Hands-on

Star Wars: Battlefront (Multi): jogamos uma missão co-op na BGS

Tivemos acesso a uma versão alpha do game, com modo para dois jogadores. Saiba o que achamos!

Entre as atrações da BGS, o tão aguardado Star Wars: Battlefront (Multi) é uma das principais. Desenvolvido pela DICE, a mesma por trás de Battlefield, e publicado pela EA, o jogo é um reboot na série homônima lançada originalmente pela LucasArts para PS2 e posteriormente adaptado para PSP. No estande da Sony, tivemos acesso a uma versão alpha do game, que possuía apenas um modo de jogo co-op para dois jogadores.


Realizada em um mapa baseado no planeta Tatooine, conhecido por seu clima árido, a missão tinha como objetivo a conclusão de tarefas simples, como eliminar ondas de inimigos, alcançar locais ou objetos específicos e defender a posição. Embora possa soar bastante repetitiva, a proposta entretém muito e garante grandes surpresas.

No controle de soldados da aliança rebelde, tínhamos como inimigos os stormtroopers e seus bípedes de aço, os AT-ST. O armamento era o básico dos shooters, tendo o jogador a opção de escolher sua arma principal antes da partida começar. Eram três opções, sendo o rifle de assalto, a pistola e a sniper. Eu fiquei com a primeira.
Stormtroopers formavam a linha de frente. Após o fracasso de algumas tropas, o AT-ST dava as caras. 

Gameplay fiel as raízes da série

Logo que a ação teve início e os primeiros inimigos começaram a aparecer, atacando eu e minha parceira de jogo, tive a sensação de estar de cara com uma versão remasterizada do título original, tamanho o cuidado que a desenvolvedora teve para manter a essência da série. Fãs de longa data, como eu, sentirão suas preces ouvidas — e seu dinheiro valorizado — por isso. Parte da genialidade foi ter optado por manter apenas duas perspectivas de câmera, em primeira e terceira pessoa -- com exceção da mira para armas de longo alcance, abrindo mão do ironsight (mira mais próxima, com a arma no centro da tela) presente em todos os FPSs da antiga e atual geração.
Com ótima precisão, o que era de se esperar vindo da DICE, a mira fez um ótimo papel em ambas as configurações. 

Voltando ao fato de terem deixado o ironsight de lado, afirmo que isso foi importante também por ter garantido um gameplay fiel as raízes da série, ou, em outras palavras, com caráter mais estratégico e menos "estilo Rambo", em que se aproximar da maneira certa é melhor do que correr pra cima dos inimigos, muitas vezes em maior número. Fazendo uso de uma tática, utilizamos com sabedoria o radar presente no canto inferior esquerdo para realizar assaltos dignos de filmes de ação: enquanto minha parceira permanecia desprotegida por um curto período de tempo, chamando a atenção da equipe que estava nos caçando, eu dava a volta por trás e os pegava de surpresa. Mas nem sempre isso deu certo, já que a IA identificou nosso plano e passou a mandar grupos menores para cobrir maiores áreas e impedir que isso voltasse a acontecer nos rounds seguintes.

União a todo o custo

Na quarta rodada, o AT-ST surgiu para diminuir nossa vantagem, o que acabou levando duas de nossas vidas. E foi aí que reparamos em outra escolha do estúdio que favoreceu ainda mais o formato estratégico do jogo.
Do lado esquerdo, na parte superior da tela de ambos os jogadores, uma fileira com 6 corações — que lembram muito os de Link, em Zelda — representava as vidas restantes da dupla, reforçando a necessidade de trabalhar em equipe, evitando que seu companheiro seja alvejado. Não importa se você só morreu uma vez: se seu companheiro tiver sido derrotado outras cinco, fim de jogo. No caso de um só jogador sobreviver, este deve procurar por novas vidas pela fase, e só caso encontre o outro poderá ser ressuscitado. É o tipo caso em que é melhor evitar do que ter que remediar.
HUD do jogo é minimalista e apresenta apenas as informações essenciais: radar, vidas disponíveis, número de ondas de inimigos completadas e habilidades especiais. 

Novas habilidades poderão ser obtidas

Apesar dos comandos em grande parte serem os básicos para qualquer TPS ou FPS atual, salvo o uso da seta para baixo do direcional digital para alterar a perspectiva entre primeira e terceira pessoa, algo chamou muito a atenção: o uso dos botões L1, triângulo e R1 para ativar habilidades especiais. O layout, para quem não está familiarizado, é exatamente igual ao utilizado em outro jogo multiplayer da EA, e estamos falando de Plants vs Zombies (Multi), lançado no ano passado. E aqui, a novidade funcionou muito bem! Assim como na treta entre as plantinhas e os zumbis, as habilidades especiais dos personagens são exibidas no canto direito inferior da tela e podem ser utilizadas mais de uma vez, com excessão do lança-foguetes. No caso do meu soldado, essas correspondem, respectivamente, ao lança-foguetes, ao escudo de força e a jet-pack.

Tudo leva a crer que novas habilidades serão desbloqueadas com o passar de níveis, como visto no próprio PvZ da EA, e também em um dos fortes concorrentes diretos desse Star Wars, Destiny.
Não foi dessa vez: as guerras espaciais foram apresentadas em um gameplay exclusivo nessa BGS. Mas, só poderão ser jogadas no lançamento do jogo. 
Com essas adições e um visual incrível, salvo algumas falhas na renderização de sombras, que certamente não ocorrerão na versão final do jogo, estou convencido de que este tem tudo para ser um sucesso para o público e para nós, da mídia especializada. Parece que, de fato, temos um clássico em nova forma diante dos nossos olhos. Agora é só esperar pelo lançamento oficial, dia 19 de novembro, para ver se a promessa se concretizou.

Quer mais novidades sobre Star Wars: Battlefront? Fique ligado, logo traremos mais notícias sobre a beta lançada nesta quinta-feira, dia 08.
Sérgio Bernardo escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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