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Análise: Lute pela liberdade de seu povo ao lado de Adewale em Assassin's Creed: Freedom Cry (PC)

As aventuras dos piratas assassinos continuam nas mãos de Adewale


Uma aventura que começou apenas como um DLC de Assassin’s Creed IV: Black Flag logo se tornou um jogo independente. Desde que os jogadores o conheceram como o imediato do capitão Kenway a bordo do Jackdaw, todos queriam saber mais sobre aquele ex-escravo de expressão séria e poucas palavras para dizer. Freedom Cry é um conto de luta e sacrifícios para tornar o destino de um povo mais justo e menos sofrido. Acompanhe a jornada de Adewale para quebrar as correntes da escravidão. Claro, tudo isso ao melhor estilo dos assassinos.

Quebrando as correntes da escravidão

Depois de passar tanto tempo atrás do timão do poderoso Jackdaw com o capitão assassino Edward Kenway está na hora de conhecer seu maior companheiro de aventuras. Adewale foi um escravo nascido em Trinidad e, muito cedo em sua vida, ele conheceu o duro destino que seu povo sofria. Foi somente pelas mãos do destemido Kenway que, anos mais tarde, Adewale conheceu a liberdade e encontrou um verdadeiro amigo. Ao contrário de combates, após os eventos de Black Flag, ele se tornou um assassino de verdade e, além de lutar para destruir os planos dos Templários, Adewale tinha um objetivo ainda mais nobre em sua mente.
É preciso libertar muitos escravos para se começar uma verdadeira revolução.

É começando sua aventura em Porto Príncipe que Adewale une o útil ao agradável, caçando alvos Templários e tentando libertar seus irmãos da escravidão. Ao contrário de Black Flag, enquanto se anda pelas vilas e cidades das ilhas, Adewale precisa manter-se incógnito da melhor forma possível pois, apesar de não ser mais um cativo, ao se passar na frente de qualquer senhor de escravos, o brutamente pode chamar capangas para lhe capturar. Mas mesmo assim vale a pena correr certos riscos pois, ao libertar algumas pobres almas, você pode contar com a ajuda de seus irmãos mais tarde, quando estiver em um momento de aperto. Esse aspecto lembra muito o modo de gameplay em Assassin's Creed Brotherhood, no qual era preciso salvar cidadaos para recrutá-los como assassinos.

Apesar de conter uma campanha que pode ser concluida em cerca de 5 horas, Freedom Cry conquista o jogador pela sua história envolvente e personagens marcantes. Os diálogos são bem construídos e causam certos momentos de reflexão histórica por parte do jogador. Mesmo sabendo todos os males que a escravidão causou a humanidade, é interessante ver os diferentes pontos de vista desse período tão são sombrio da nossa história. É justamente nesse ponto que Freedom Cry parece quase se distanciar dos games da franquia em geral. A história fica tão focada no tema da escravidão e da luta pela liberdade que é normal o jogador acabar se esquecendo que está no meio de um jogo da série Assassin’s Creed.
É preciso andar pelas ilhas com muito cuidado. Senhores de escravos estão por todos os lados.

Um potencial desperdiçado

Mesmo contendo personagens envolvidos em uma trama interessante, Freedom Cry peca justamente nos quesitos que fizeram de Black Flag um dos melhores games da franquia dos assassinos. Um desses pontos são as missões. As tarefas e combates que Adewale precisa travar durante sua jornada são tão monótonos e desprovidos de emoção que os diálogos entre os personagens acabam salvando as missões de serem uma total perda de tempo.

Liberte seus irmãos escravos e mate alguns alvos. É nisso que se resumem as missões.

A exploração do ambiente é outro ponto que Freedom Cry parece ter esquecido de adicionar ao gameplay. Não existem muitas cidades ou ilhas para se explorar. Até mesmo o trajeto de navegação é muito restrito e são poucos detalhes interessantes para investigar nos mares do Caribe. Na verdade não é que o cenário seja pequeno, muito pelo contrário, ele é bem grande. O problema é que o fluxo rápido da campanha do game não estimula o jogador à exploração e depois de concluir as principais missões não existem muitos motivos para se retornar ao game e tentar procurar um baú escondido ou uma ilha deserta.

Além disso, adicionar mais uma arma ao arsenal dos assassinos não significa tornar o game melhor. O uso da espingarda por Adewale é quase nulo durante todo o gameplay (apenas para cumprir tarefas obrigatórias) e no fim vale mais a pena continuar utilizando um afiado machete ou as hidden blades para cumprir suas missões.

Acredite Ubisoft, não é uma espingarda que vai tornar tudo mais interessante.

Prós

  • História envolvente;
  • Personagens carismáticos.

Contras

  • Pouca exploração
  • Missões fracas


Assassin’s Creed: Freedom Cry - PC - Nota: 7.0
Capa: Felipe Araujo

Escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.


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