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Análise: Lara Croft GO (Mobile) surpreende com belos e poéticos puzzles

Lara Croft GO une aspectos de exploração e ação, com muita lógica em cenários belos e portáteis.

Anunciado durante a conferência da Square Enix na E3 2015, Lara Croft GO surgiu mostrando potencial e uma direção artística encantadora. Os poucos segundos mostrados no trailer oficial já traziam um gostinho do que viria, e uma aparente sensação por querer ainda mais. Tudo isto se deu pela motivação através das belas cores e paisagens, aliados ao clima da série da personagem famosa, que aqui assume um aspecto ainda mais pacífico e, ao mesmo tempo, misterioso. Descubra o porquê.


Go, Lara Croft, GO!

Assim como foi em Hitman GO (mobile), jogo que precede este na linha GO, também da Square Enix Montreal, os personagens movimentam-se por blocos para chegar até o outro lado do caminho. Diferente daquele, Lara Croft GO possui uma maior quantidade de movimentos, que se completam com belas animações. Tudo flui belo, desde as escaladas e saltos da guerreira até as aniquilações dos seres que aparecem pelo caminho.
Explore as belezas naturais do jogo, mas com muita lógica.
Enfrente quebra-cabeças geniais!
Em GO, Lara Croft deve explorar as ruínas de uma civilização antiga, onde parece não ser muito bem-vinda, devido aos acontecimentos que se estendem ao longo da trama. Tensão o acompanhará apenas nos momentos de transição entre os estágios (ou ao dar um lance errado e ser atacado por um animal inimigo) e mistério será a sua guia pelos encontros que fará.

A movimentação pode se arrastar no início para quem não estiver acostumado com o jogo, mas logo você estará atacando inimigos repentinamente e fazendo giros de equilíbrio nas paredes. Também estarão espalhados diversos itens e pedaços deles nas fases, que você deve coletar e colecionar. Quando isto acontece, roupas são liberadas para a personagem ficar ainda mais estilosa. Prepare-se para muitos desafios, que progridem em dificuldade ao passar das fases.
Páginas de cadernos, mapas e muitas estratégias para passar...

Sobrevivência em sintonia natural

Envolvendo aspectos de uma natureza selvagem, o título bebe da mesma fonte de diversos outros jogos do gênero “puzzles em blocos”, cada vez mais populares nas plataformas móveis. Dá para sentir cada canto de Monument Valley (mobile), Captain Toad: Treasure Tracker (Wii U), os puzzles em calabouços de The Legend of Zelda, e por que não, até mesmo um pouco de BOXBOY! (3DS), quanto ao aspecto cerebral de ser.
Um belo cenário combina com um belo raciocínio
Faça e refaça caminhos, arraste blocos, ative alavancas, destrua monstros, onde quer que estejam, e encontre tesouros escondidos por entre as belas paisagens com ares calmos e serenos. Uma verdadeira obra de arte dos deuses.

E por falar em aspectos multimídias, a música de Lara Croft GO cintila aspectos techno com diversos efeitos minimalistas. Muitos sons naturais e que exemplificam com vivacidade como os cenários explorados se combinam na narrativa misteriosa do jogo. Tudo isto leva ao jogador sensações de prazer e sublimidade que poucas produções conseguem trazer.
Sutil em sua essência, experimente jogar usando fones de ouvido para sentir os graves de tensão e os muitos efeitos de folhas, grunhidos de insetos, entre outros sons variados e constantes na vida de guardas florestais e escoteiros.
Lara salta e arrasa com seus movimentos!
Com 75 estágios divididos em cinco cadernos e opções de crossplay entre plataformas de mesmo sistema operacional, Lara Croft GO está disponível para quase todos os celulares e aparelhos mobile, podendo ser acessado pelos sistemas iOS, Android e Windows Phone.

Prós

  • Belos e inspirados cenários, com música envolvente, fazem-nos imergir na narrativa;
  • Boa quantidade e qualidade dos quebra-cabeças;
  • Sistema de saves e recompensas agradável.

Contras:

  • A sensação de que o jogo é pequeno ou que é pouco envolvente pode vir no início, mas logo passa.
Lara Croft GO — Mobile — Nota: 10
Versão utilizada: iOS
Revisão: Vitor Tibério
Capa: Felipe Araujo
Jaime Ninice é cravista e mestre em música pela UFRJ. Sua paixão por games, eventos e revistas o levou a escrever e revisar artigos desde 2010. Hoje, além de participar do GameBlast, é redator das publicações impressas sobre retrogames WarpZone. Pode ser encontrado no Twitter.

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