O capítulo final da trilogia remake mantém o padrão visual altíssimo da série e dá pistas de uma história disposta a trilhar caminhos próprios.Poucas jornadas recentes dos games geraram tanta expectativa quanto a releitura de Final Fantasy VII. Depois de Remake e Rebirth, Final Fantasy VII Revelation tem a missão de fechar a trilogia e dar um desfecho à altura para uma das histórias mais queridas dos RPGs.
Durante a Brasil Game Show 2026, tive a oportunidade de jogar uma demonstração do título. Foi pouco tempo, mas o suficiente para dizer, sem rodeios: o que joguei foi espetacular.
A demo consistiu em algumas batalhas contra inimigos mais fracos e três chefes de dificuldade crescente. Para não entregar spoilers, não vou mencionar nomes, mas todos os encontros foram divertidos, ainda que um pouco fáceis. Já a exploração teve pouco espaço, limitada a pequenos trechos em que escalávamos ou descíamos paredes.
Um deleite para os olhos
Os gráficos continuam maravilhosos. As texturas são de altíssima qualidade, e há uma riqueza de cores e detalhes que dá gosto de explorar. É o tipo de jogo em que vale a pena parar por alguns segundos só para observar o cenário.
Sem entrar em spoilers, os ambientes presentes no teste entregam a ambientação fantástica e dramática que se espera do capítulo final da trilogia. Tudo transmite a sensação de que estamos nos aproximando de algo grandioso.
As habilidades e magias contam com animações cativantes, e é difícil resistir à vontade de zerar os Magic Points a todo combate. Os summons também merecem destaque, contando com animações recheadas de impacto e personalidade.
Em vez de surgirem apenas para um golpe grandioso e sumirem em seguida, eles permanecem em campo lutando ao lado de Cloud, quase como um companheiro adicional. Atacam o mesmo alvo e potencializam alguns de seus golpes, o que deixa o combate mais dinâmico.
Cada summon conta ainda com uma habilidade de sinergia exclusiva, capaz de causar uma quantidade enorme de dano. O preço vem logo depois: o personagem fica impedido de invocar outro summon por um tempo. Tive a oportunidade de testar Ifri, Titan e Titan, das quais Ifrit foi o meu favorito.
Inimigos que roubam a cena
Os inimigos são criativos, com animações e ataques impressionantes tanto visual quanto sonoramente. Cada confronto tem algo de espetáculo.
Ainda que, no recorte da demo, não tenham oferecido grande resistência, esses inimigos mostram o cuidado da Square Enix em fazer de cada encontro um momento marcante.
Um grupo pronto para o clímax
Os membros do grupo também merecem destaque. Adorei o visual de todos eles, com armaduras e trajes que realmente sugerem a aproximação do clímax da história, como se cada personagem estivesse se preparando para a batalha final.
Por fim, foi muito bacana finalmente jogar com Cid e Vincent, e os dois chegam com propostas bem próprias. Cid empunha uma lança e domina o combate aéreo, com saltos que cobrem grandes distâncias e permitem alcançar os inimigos rapidamente, além de arremessos de lança que preparam o terreno para golpes ainda mais fortes.
Vincent, por sua vez, é praticamente dois personagens em um: à distância, ele castiga os inimigos com sua pistola, mas pode se transformar em uma fera e partir para o ataque corpo a corpo com garras, de forma muito mais agressiva. A espera valeu a pena.Barret também foi um destaque. Confesso que tive certa dificuldade em me afeiçoar a ele no primeiro Remake, mas em Revelation ele me impressionou bastante. Tanto o visual quanto as habilidades evocam o clássico arquétipo do tanque: os movimentos são mais lentos, mas cada ação é extremamente impactante. Sua gatling é um espetáculo à parte, com efeitos visuais muito agradáveis e uma sensação de impacto maravilhosa a cada rajada. É o tipo de evolução que faz um personagem antes subestimado virar um dos favoritos do grupo.
Combate de Aquiles
Me preocupou, apenas a dificuldade do combate. O espetáculo visual e sonoro não foi capaz de saciar meu anseio por um combate verdadeiramente desafiador e punitivo para aumentar a tensão do desfecho da série.
Espero que, na versão final, as dificuldades mais altas entreguem uma experiência diferenciada. Torço, também, para que seja possível experienciar o game diretamente na dificuldade hard, e não apenas no modo New Game+.
Música icônica
Como sempre, a trilha sonora é magistral. Sou suspeito, mas acredito que um elemento intrínseco ao sucesso da franquia é a altíssima qualidade de suas trilhas sonoras. Final Fantasy entrega muita ambientação e mexe com nossos sentimentos com a variedade de complexidade das melodias.
Em Revelation, as faixas acompanham a escala dramática dos cenários e dos confrontos, elevando cada momento da demo. O tempo foi curto e tive a chance de ter apenas um breve contato com as melodias, mas foi o suficiente para reforçar a sensação de que estamos caminhando para o grande desfecho da trilogia.
Novos caminhos
O pouco da história com o qual tive contato me pareceu promissor. Há sinais de que Revelation está disposto a dar uma direção um pouco diferente à trama original, algo que pode, com sorte, agradar ainda mais os fãs da série.
Ainda é cedo para afirmar como a trilogia vai se encerrar, mas, se o restante do jogo mantiver o nível do que vi na BGS 2026, os fãs têm bons motivos para ficar animados.
Final Fantasy VII Revelation chega no dia 8 de abril de 2027 com lançamento simultâneo em todas as plataformas.










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