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Análise: The Last Remnant Remastered (PS4/PC) é um ótimo motivo para revisar a jornada de Rush

A Square-Enix finalmente volta com um velho game, que, mesmo não mudando muito, ainda merece sua atenção.



Em 2008 a Square lançava The Last Remnant para o Xbox 360 e PC, um dos poucos do gênero nessa plataforma, mas mesmo assim ele não ganhou a graça do público, e seguiu desconhecido por muitos jogadores nesses 10 anos de existência. Felizmente, para a surpresa dos fãs, a desenvolvedora ressuscitou esse velho título em uma versão remasterizada, o lançando neste ano, 2018, para PlayStation 4 e PC. Então vamos por partes.

Remasters da Square

Começamos a análise lembrando que essa é uma remasterização da Square-Enix, então não espere muitas mudanças ou adições para o título. Aqui eles se focaram estritamente em seu desempenho, iluminação e resolução, incluindo de algumas texturas,como já é praticado pela empresa em muitos outros produtos do gênero, como na remasterização de Final Fantasy X e X-2.

Para The Last Remnant eles atualizaram o motor gráfico para a Unreal Engine 4, conseguindo então alcançar a resolução de 1080p e os 60 quadros por segundo. Infelizmente, em cenários mais abertos e com mais inimigos, é nítida uma queda nos frames, mas nada que o deixe injogável. Mesmo assim, essa adição de frames deixam as coisas bem mais fluidas e divertidas. E, por fim, eles melhoram a iluminação e as texturas de alguns elementos, como os modelos dos personagens, luzes de magias e raios de sol.



Algumas coisas ainda incomodam, como a textura chapada de chão em cenários de natureza, ou de baixa qualidade mesmo, como em pilares, dentre outros cenários. A evolução da iluminação não é tão destacável depois de um tempo, já que em um ambiente aberto o jogo simplesmente fica mais claro. Em ambientes fechados essa melhoria é pouco notada, se fazendo parecer em raios de luzes, que aparecem bem pouco, mas quando aparecem são bem impressionantes.

A mesma história

Rush é o protagonista dessa história, que, após ver sua irmã ser sequestrada, tenta fazer de tudo para tê-a de volta. Mas com isso ele se envolve com David Nassau, um lorde da cidade de Athlum, que, após ver que Rush também pode usar um Remnant, promete ajudá-lo na sua missão. Essa aventura está rodeada de clichês do gênero; Muitos dos seus personagens não são nem um pouco trabalhados ou justificados, diversos momentos são emocionantes, alguns diálogos são expositivos e há várias confusões narrativas dignas de alguns RPGs japoneses.



Mas ainda sim essa é uma aventura divertida de acompanhar e interagir, muito graças a suas mecânicas e batalhas.

Ainda muito difícil

Não tivemos uma atualização grande em suas mecânicas. Ainda temos que controlar vários esquadrões com até cinco personagens, podendo ser de dentro da narrativa, ou mercenários pagos nas guildas. Selecionamos sua formação, qual o tipo de ataque, e em qual inimigo a ação ocorrerá. Isso em um cenário em que não é tão raro ver a tela lotada de personagens e criaturas por todo lado.

Essa ideia de pequenas guerras é legal e funciona bem. Muitas de suas mecânicas de batalhas foram baseadas nisso, como a possibilidade de flanquear os inimigos atacando pelos lados ou mesmo surpreender pelas costas. Tudo faz com que a defesa do inimigo abaixe, e claro, essas regras valem para você também. Então é sempre positivo equilibrar bem o que quer com cada esquadrão, como focar em ataque, cura, defesa. Alinhado ainda com o número de vida, que é o conjunto somado de todos os membros do time.



Se você for tentar encarar um número muito grande de inimigos, como seis esquadrões de três membros cada, e seu time só tem três times, provavelmente será uma batalha perdida. Pois em cada turno os inimigos podem atacar seis vezes, e mesmo podendo defender ou mesmo contra-atacar, ainda será uma vitória muito difícil.

Tudo isso gera estratégias e movimentos bem interessantes, e mesmo assim a dificuldade continua sendo bem alta. Eu, por exemplo, fui parar no menu principal muitas vezes depois de morrer em algumas batalhas.


Lembranças visuais

Em muitos aspectos, esse título me fez lembrar dos designs do Final Fantasy XII (PS2), como roupas exageradas, construções com vários detalhes, ou ruas com vários NPCs, com aparência humana ou não. Isso não é um problema, adoro essa extravagância japonesa em seus designs, mas senti que só aumentando a resolução de algumas texturas não melhorou esse aspecto medieval e fantástico, lembrando, em algumas cenas, um game da geração passada.


Enfim

The Last Remnant não foi aclamado pelo público, reclamando desde a dificuldade “impossível”, ou mesmo da sua narrativa clichê. Não posso dizer que tudo isso está errado, o que posso fazer é falar que eu simplesmente adorei tudo que eu vi do título. E esse remaster é uma ótima oportunidade para matar a saudade das batalhas, design extravagante, entre outras coisas.

Para os amantes de RPGs desafiadores e divertidos, recomendo este título fortemente.


Prós

  • Mesmo com seus clichês, a narrativa diverte e intriga boa parte do tempo;
  • Suas mecânicas de batalha são ótimas;
  • Os quadros por segundo estão mais estáveis, e deixam as batalhas mais fluidas;
  • A iluminação possui mais qualidade assim como algumas texturas;
  • A música se mantém de ótima qualidade.

Contras

  • Algumas texturas são de baixa qualidade, como o chão chapado;
  • A nova iluminação é pouco usada em ambientes fechados;
  • Quedas de quadros ainda existem, mas em pouquíssimos momentos.

The Last Remnant Remastered — PS4/PC — Nota: 7.5
Versão utilizada para análise: PS4
Análise produzida com cópia digital cedida pela Square-Enix
Revisão: Francisco Camilo
Matheus Bigai Ferreira escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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