Jogo do Mês

Hyper Light Drifter (PC) chega no dash e é o Jogo do Mês de março

O belo título da Heart Machine caiu nas graças dos jogadores e é, também, nosso jogo do mês.

Semana passada pedimos para vocês escolherem, entre nossos cinco finalistas, o melhor jogo lançado em fevereiro de 2016. A disputa foi apertada, mas temos nosso vencedor. Hyper Light Drifter chamou muita atenção pelo seu visual, trilha sonora e admitida influência de The Legend of Zelda, mas demonstrou ser um baita jogo por méritos próprios.


Muita gente na internet está professando seu amor por ele, até mesmo com análises empolgadas, e muitas vezes desconexas, na plataforma Steam.
"Se Link e Samus tivessem um bebê e então o ensinassem a jogar Dark Souls, esse seria o filho deles".
O game tem claras influências nas aventuras da série Zelda, e até mesmo algo da atmosfera de Metroid. Talvez isso fique mais claro pelo fato de que ele busca prender o jogador pela exploração. É através dela que iremos conseguir as unidades para comprarmos melhorias para nosso personagem. É através dela que descobrimos mais sobre o mundo e procuramos seus diversos segredos. Ela é indispensável para que o jogador comece a se familiarizar com o game, e funciona, inclusive, como principal forma de construir uma ideia da narrativa na nossa cabeça.

O jogo é muito bonito, e isso vocês descobrem olhando qualquer tela dele. Mas é prestando atenção em certas pistas e estímulos em meio ao visual que entendemos como esse jogo vai funcionar. Quantas chaves preciso para abrir uma porta, quantos cristais são necessários ativar para "terminar" uma área, onde pode existir algum local secreto, e por aí vai. Hyper Light Drifter é um jogo que também se propõem ser uma forma particular de linguagem: é entendendo ela que o jogador vai seguindo em frente.


Também tem bastante batalha no meio, envolvendo espadadas, bomba, tiro e muito, mas muito dash. O bacana é que é bem divertido brincar com essa habilidade do personagem, e extremamente necessário para que vençamos certos desafios e chefes, e também para nos movermos pelos cenários. Dá uma satisfação linkar um dash no outro, ainda que você não seja um dos apelões que conseguem mais de 1000 consecutivos.

No geral, é bem satisfatória a batalha de HLD. Mesmo com a ausência dos 60 fps, é possível entender o ritmo e se acostumar às batalhas, ainda que tudo seja bem rápido. Existe quem tenha achado o jogo frustrante por sua dificuldade, principalmente em chefes. Você pode, entretanto, explorar as três primeiras áreas do jogo antes de enfrentar o primeiro boss, por exemplo. O game é desafiador, sim, mas te dá oportunidades de melhorar o personagem se estiver empacado em alguma batalha. Além disso, não é nada que atenção e calma não resolvam.


Também tem uma proposta narrativa interessante, talvez não tão bem executada quanto os outros aspectos do jogo, mas ainda assim competente e bacana. E tem também um trilha sonora deliciosa. E um baita visual em pixel art, de cair o queixo em muitos momentos.

Hyper Light Drifter é uma experiência ao mesmo tempo artística e "videogueimesca". Dialoga com referência clássicas (e outra mais recentes), mas é moderninho que só ele. É, sobretudo, um grande jogo.

Resultados da votação

1. Hyper Light Drifter (PC) — 34,5%

2. Momodora: Reverie Under the Moonlight (PC) — 31%
3. Salt and Sanctuary (PS4) — 17,2%
4. Samorost 3 (PC) — 12,1%
5. Epistory - Typing Chronicles (PC) — 5,2%

Capa: Gabrielle Mustafa
Pedro Vicente é um homem sem qualidades. Para se esquecer das décadas de fracassos de sua vida real, resolveu passar parte do seu dia jogando. Iniciado nos games por Adventures e JRPGs, hoje em dia joga de tudo. Gosta muito de escrever sobre jogos, mas só dá nota 10 para games em que você pode dar Suplex em um trem.

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