Crônica

BGS 2018: Mais comida, menos joguinhos

Desbravamos a feira e fomos muito além dos games em nossa cobertura da Brasil Game Show.



Ano passado, eu escrevi um texto a respeito da minha primeira vez numa BGS. Uma das coisas que realmente me agradaram em 2017 foi justamente a diversidade da praça de alimentação. Segundo minhas próprias palavras, “achei até que tinha mais variedade de escolha para comer do que, de fato, para jogar. Eu ficaria o dia todo lá só beliscando nos food trucks de hambúrguer e comendo batata frita”.


Agora em 2018, essa impressão não foi lá muito diferente. Ainda, achei inclusive que renderia uma pauta a respeito e aqui estamos. Segue, então, uma série de observações a respeito das minhas aventuras gastronômicas na feira — como se eu entendesse alguma coisa que seja de comida, mas vamos só fingir, por um momento, que sou um especialista, um verdadeiro sommelier.

A recepção preparada pela Nintendo

Por melhor que tenha sido a experiência de nós, do GameBlast e do Nintendo Blast, sermos o primeiro dos veículos convidados a jogar Super Smash Bros. Ultimate (Switch) e Pokémon Let’s Go (Switch), deixo aqui meu agradecimento sincero a todo o excelente tratamento que nós da imprensa tivemos por parte da Big N.

Além de toda atenção que recebemos dos representantes da empresa e de termos acesso a tais games já citados em primeira mão juntamente de outros já disponíveis no Switch como Super Mario Party, Mario Kart 8 Deluxe e FIFA 19, a mesinha com guloseimas lá disponível era exemplar.
A mesa oferecida pela Nintendo. Destaque para a bandeja superior de tortinhas de chocolate pela metade (atrás dos sanduíches cuidadosamente embalados).
Um dos destaques, inclusive, era uma pequena tortinha de chocolate que se tornou a sensação entre os membros da equipe e foi relembrada na mais recente edição do N-BlastCast. Apesar de seu tamanho diminuto, o chocolate nela contido explodia na boca. Só o nosso time foi responsável por comer meia bandeja do docinho.

Passeando pela Praça de Alimentação

A praça de alimentação este ano estava ainda mais encorpada do que em relação ao anterior. Antes composta principalmente por marcas de pouca expressão e food trucks, agora em 2018 tivemos a presença de peso de restaurantes third party como o Spoleto, especializado em massas; o Bob’s, conhecido pelas propagandas mais atrativas do que a própria comida; o China in Box, cujo único prato à venda era Yakissoba; e o Domino’s, que vendia umas cujas pizzas brotinho sabor molho de tomate vinham até um pouco de recheio de brinde.

Minha escolha principal acabou sendo o Yakissoba do China in Box. Era uma porção bem graúda numa embalagem que no fim das contas acabou sendo bem maior do que aparentava. Demorei um bocado para comer tudo. Só lamento que nessas caixinhas o macarrão venha embaixo dos legumes e do frango — e não dá para misturar, pois vem tudo compactado com pouco espaço para manobra.

Revendo agora o mapa do evento, vejo que a BGS também contou com a presença do Rei do Mate e da Vivenda do Camarão, mas eu de verdade não me lembro deles lá. Ah, também havia uns dois restaurantes, um deles meio chique 

O paradoxo dos joguinhos de filmes

Já comentei isso ano passado e irei reiterar: considero muito irônico que, em uma era em que games são são constantemente acusados de serem mais filmes interativos do que experiências jogáveis — com muita razão, atrevo a adicionar —, o Cinemark tenha tido uma presença tão forte no evento. Era possível encontrar um carrinho da empresa a cada esquina. 

Dessa vez, acabei ficando com vontade e me atrevi a comprar pipoca. Os preços eram um pouco maiores do que os praticados nos cinemas de fato — que já são caros. Um saco de pipoca grande que normalmente custa quinze reais, no evento custava vinte. A diferença é que na BGS a principal opção eram os baldes temáticos de filmes exibidos ao longo desse ano — provavelmente encalhe. 


Assim, mesmo que um pouco a contragosto, acabei levando um balde no formato do capacete do Homem-Formiga — com pipoca dentro, obviamente — a vinte pilas. Agora ele está aqui em casa e eu não sei o que fazer com isso, uma vez que não penso em usá-lo novamente para pipoca porque é bem incômodo lavá-lo direitinho por causa desse formato esquisito dele. 

Claro, eu poderia ter escolhido o redondo e simples que se fazia de ovo de dinossauro servindo como material promocional do Jurassic World 2, mas ele era muito sem-graça, na minha humilde e irrelevante opinião. 

Mais opções para beliscar — mas só quando não chegávamos tarde demais

Além da salinha da Nintendo, a gente que tinha a credencial podia aproveitar também a sala de imprensa e de uma mesa com lanchinhos. Isso se fôssemos rápidos o bastante também. De todas as vezes que fui lá, a única coisa que consegui aproveitar foi a água, que também acabava bem rápido. Nem o cafezinho se salvava.

De tempos em tempos também distribuíam Cup Noodles gratuitamente. Contudo, nós tínhamos que ser ágeis e ligados o suficiente, uma vez que assim que as caixas com as amostras chegavam, não duravam nem cinco minutos. Consegui uma de legumes, mas preferia o de frango que tinham trazido uma hora antes.


Quando as comidas têm estandes

Para encerrar, vale a menção dos estandes de marcas alimentícias presentes na feira. O que eles tinham a ver com games e com o evento em si? Eu realmente não sei, mas se pagaram pelo espaço, quem sou eu para questionar, não é mesmo? 

Dentre eles estavam a Fini, daquelas balinhas que a gente compra nas Lojas Americanas — que também estava lá vendendo com exclusividade os cartões pré-pagos da Nintendo, diga-se de passagem — antes de ir ao cinema porque o preço praticado no snack bar do próprio Cinemark é inconcebível; Cup Noodles, como já citado, cuja principal atração era justamente uma mascote gigante que se a gente pedisse, ganhava um abraço;  uma área da marca de energéticos TNT onde eram servidos uns drinques bem caros; e, o mais impressionante e fora da curva de todos, na minha opinião, um estande referente ao restaurante Fogo de Chão (que, sendo bem sincero, nem lembro de ter visto por lá, admito que aqui estou me guiando pelo mapa do evento).


De todos, o que talvez tenha me chamado mais atenção é justamente o estande da Fini. Eles tiveram a preocupação de armar uma espécie de gincana que colocava quatro indivíduos para jogar Mario Kart no Nintendo 64 e os três que perdiam caíam numa piscina de bolinhas em uma estrutura similar à que fez o Silvio Santos cair na água no longínquo ano de 1992. O vencedor ganharia um kit bacanudo com várias guloseimas, enquanto os perdedores ficariam apenas com uma embalagem simples com balinhas como prêmio de consolação. 

Cheguei a participar, mas não ganhei porque, por algum motivo, acabei me distraindo e olhei para outro corredor na tela que não era o meu. Fiquei assim por praticamente uma volta inteira antes de me ligar que os comandos que eu apertava no controle eram diferentes dos realizados pelo personagem que eu estava prestando atenção. 

Ah, houve até mesmo a preocupação em colocar uma narradora para tentar animar as partidas, com comentários sobre a corrida, mas, com todo o respeito, era bem sem-graça. Na próxima vez, Fini, fica a dica aí de colocar alguém mais animado! 

Fotos: Flávio Augusto Priori
João Pedro Boaventura é jornalista formado pelo Mackenzie e pós-graduado em teoria da comunicação (como se isso significasse alguma coisa) pela Cásper Líbero. Não perde a chance de usar conceitos acadêmicos para discutir sobre videogame. Se você realmente gosta das groselhas que ele escreve, pode ler mais um pouco de suas asneiras em seu blog particular.

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