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Blast from the Past

Castlevania: Rondo of Blood (PC Engine) é uma das experiências mais completas da franquia

O game narra a jornada de Richter Belmont, que teve sua esposa sequestrada pelo conde Drácula.

Antes do primeiro vídeo de ASMR ser postado na internet, poucas coisas eram tão prazerosas quanto chicotear demônios em Castlevania: Rondo of Blood. Publicado pela Konami em 1993, o jogo que narra a aventura de Richter Belmont foi lançado como exclusivo do PC Engine - a versão japonesa do esquecido Turbo Grafx-16.

Apesar do sucesso absoluto no Japão, Rondo of Blood só chegou ao resto do mundo em 2007. Isso porque é possível jogar uma versão traduzida do original através do remake Castlevania Dracula X Chronicles (PSP). Essa mesma versão, que também tem cutscenes dubladas em inglês, está disponível na biblioteca de clássicos do Virtual Console (Wii) e no conjunto Castlevania Requiem: Symphony of the Night & Rondo of Blood (PS4).

Batalha eterna

A jornada de Richter Belmont começa em 1792, quando um ritual do sacerdote Shaft revive o conde Drácula mais uma vez. O jovem de 19 anos é o herdeiro do chicote Vampire Killer e invade o castelo do vampiro em busca de sua noiva, que foi sequestrada pelo próprio príncipe das trevas. No meio da aventura, Richter também encontra outras mulheres que foram sequestradas pelo imortal.



Uma delas é Maria Renard, de apenas 12 anos. Ela é herdeira de outro clã de caçadores de vampiros, mas não usa armas comuns. A pequenina usa animais e criaturas fantásticas, como um dragão, para atacar seus inimigos. O cativeiro em que a menina foi presa fica na segunda fase e, depois que é salva por Richter, Maria pode ser usada como uma personagem jogável.



Os eventos mais importantes da história de RoB, como Richter salvando Maria ou confrontando o conde Drácula, são ilustrados com cenas de desenho animado dubladas. Essas cutscenes tem traços simples, contam com poucos frames de animação e nem sempre são realmente necessárias; mas o recurso como um todo é interessante, já que esse tipo de coisa não era tão comum nos jogos daquela época.

Laços de sangue

A jogabilidade de Castlevania: Rondo of Blood (PC Engine) une tudo o que há de melhor na fórmula clássica da franquia. O jogador pode andar para frente ou para trás, agachar, pular, bater com o chicote (ou pombos, no caso de Maria) e usar itens encontrados nas fases. As únicas novidades são os movimentos exclusivos de Richter e Maria: o herdeiro do clã Belmont pode se esquivar com um salto mortal para trás, enquanto a jovem caçadora de vampiros é capaz de dar pulos duplos.

Também como qualquer Castlevania que se preze, Rondo of Blood tem um bom nível de dificuldade e desafios que podem tirar até os jogadores mais habilidosos do sério. Não é exagero dizer que cada trecho do game exige uma técnica diferente de quem está com o controle. Em algumas fases escuras, por exemplo, você vai precisar de reflexos apurados para acertar os pequenos corvos que se camuflam no cenário - eles só se mexem quando você já se aproximou o suficiente para não conseguir desviar com tranquilidade.



Outro aspecto que aumenta consideravelmente o valor da aventura é o sistema de progressão, que não é totalmente linear e inclui pelo menos quatro fases escondidas. Geralmente, os estágios secretos estão ligados e podem ser acessados a partir das fases normais. Na primeira parte do jogo, por exemplo, existem buracos em que Richter e Maria podem cair sem perder vidas. Esses buracos levam, justamente, para o primeiro dos estágios escondidos.

Eclipse audiovisual

Hoje em dia, o visual de Castlevania: Rondo of Blood (PC Engine) pode até não parecer nada demais, mas, quando foi lançado, poucos jogos da franquia tinham gráficos tão vivos e exuberantes. Boa parte disso se deve ao leitor periférico de CD-ROMs do PC Engine/ Turbo Grafx-16, que conseguiu levar o estilo visto em títulos anteriores, como Super Castlevania IV (SNES), para outro patamar. O hardware padrão do console não tinha nada de especial se comparado aos concorrentes da época, mas usar discos permitia que os games do console tivessem animações muito mais detalhadas.



Outro aspecto beneficiado pelo uso de CDs é a trilha sonora. As músicas e os efeitos sonoros não deixam a desejar em nenhum momento da aventura, transmitindo toda a energia que o jogador vai precisar para desviar de centenas de cabeças de medusa e vencer todos os monstros invocados pelo sacerdote Shaft. Além disso, muitas das músicas mais famosas dos jogos anteriores também estão presentes. Veja a versão de Bloody Tears, o tema de abertura de Castlevania II: Dracula’s Curse (NES), que aparece no game:


Honrando o legado

Com gráficos incríveis, trilha sonora impecável, jogabilidade refinada e conteúdo de sobra; Castlevania: Rondo of Blood (PC Engine) é, sem dúvidas, uma das experiências mais completas da fase clássica da franquia. Por mais que o lançamento do jogo no resto do mundo tenha sofrido com um atraso lamentável, a proposta do título envelheceu bem e ainda vale a pena conhecer a jornada de Richter Belmont. O game se torna quase indispensável para quem acompanha a franquia e é dono de PlayStation 4, já que o conjunto Castlevania Requiem: Symphony of the Night & Rondo of Blood é exclusivo do console da Sony.

E você, gostou de Castlevania: Rondo of Blood? Qual é o seu jogo favorito da franquia?
Clercio Rodrigues é paulista, tem 21 anos e está prestes a se formar em jornalismo pela UFRN. Apaixonado por videogames desde a infância, nunca perde a chance de competir em jogos de luta e pode ser encontrado no Twitter.

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