Jogo do Mês

Digitação, pixel art e mortes disputam o posto de Jogo do Mês de março

Os jogos independentes são o grande destaque de março e fazem um páreo forte na disputa de melhor jogo do mês.

Sim, eu sei que dia é hoje. Como confiar em mim justamente no 1º de Abril? Quem garante que esse post não é uma mera pegadinha? Provavelmente você já caiu em alguma notícia falsa hoje e está desconfiado. Putz, talvez quem tenha pregado a peça tenha sido o próprio GameBlast!


Mas isso aqui é sério, juro. Esse já vai ser nosso terceiro Jogo do Mês, em que os leitores escolhem o melhor jogo lançado nos últimos 31 (ou 30/29/28) dias. É uma disputa séria e honesta. Pode confiar.

Só uma observação: alguns de vocês podem estar sentindo a falta de Twilight Princess HD. Nós da equipe somos fãs de Zelda (inclusive este que vos escreve), mas consideramos colocar na disputa apenas games novos. Remakes que não fazem mudanças expressivas no jogo original não se qualificam — e, por mais que Twilight Princess continue tão excelente em 2016 quanto em 2006, os gráficos em HD não o tornam exatamente num jogo novo.

Passadas as explicações, vamos aos candidatos ao Jogo do Mês! Lembre-se: você é quem decide o campeão!

Epistory - Typing Chronicles (PC)


Jogos de digitação não são exatamente uma coisa nova, mas também não são especialmente comuns. Typing of the Dead sempre foi o rei desse “gênero” e poucos games se distanciam do modelo criado por ele. Em geral, esses jogos não passam de um passatempo sem muita profundidade.

Isso é o que torna Epistory tão especial. Ele é, primeiro, um action-adventure atmosférico, e apenas depois um jogo de datilografia. Seu objetivo é completar a história de um livro, fazendo isso da maneira mais lógica possível: escrevendo.

Com visual fantástico e iterando sobre uma mecânica pouco utilizada, Epistory é um dos lançamentos indies mais interessantes do mês.

Hyper Light Drifter (PC)


Vamos tirar o óbvio do caminho: Hyper Light Drifter é lindo. Ele é lindo visualmente, sonoramente, mecanicamente, conceitualmente e muitos outros -mente. Não há dúvidas quanto a isso.

Não bastasse a lindeza, o game também é uma delícia de se jogar. Um action RPG na melhor veia clássica da era 16 bits, parece um The Legend of Zelda com pegada cyberpunk — o que por si só já é um ponto positivo gigantesco. Suas influências, claro, não ficam só no passado, pegando lições de metroidvânias modernos e os jogos da série Souls no meio do caminho.

Ah, e já falei que esse game é lindo?

Momodora: Reverie Under the Moonlight (PC)


Criado por um brasileiro, Momodora atinge sua maturidade mecânica, narrativa e visual em seu quarto lançamento. Agindo como uma prequela da série, Reverie Under the Moonlight é um game focado. São poucas mecânicas ou tentativas de inovar, mas tudo é usado com maestria e sem exageros. No final das contas, qualidade é sempre melhor que quantidade.

O jogo é uma boa pedida principalmente para quem gosta de metroidvanias desafiadores. Ou bons jogos 2D. Ou pixel art. Ou games com bom game design. Pensando bem, ele é uma excelente recomendação para qualquer pessoa. Se você gosta de um bom jogo, pode apostar sem medo em Momodora.

Salt and Sanctuary (PS4)


Não é nenhum segredo que a equipe do site gosta bastante de Dark Souls. Vocês podem imaginar que ficamos bem animados com essa nova indie de fazer souls-likes. Mas, ao mesmo tempo, expectativas são uma droga. Sempre que anunciam um jogo inspirado na série, dá aquele friozinho na barriga e a dúvida, “será que vai ser bom mesmo?”

Salt and Sanctuary conseguiu dispersar esses medos rapidamente. Ele é o mais próximo de um Dark Souls bidimensional que você pode chegar, com as melhores características do clássico presentes: level design intricado, bom ritmo, combate preciso e profundo e uma boa dose de desafio. E que venham mais souls-likes!

Samorost 3 (PC)


Outro jogo lindo visualmente e sonoramente, mas com uma abordagem muito mais surreal e fantasiosa. Você nem precisa dizer que os desenvolvedores estavam vendo gnomos, visto que um gnomo espacial é justamente o protagonista do game. As coisas só vão ficando mais estranhas — e interessantes — a partir daí.

Bem enraizado no clássico gênero de point-and-click adventure, Samorost 3 é outro game que não quer invetar coisas novas e preza pela simplicidade. Muito bem focado em sua proposta, ele traz uma jornada mesmerizante que vai lhe fazer procurar por gnomos na vida real após concluí-la.

Agora a bola está com você. Vote no seu candidato favorito e ajude a decidir qual desses games merece o título de Jogo do Mês. Use a enquete abaixo para votar e a seção de comentários para expressar sua opinião. As votações estarão abertas até o dia 08/04/2016, quando anunciaremos qual será o Jogo do Mês de Março.

Lucas Pinheiro Silva é analista de sistemas web por profissão, gamer por vocação. Tem grande interesse em game e level design, o que o levou a escrever para o GameBlast. Em seu Facebook e Twitter também fala de outras coisas, como HQs, música e literatura.

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