Remakes? Confira os mais desejados pela equipe do GameBlast - Parte 3

Confira a parte 3 do especial onde a equipe GameBlast escolhe os clássicos do passado que merecem ter seus momentos de glória novamente

Após duas semanas relembrando os clássicos dos jogos que mereciam um retorno triunfal a nova geração, chegamos a terceira parte de nosso especial. Se hoje o grande foco da indústria é pensar no futuro para ser capaz de inovar, a equipe do GameBlast mais uma vez faz o caminho inverso e retorna ao passado para buscar clássicos que mereciam dividir a atenção do grande público com os jogos mais atuais.

Gilson Peres - Pokémon Snap

O fato é que a franquia Pokémon nunca saiu do mercado e da boca do povo, e remakes sempre fizeram parte da cultura da franquia, desde FireRed e LeafGreen. Nos “anos dourados” do Nintendo 64, os spin-offs da série estavam em alta e Pokémon Snap foi o primeiro deles. Muito aclamado por público e crítica, o game de N64, no qual você entrava no corpo de Todd Snap e saía tirando fotos dos monstrinhos de bolso em uma ilha, virou um clássico lembrado por todos. Dessa forma, seria quase uma heresia não entrar com um dos games mais criativos e originais de Pokémon nessa lista.
Imaginem como seria uma versão dele para Wii U com atualizações notáveis: gráficos HD, novas áreas para se explorar (talvez em formato mundo aberto), maior número de Pokémon (incluindo talvez as outras cinco gerações), utilização dinâmica e criativa das funções do GamePad e também uma capacidade de compartilhar suas melhores fotos online com seus amigos do Miiverse ou em outras redes sociais. Sonhar não é errado, mas quando paramos para refletir, não é exagero dizer que Pokémon Snap tem 100% de compatibilidade com o estilo de jogabilidade que a Big N está tentando introduzir no Wii U. Errado poderia ser eles não introduzirem esse game no console!

Anderson Marques - Clock Tower: The First Fear

Remake: uma palavrinha que faz qualquer old gamer sonhar, imaginar aquele jogo que fez parte de sua infância em um console HD, e é isso que estamos fazendo aqui, escolhendo os jogos que nos fizeram ter a alegria de passar horas e horas na frente da TV ou do fliperama e imaginando eles nos consoles atuais, porém o jogo que escolhi não fez parte da minha infância. Na verdade, passou longe dela. Foi em 2000 que tinha ganhado esse jogo de um parente, que me lembre, ele tinha dito que o jogo era muito chato, e foi aí o meu primeiro contato com um Survival Horror. Era incrível que um jogo em 16-bits pudesse ter tanta imersão. Clock Tower utilizava de todos os recursos do console para criar um ambiente assustador, mantendo o jogador atento a qualquer ruído ou movimentos de objetos no cenário, deixando um ambiente desconfortante por toda aquela enorme mansão. E foi por isso que esse jogo ficou tão longe do meu SNES, claro que uma criança de 10 anos naquela época se assustaria, mas foi anos depois que realmente joguei essa pérola dos Survival Horror que tinha deixado para atrás.

Agora imaginem tudo isso em um console da geração atual, utilizando todos os recursos de áudio que as novas plataformas poderiam oferecer. Explorar um quarto inteiro em 3D utilizando uma câmera em 3ª pessoa, se esconder em diversos lugares da enorme mansão, com direito a cutscenes e dublagens durante os diálogos mais importantes do jogo e seus nove finais, até mesmo introduzindo um novo apenas com o intuiro de explorar ainda mais a enorme mansão.

Clock Tower: The First Fear, mesmo sendo da era 16-bits, já se utilizava de mecânicas que iríamos conhecer anos depois em jogos como Silent Hill e Obscure, o que faz dele um ótimo candidato para um remake como um dos maiores Survival Horror dos anos 90.

Gustavo Andrade - Alex Kidd in the Miracle World

Os leitores que já leram minha descrição após as notícias que escrevo nos sites do Blast sabem que tenho um carinho especial com Alex Kidd in the Miracle World, aquele mesmo que vinha na memória do Master System II. Foi o primeiro jogo que joguei na vida.

Quem é que não lembra da guerra emblemática entre SEGA e Nintendo, nos tempos em que o Sonic ainda nem existia. O orelhudinho foi a primeira tentativa da SEGA de combater o crescimento exponencial da popularidade do Mario como mascote, até então relacionado como símbolo dos videogames. Mas algum tempo depois, a franquia Alex Kidd recebeu jogos um tanto quanto desastrosos, e Sonic foi criado para tomar o lugar do já não tão famoso mascote da empresa. Desde então, Alex Kidd tem feito apenas participações especiais em alguns jogos que reúnem os principais personagens da SEGA, mas já não estrela um jogo como protagonista há um bom tempo.

O projeto de um fã brasileiro que está reconstruindo o Alex Kidd in the Miracle World na plataforma de criação do Little Big Planet 2 é um ótimo exemplo de que o jogo ficaria ainda mais bonito com gráficos em HD, sem deixar de lado a velha jogabilidade de plataforma que todos conhecem, mas também cedendo espaço para novas ideias. Muito mais do que um remake de seu principal jogo, Alex Kidd merece um reboot em toda a franquia e uma volta triunfal ao cenário dos jogos atuais. Um personagem de tanta importância para a SEGA como foi durante a era 8-bits não pode ficar no esquecimento e à sombra de jogos ruins.

Italo Chianca - Michael Jackson Moonwalker

Estamos às vésperas de completar 5 anos daquele fatídico 25 de Junho onde o mundo se despediu de um dos maiores artistas de todos os tempos, o rei do pop. Pensando nesta data, bem que o espólio do cantor poderia reviver, assim como tem feito com suas músicas, o clássico game do Mega Drive, como forma de homenagear seu  legado nos videogames. Não é segredo que Michael Jackson era fã de jogos eletrônicos: sua paixão o levou a ter uma enorme coleção de fliperamas, participação na trilha de Sonic 3 e, o melhor, seu próprio jogo, baseado no filme/musical Moonwalker de 1988. Lançado para Arcades e outras plataformas, foi no Mega Drive, em 1990, que Moonwalker tornara-se um clássico dos videogames.
As versões do jogo Experience já provaram que os jogos do cantor agradam até mesmo os mais jovens, portanto, uma versão HD do clássico da SEGA tornaria a experiência de jogo ainda mais mágica. Controlar um  Michael Jackson completamente remodelado para que parecesse real, em cenários cheios de vida e movimento, acompanhado de novas propostas de gameplay, seria algo fantástico nos dias de hoje. Os visuais do game se aproximariam aos dos vídeos, assim como o figurino do astro pop poderia ser adaptado a cada sequência do filme. Poderia-se, com a tecnologia atual, inclusive, recriar a famosa sequência de Speed Demon, onde um Michael disfarçado de coelho anda alucinado em sua moto, protagonizando um incrível duelo de dança entre o Michael Jackson real e o cartunesco no final da perseguição.


Mas o melhor, sem sombra de dúvidas, seria ouvir as músicas do jogo com a qualidade dos discos do cantor. Sairiam aqueles sons em midi característicos da geração 16-bits, e ouviríamos a trilha do filme original, podendo ouvir a voz e todo o arranjo inconfundível do lendário rei do pop em alto e bom som.

E aí? Depois de mais uma semana de especial aquele jogo que você tanto gostava quando criança ainda não apareceu? Gostou das escolhas de nossa equipe até aqui? Não deixe de comentar!  

Revisão: Alan Murilo
Capa: Doug Fernandes 

Escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.


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