Blast from the Past

Blast from the Past: Titan Quest (PC)

Lançado pela distribuidora THQ em junho de 2006, e um dos jogos presentes no inacreditável Humble Bundle da empresa, Titan Quest é um RPG ... (por João Pedro Meireles em 17/02/2013, via GameBlast)

Lançado pela distribuidora THQ em junho de 2006, e um dos jogos presentes no inacreditável Humble Bundle da empresa, Titan Quest é um RPG de ação, muito semelhante a jogos como Diablo e Torchlight. Totalmente focado na mitologia grega, um enfoque pouco usado em jogos desse genêro, o jogador passará por cenários clássicos enquanto enfrenta monstros característicos da mesma, como centauros e harpias, com o objetivo de, adivinhem, tentar salvar o mundo antigo da destruição.

Mitologia precisa do que? História é claro

Com licença, herói passando!
Assim como nos jogos da série Diablo, o jogador começa em uma pequena estrada, e irá aos poucos progredindo na história, que começa não sendo contada de cara ao jogador. Tudo andava bem na Grécia, até que, por algum motivo, a ligação entre os Deuses e os seres humanos é subitamente rompida. Eis que esse ato ocasiona o aparecimento de diversas criaturas mitológicas, espalhando o caos e a destruição através das terras antigas. Cabe ao jogador descobrir o que causou esse rompimento e reestabelecer o laço entre os Deuses e os humanos.

Um RPG “clássico”

Com o perdão do trocadilho, não é só por se ambientar na Grécia antiga que Titan Quest pode ser chamado de clássico. Os moldes no progresso do personagem lembram, e muito, a profundidade de Diablo II, o que faz o game uma ótima alternativa para jogadores que, como eu, se decepcionaram com a experiência mais “rasa” de Diablo III. Ao aumentar de nível pela primeira vez, o jogador pode escolher entre oito distintas classes, abrindo uma extensa árvore de habilidades passivas e ativas. Como se não bastasse isso, é possível, a partir do nível 8, adquirir mais uma árvore, escolhendo entre uma das classes que antes foram preteridas.

Escolha somente dois
Os itens de Titan Quest não apresentam muita inovação, não fugindo das tradicionais: armas, armaduras e alguns amuletos. Esses, é claro, além de fortalecerem o jogador com seu atributo típico (defesa nas armaduras, por exemplo), podem ser encontrados em versões mágicas, que conferem ao jogador atributos adicionais. Esses são mais difíceis de serem encontrados, e, para adquirir itens realmente bons, são necessárias algumas horas de exploração.

Ei! Você de novo por aqui?

Exploração é um aspecto fundamental em jogos de RPG, entretanto, em Titan Quest, acaba virando uma das coisas mais frustrantes na jogatina. O motivo é muito simples, além do sistema de save e load extremamente confuso (o jogo salva seus itens e experiência, mas o jogador sempre começa no último “checkpoint” que passou), os inimigos não são gerados de forma aleatória, como em Diablo, o que torna o ato de passar duas vezes pelo mesmo cenário, uma experiência extremamente maçante e, porque não, chata.
Você vai agradecer aos deuses antigos quando achar uma dessas
Isso acaba por afastar alguns jogadores mais “casuais”, visto que, devido ao falho sistema de load, caso você não tenha salvo o jogo em uma dessas fontes (ou seja, no meio de algum cenário ou dungeon), você necessariamente terá que passar pelos mesmos locais, e enfrentar exatamente os mesmos inimigos sempre, tornando o processo de aumentar o level do personagem algo para fortes.

Hora de perder um tempo

As side quests do jogo se mostram como uma boa forma de escapar da rotina de enfrentar os mesmos inimigos com o intuito de adquirir experiência. Além de alguns bons itens, o que é algo raro de se achar caindo dos monstros, encontrados nos baús dos locais dessas quests, elas dão boas recompensas, muitas vezes em forma de experiência pura, e copensam inteiramente o tempo “perdido” para realiza-las. Infelizmente elas não estão em quantidade suficiente para salvar a expemriência do game, que acaba tornando Titan Quest um jogo muito linear, onde há pouco espaço para jogar depois de completado o game pela primeira vez. Entretanto, não é preciso se preocupar com a vida útil do game, visto que são necessários quase 40 horas para completar a história principal.

Assim como em Diablo, a busca por itens raros é parte grande da diversão

Uma experiência para poucos

Titan Quest apresenta alguns defeitos que comprometem a sua experiência, como a repetição e constantes quedas de FPS em trocas de terrenos (ao entrar numa dungeon, por exemplo), e isso acaba tornando o game um pouco maçante para aqueles que não estão acostumados com um RPG mais completo. Para os mais “hardcore”, ou os que se decepcionaram com a rasa experiência de Diablo III, o jogo pode ser uma boa alternativa, pois além de ter uma experiência tão profunda quanto à de Diablo II, em especial no progresso do personagem, possui uma longa campanha que irá entreter esses fãs por toda sua duração.

Revisão: Leonardo Nazareth

Escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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