De 1 a 10: a trajetória de Mortal Kombat

Conheça 10 fatos sobre a franquia Mortal Kombat.


Enquanto Mortal Kombat X (Multi) está batendo em tudo e todos com suas novidades e ressuscitando mecânicas do passado, consideremos que, a depender de sua idade, tudo está sendo uma novidade, ou uma bela nostalgia em alta definição e banho de sangue. Vamos conhecer um pouco da trajetória da franquia até seu décimo capítulo e suas aventuras extra games.

1 - O começo de tudo




Mortal Kombat surgiu após a ideia de construir um jogo estrelado por Jean Claude Van Damme, baseado no filme Bloodsport, ter fracassado por não conseguir os direitos para a produção. Ao reunir outras ideias e o ator em mente, surgiu Mortal Kombat. Os produtores queriam um nome que causasse impacto e que fizesse o jogador imaginar aonde estava chegando. Não fosse o nome original, Fatality poderia ser um deles.

O primeiro game chocou devido a tamanha violência e o uso de sprites baseados em atores reais, que virou uma marca registrada da série. O elenco contava com Liu Kang, Raiden, Kano, Johnny Cage, Scorpion, Sub-Zero e Sonya Blade. Além de incluir Goro como sub-chefe e Shang Tsung como chefe final.

Se você realizar dois perfects no cenário da ponte (The Pit) sem defender, com uma sombra similar ao Papai Noel passando entre as nuvens, junto a um gancho, o adversário será jogado da ponte, caindo em espetos. Na luta seguinte, lá estaríamos nós, lutando contra o ninja secreto: Reptile.

2 - Múltiplos personagens, uma só origem

Talvez, Mortal Kombat tenha sido o jogo que mais abusou ao exibir o orçamento limitado para soltar a criatividade, ou, para alguns, a falta dela. Se notarmos as vestimentas dos ninjas, elas são padronizadas até o terceiro jogo, mudando apenas a cor de acordo com seus nomes. O mesmo se aplicou nas ninjas que, porém, conseguiram ganhar alguns detalhes no visual para ajudar na diferença entre Kitana e Mileena, até chegar no poder do Mortal Kombat 3 e mexer mais no visual, como no estilo do cabelo.

Seguindo a criação, temos: Scorpion (amarelo), Sub-Zero (azul), Ermac (laranja), Rain (roxo), Reptile (verde), Noob Saibot (preto), Humam Smoke (cinza), Khamaleon (junção dos sete anteriores), Noob-Smoke (preto com cinza), entre os homens. E Kitana (azul), Mileena (rosa), Jade (verde), Tania (amarelo) e Skarlet (vermelho) entre as mulheres.

3 - Realismo com atores


Uma das melhores coisas dos primórdios do jogo era o elenco da captura de movimento. Bem, não era exatamente uma captura de movimentos, mas sim de poses, para montar o personagem ao melhor estilo que existiria no futuro com o mugen.

Assim como no item anterior, um mesmo ator representava vários personagens, como, por exemplo, Daniel Pesina, que, no primeiro jogo, interpretava Johnny Cage, Scorpion, Sub-Zero e Reptile. Houve uma reprise dos personagens no segundo jogo e Pesina ainda fez Smoke e Noob Saibot. Uma curiosidade, entre os atores e artistas marciais que deram vida aos personagens: a Sony Blade de MK3 era a “coelhinha” da Playboy, Kerri Hoskins.

4 - Só pode haver um


O primeiro filme de Mortla Kombat, lançado em 1995, com direção de Paul W. S Anderson (sim, ele mesmo dos filmes de Resident Evil), conseguiu uma proeza que vive até hoje: melhor adaptação de um jogo para a telona. O filme retratava bem a ideia do primeiro jogo e, com a sua história simples e pouca invenção dos roteiristas, agradou os jogadores.

A ideia foi tão bem feita que o imortal Christopher Lambert, em alta na época com o filme Highlander, só aceitou o papel por ter visualizado algo concreto e não uma aventura que poderia ser prejudicial a sua carreira. Na época, a visão de jogos serem algo infantil ou sem importância fora dos consoles era forte até em Hollywood.

A sequência, Mortal Kombat - A Aniquilação, de 1997, com direção de Jonn R. Leonette, foi de opinião dividida. Enquanto possuía uma boa caracterização dos personagens, pegando eventos do segundo jogo até Ultimate Mortal Kombat 3, pecou em alguns pontos, como o que seria o o principal atrativo, os Animalities, que não deram certo. Seria coincidência Cristopher Lambert ter ficado de fora da sequência?

5 - Indo além dos jogos


Como várias franquias dos games, Mortal Kombat possui sua linha de produtos e animações fora das telinhas. A parte colecionável possui belas action figures de seus ninjas e a bela estatueta do Scorpion na edição de colecionador do reboot Mortal Kombat, lançado em 2011.

O jogo ganhou um curta animado, que serviu de prévia para o primeiro filme, apresentando os personagens e a chegada até a ilha do torneio. Além disso, teve um desenho: Mortal Kombat - Os Defensores da Terra, que narrava a jornada dos personagens do Earthrealm, liderados por Liu Kang e orientados por Raiden, para impedir os planos do imperador Shao Khan.



Outra aventura bem sucedida ocorreu nas séries. Mortal Kombat Konquest, que contava a saga de Kung Lao, teve apenas uma temporada (que durou de1998 a 1999 em vinte e dois episódios), mas sua estrutura era boa e continha algumas adaptações.

No ano de 2010, o mundo viu uma ideia de realidade alternativa para a série ganhar vida, no teaser Mortal Kombat Rebirth. Ed Boon aprovou a ideia e, assim, nasceu a webserie Mortal Kombat Legacy. Agora, o jogo se apresentava mais realista, mostrando um universo alternativo ao que conhecemos.

6 - Fatality em 3D

A partir do Mortal Kombat 4, a captura de movimentos foi abandonada para utilizarem modelos em 3D. A mudança causa um pouco de desconforto, e o quarto game canônico compensou a mudança com alguns dos Fatalities mais sangrentos da franquia até então. O jogo também introduziu novos personagens e trouxe alguns que só apareceram nos spin-offs Mythologies Sub-Zero e Special Forces.


Os títulos seguintes trilharam o mesmo caminho, porém, começaram a utilizar a captura de movimento para os personagens 3D. Vieram os jogos Deadly Alliance, Deception e Armaggedon, que encerraram o ciclo de Mortal Kombat reunindo, praticamente, todos os personagens da história.

A franquia se perdeu em ideias quando mudou o estilo, tendo, em cada versão, praticamente, um gameplay novo, além de algumas decisões que desagradaram os fãs (como aquele evento que ainda é spoiler para alguns, em Deadly Alliance). Cabe notar, então, que Deception, seria o melhor nome para o jogo. Posteriormente, Armaggedon conseguiu suavizar, chegando na melhor opção de tudo o que testaram. Porém, acerto viria apenas anos depois com o reboot.

7 - Personagens de todos os lugares

Mortal Kombat possui alguns personagens criados das formas mais absurdas de se acreditar. O primeiro a surgir foi Ermac, que nada mais era do que um erro do primeiro Mortal Kombat no qual Scorpion ficava vermelho alaranjado. Isso gerou tanto boato nas revistas que o personagem ganhou vida em Ultimate Mortal Kombat 3. O mestre de Liu Kang é praticante do kung-fu bêbado e assim nasceu seu nome Bo’ Rai Cho, muito parecido com borracho, bêbado em espanhol. Um personagem bem curioso é o Mokap, que nada mais é do que um ator de captura de movimento (Motion Kapture).

Pelo lado cinematográfico, além de Johnny Cage baseado em Van Dame, Liu Kang foi baseado no ator Bruce Lee. Outros personagens foram inspirados em filmes como Shang Tsung, retirado do visual do personagem Lo Pan, e Raiden, baseado em um dos três temporais, sendo ambos oriundos do filme Os Aventureiros do Bairro Proibido. Ainda nos filmes, o visual dos ninjas cibernêticos (Cyrax, Smoke, Sektor e Cyber Sub-Zero) foi inspirado no personagem Predador. O ninja Rain teve sua origem da forma mais simples: uma homenagem à música Purple Rain do cantor Prince.

8 - Criando um Fatality


O processo de criação dos Fatalities é composto de um brainstorm bem simples. A equipe se reúne uma vez e a produção pede que eles tragam ideias para as próximas finalizações. Na segunda reunião, os membros mostram suas ideias e (acredite) elas nascem em desenho de “boneco palito ‘sanguinário’”. Alguns levam desenhos um pouco mais elaborados, mas o principal é exibir a ideia de alguma forma. Praticamente uma reunião de psicopatas.

9 - Kombates alternativos

Apesar de ser reconhecida pela violência extrema, a série Mortal Kombat possui alguns spin-offs e mini-games bem interessantes. Nos jogos extras, vemos muito beat n up, com direito a luta normal contra boss e lembramos que, nesses combates, ao derrotar o chefe, você pode (e deve) aplicar um Fatality.


Nos jogos em 3D, surgiram Motor Kombat, o Mario Kart sangrento com a turma violenta; Chess Kombat, porque chess boxe é para os fracos e você merece mais violência no xadrez; e Puzzle Kombat, que lembra bem o estilo do Puzzle Fight (Street Fighter com variação de tetris). Este último chegou com o relançamento do Ultimate Mortal Kombat 3 no DS.

10 - Shao-Lin Monks comandam!


Não há como negar, a franquia Mortal Kombat gira em torno dos monges Shaolin. Uma das melhores versões do jogo, contando a série principal e os spin-offs, é, justamente, Mortal Kombat Shaolin Monks. O jogo é baseado no estilo beat n’ up, no qual você pode escolher entre Liu Kang ou Kung Lao, e segue a história passando entre o primeiro até o terceiro game, com um maior foco em Mortal Kombat II.

A jogabilidade era boa, pecava apenas no jogo de câmera. Um dos destaques era juntar sangue o suficiente para encher a barra de Fatality e humilhar os adversários. Entre os extras, tivemos muitas finalizações para cada lutador, além de poder desbloquear Sub-Zero e Scorpion para seguir na aventura, e de um modo Versus. O jogo também possui um easter egg remetente ao filme O Exterminador do Futuro II.


No filme O Exterminador do Futuro II, o ciborgue T-800, interpretado por Arnold Schwarzenegger, precisa eliminar dois chips de inteligência artifical para garantir a sobrevivência de Sara Connor e seu filho John Connor. O android T-1000 é enviado para matar John. No confronto final, após muito trabalho, o T-800 consegue jogar seu rival em um tanque com ferro líquido. Como ele também precisa ser destruído junto, se joga no tanque e enquanto seu corpo afunda, ele faz um sinal de positivo.
Agora que você relembrou, ou conheceu, o passado da franquia, chegou a hora de se preparar para entrar em ação e salvar a Terra no próximo torneio. Que os Deuses Anciões guiem seus caminhos!

Revisão: Jaime Ninice
Capa: Victor Pereira


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