb.

No geral, a dungeon é bem sinuosa e cheia de pequenos espaços como corredores e pontes, obrigando os jogadores a se posicionarem muito bem e terem um bom senso de controle de habilidades. Porém, os vilões já exigem destrezas diferenciadas, pois em sua maioria utilizam habilidades com áreas diversificadas de impacto, o que acaba obrigando o time de jogadores a se manter em constante movimento.



Os destaques positivos dessa dungeon ficam principalmente para as lutas contra os dois vilões citados anteriormente, que são muito fortes e exigem bastante trabalho em equipe dos jogadores. Outro ponto interessante são os eventos de cenário que acontecem em momentos específicos, que não serão ditos aqui para não dar spoilers indevidos. Mas basta saber que eles dão um quê de adrenalina e surpresa bem bacana à missão.

O prelúdio dos eventos épicos

Toda a história por trás de Dephts of Malatar e Frostvault preparam o jogador para os eventos que virão em Elsweyr, fazendo deste DLC uma espécie de prelúdio do ambicioso novo capítulo, que tem lançamento previsto para junho. As dungeons cumprem bem o seu papel ao começar a contextualizar os jogadores de tudo que aconteceu até chegarmos ao momento fatídico da libertação dos dragões no território dos Khajiit. 



Bem desafiadoras e criativas, as novas masmorras vão ocupar bastante tempo dos jogadores, principalmente por poderem ser completadas tanto na dificuldade Normal como na Veteran ou Veteran Hard, dando ainda mais longevidade às missões, como é de costume nos conteúdos adicionais de The Elder Scrolls Online. 

Ao completar os dois grandes desafios, os jogadores são recompensados com novos conjuntos de itens e colecionáveis únicos bem bacanas. Além disso, entre os prêmios também estão inclusos uma nova skin e um novo pet não combatente. Prêmios bem interessantes e de acordo com o desafio proposto por cada uma das masmorras.


Assim começa a Temporada do Dragão

Com bons desafios, level design criativo e excelentes inimigos, as masmorras do DLC Wrathstone mostram bem que o pessoal da Zenimax Studios e da Bethesda estão com grandes planos para o ESO em 2019. Aparentemente o evento batizado de Temporada do Dragão apenas começou com este DLC, prometendo muitas outras novidades durante o ano, sendo a maior delas o capítulo Elsweyr.

Vale lembrar também que junto com o novo DLC, o jogo também recebeu o Update 21, que traz uma série de melhorias e novos conteúdos não só para quem adquiriu o DLC Wrathstone, como também para todos os demais jogadores. Entre as novidades temos um novo mapa de Battlegrounds, novas recompensas de PvP, algumas modificações nas habilidades passivas e uma atualização de Guild Trader.



Wrathstone não é uma DLC tão vasta em conteúdo como Murkmire, se assemelhando muito mais a Wolfhunter em quantidade de conteúdo. Mas nem por isso deixa de ser um excelente conteúdo opcional rico em desafios para os amantes de PVE e, principalmente, cheio de histórias e enredos para preparar os seguidores do roleplay para os eventos épicos que acontecerão ainda esse ano no jogo.

Análise produzida com cópia digital cedida pela Bethesda.
Gilson Peres é Psicólogo e Mestrando em Comunicação pela UFJF. Está no Blast desde 2014, onde é Redator e Diretor. Começou sua vida gamer bem cedo no NES e hoje divide seu tempo entre games antigos e novos. Pode ser visto por aqui sempre escrevendo algum texto polêmico, instrutivo ou nostálgico. Geralmente é visto em alguma discussão no Facebook ou no Twitter.

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