Top 10

Os melhores remakes de games

Selecionamos aqui os melhores jogos já refeitos, que chegam a desafiar os originais em termos de qualidade.

Remakes representam uma chance de reviver jogos amados para jogadores mais experientes e de conhecer antigos clássicos para os mais novos. Mas os jogadores não são os únicos que se beneficiam com eles: muitos desenvolvedores usam a oportunidade para revisar e ajustar suas obras, fazer aquilo que não tiveram oportunidade anos atrás, seja por falta de poderio técnico, tempo ou experiência. Aqui estão dez exemplos que fizeram justamente isso.

10 — Tomb Raider Anniversary (Multi)

Mais do que um remake, Anniversary é uma verdadeira releitura de Tomb Raider, primeira aventura de Lara Croft para PC e PlayStation. Baseado na engine de Tomb Raider: Legend (Multi), o jogo faz várias mudanças nos níveis e templos para que se adaptem à jogabilidade e física melhoradas. Há novos ambientes, quebra-cabeças e formas de combate, tudo nos clássicos ambientes conhecidos pelos fãs do primeiro jogo da série. E, claro, uma Lara mais bonita do que nunca.
Esses lábios, esse cabelo, esses... olhos.

Sendo uma edição comemorativa, o título inclui vários extras. Há documentários, artes conceituais, FMVs e modelos de personagens.

9 — The Secret of Monkey Island: Special Edition (Multi)

O clássico de PC The Secret of Monkey Island já possuía visual em pixel-art charmoso e bonito. Um simples remake em HD bastaria. Ao invés de se conformar com a ideia, a LucasArts decidiu ir além, redesenhando à mão todos os personagens e cenários em alta definição. Várias cenas foram reimaginadas, com detalhes inéditos. Além disso, a interface foi simplificada, foi adicionado suporte para controles e os diálogos foram dublados.

Mas os fãs antigos, acostumados com a estética clássica de 1990, não ficaram desamparados: com um simples apertar de botão é possível trocar entre o antigo e novo visual. Isso permite que saudosistas revivam a experiência original sem modificações, enquanto que os outros possam contemplar quanta coisa mudou nos quase 20 anos que separam os lançamentos.

8 — Pokémon HeartGold & SoulSilver (DS)

Pokémon Gold & Silver (GB), mesmo sendo considerados por muitos dois dos melhores jogos da série, foram lançados antes de vários aspectos importantes do metagame competitivo surgirem. Mais do que fazer uma (magnífica) atualização audiovisual, HeartGold & SoulSilver introduzem conceitos como EVs, natures e abilities ao continente de Johto — com funcionalidades online para acompanhar.

Além disso, há vários detalhes que tornam a experiência melhor. O primeiro Pokémon de sua equipe o segue fora da Pokébola, há minigames que fazem uso da tela tátil e a integração com um podômetro, o famoso Pokéwalker, permitindo que você treine seu monstrinho mesmo após desligar o Nintendo DS.

7 — Mega Man Powered Up (PSP)

Keiji Inafune, criador do clássico de NES Mega Man, pretendia que seus personagens fossem “chibi” — pequenos, fofinhos e cabeçudos. Entretanto, as limitações do videogame de 8-bits não permitiram que eles ficassem no estilo desejado.

Aproveitando o maior poder técnico e resolução do PSP, em 2006 o desenvolvedor finalmente tornou realidade sua visão original. O resultado é uma versão extremamente açucarada de Mega Man – exceto na jogabilidade, que continua extremamente desafiadora, agora com história expandida, diálogos dublados, músicas remixadas e estágios redesenhados.

6 — Super Street Fighter II Turbo HD Remix (PS3/X360)

Street Fighter sempre foi infame por ter várias iterações que apenas adicionavam palavras esdrúxulas ao título — Super, Hyper, Ultra, Alpha, Invertido Carpado… Se o número de adjetivos é indicativo de qualidade, a maior prova está nessa versão Super Turbo HD Remix (2.0 Plus Limited Edition) do clássico que definiu os jogos de luta modernos.

Além dos sprites minuciosamente redesenhados em alta definição e a trilha sonora reorquestrada, foi adicionado um excelente modo online, com rankings, campeonatos e a possibilidade de assistir a partidas de outras pessoas. Tudo isso gerenciado por um ótimo código de rede, que contorna o lag, inimigo mortal dos jogos de luta.

5 — Castlevania: The Dracula X Chronicles (PSP)

Para os jogadores ocidentais, esse remake é, literalmente, um jogo novo. Baseado em Castlevania: Rondo of Blood, o título saiu no PC Engine apenas no Japão. O máximo que gamers do outro lado do mundo receberam foi um pseudo port para SNES, intitulado Dracula X, que modificava (e retirava) muitas coisas do original.

Além de recriar o castelo de Drácula em uma linda jogabilidade 2.5D, cheio de extras, o remake também inclui sua sequência direta, o aclamado Castlevania: Symphony of the Night (PS), com script e dublagem revisadas. Uma pena que a lendária citação “What is a man?” se perdeu no processo…

4 — Final Fantasy IV (Multi)

Este remake recriou todos os cenários do jogo original com um detalhismo incrível: não há um móvel que tenha ficado fora do lugar na transposição do mundo 2D para o 3D. As mudanças estéticas por si só valeriam a compra, mas nem de longe são as únicas: o roteiro foi retraduzido e revisado, a jogabilidade balanceada (o Final Fantasy IV de SNES, intitulado Final Fantasy II no ocidente, não era apenas difícil, era realmente injusto) e novas quests adicionadas.

Mas o acréscimo mais inteligente foi o sistema de Augments, que permitia a transferência de habilidades entre os membros da equipe. Além de influenciar as estratégias de batalha, mitigava um dos problemas mais incômodos do título: a constante troca de personagens. Mesmo que algum aliado morresse ou abandonasse o grupo, o sentimento de “investimento perdido” era eliminado, recebendo-se valiosas recompensas na forma de novas habilidades.

3 — Resident Evil (GC)

Segundo o diretor da série, Shinji Mikami, o remake de Resident Evil (PS) é 70% diferente do original. Os 30% restantes devem ser referentes ao horror, que continua intocado. Na verdade, ele foi até expandido: áreas cortadas do primeiro jogo foram adicionadas e o roteiro revisado (restaurando a subtrama de George Trevor e fazendo referências mais claras à estadia da equipe Bravo na mansão — que seria explorada em detalhes em Resident Evil Zero de GameCube e Wii).

Mesmo as partes antigas receberam alguma mudança. Muitos quebra-cabeças foram modificados e os inimigos agora são mais persistentes, perseguindo os personagens por várias salas. A única forma de eliminá-los de vez é decapitando-os — caso contrário, eles retornam posteriormente como Crimson Heads, um zumbi rápido e extremamente forte. Para compensar, os protagonistas agora podem fazer uso de armas defensivas e exibem seu estado de saúde através de linguagem corporal.

O visual, extremamente elogiada na época, continua surpreendente até hoje. Os cenários pré-renderizados são extremamente detalhados e os efeitos de iluminação contribuem para a atmosfera de terror. Em breve, poderemos apreciá-lo em maiores resoluções no PC e consoles.

2 — Metroid: Zero Mission (GBA)

Apesar de ser um ótimo jogo, o Metroid de NES era bastante… difícil. Insanamente difícil. Mesmo jogadores mais hardcore se perdiam por Zebes, sem ideia do que fazer ou aonde ir. Comprar um guia oficial ou desenhar mapas à mão era quase que uma necessidade para se terminar o título.

Zero Mission conseguiu a proeza de refazer a primeira aventura de Samus Aran de forma bem mais acessível, sem perder o espírito de exploração do jogo original. Apesar de haver marcadores guiando o jogador e dizendo explicitamente aonde ir, os mapas são maiores, há mais segredos, novos itens e sub-chefes. Tudo isso, obviamente, com gráficos e áudio remasterizados.

Para fechar com chave de ouro, há uma missão extra que serve de epílogo para história. Protagonizada pela Zero Suit Samus, tem uma jogabilidade mais focada no stealth e um chefe final que faz Mother Brain parecer fácil.

1 — Metal Gear Solid: The Twin Snakes (GC)

The Twin Snakes é um remake tão bom, mas tão bom, que torna o original praticamente injogável. Não que o primeiro Metal Gear Solid, clássico do PlayStation, tenha envelhecido mal… Mas a versão de GameCube traz tantas melhorias simultâneas na jogabilidade, visual, áudio e dublagem que chega a ser chocante.

A maior mudança foi nas cutscenes, sempre consideradas um dos pontos altos da série. Elas foram refeitas e expandidas usando captura de movimentos com atores reais, sendo extensivamente coreografadas e dirigidas com a ajuda do diretor de cinema japonês Ryuhei Kitamura. O resultado é, no mínimo, épico.


Menções Honrosas

Final Fantasy III (Multi)

Este remake faz muita coisa certa: atualiza o audiovisual, expande a história, melhora a jogabilidade. O único problema é que é… Final Fantasy III. Um ótimo jogo, mas muito mais focado aos entusiastas do gênero e nem de longe o melhor da série.


The Legend of Zelda: Ocarina of time 3D (3DS)

Poucos jogos receberam tantos pedidos de remake ao longo dos anos quanto o clássico de N64 The Legend of Zelda: Ocarina of Time. 15 anos depois, a Nintendo atendeu aos pedidos dos fãs. O relançamento pode não ter recebido uma atualização tão profundo quanto alguns esperavam, mas continua sendo extremamente competente e traz um dos jogos mais importantes da história para uma nova geração de gamers.

The Legend of Zelda: The Wind Waker HD (Wii U)

Wind Waker era um jogo à frente de seu tempo. O remake não teve que mudar muitas coisas além do visual, apenas fez pequenos ajustes e adições que faziam uso das funcionalidades do novo console, fazendo o que já era excelente beirar a perfeição.


Super Mario All-Stars (SNES)

Este não é um, mas quatro remakes num único pacote. Além de repaginar as aventuras 8-bits de Mario em Super Mario Bros., Super Mario Bros. 2 e Super Mario Bros. 3, trouxe o inédito para o ocidente Super Mario Bros.: The Lost Levels (o verdadeiro Super Mario Bros. 2, confinado no Japão por ser considerado difícil demais). A versão americana ainda vinha com Super Mario World (SNES), que por si só valeria a compra.
Sejam meros relançamentos em resolução maior, sejam reimaginações de antigas aventuras, os remakes têm lugar garantido na indústria de jogos. E você, leitor, que remakes acha que fazem jus a ou superam o título original? Ou, assim como nossa equipe, ainda está esperando pelo relançamento de algum clássico esquecido? Confira também nosso podcast sobre o assunto!
Capa: Diogo Sousa
Revisão: José Carlos Alves e Bruno Grisci

Escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.


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