STAR WARS: Galactic Racer promete levar corridas perigosas e roguelike para uma galáxia muito, muito distante

Com veteranos de Burnout no comando, o jogo aposta em caos e destruição em uma estrutura roguelike.

em 11/09/2026

Desde o fim da exclusividade na produção de jogos da franquia Star Wars entre a Disney e a Electronic Arts, vemos a saga receber diferentes tratamentos no mundo dos games. Este ano, duas obras completamente distintas com a marca ganharam destaque: Star Wars Zero Company, um RTS no estilo XCOM que já chegou ao mercado recebendo elogios da crítica e do público, e, em 6 de outubro, receberemos STAR WARS: Galactic Racer, um jogo de corrida desenvolvido por veteranos da indústria. Será que ele será mais um acerto da franquia no mundo dos games?

Não é o primeiro rodeio

Apesar de parecer inusitado, um jogo de corrida neste universo não é nem de perto tão singular quanto um jogo no estilo XCOM, já que a franquia possui um histórico nesse segmento.

Durante o auge do retorno da saga com a trilogia prequel, no final dos anos 1990, Star Wars recebeu diversos projetos para os videogames. No gênero de corrida, o mais famoso é STAR WARS Episode I Racer, lançado em 1999 e totalmente baseado na sequência do filme, no qual o pequeno Anakin precisa participar de uma corrida de Podracing, um dos esportes mais perigosos já inventados na galáxia.

Utilizando os podracers, veículos únicos nos quais o piloto fica em um cockpit localizado entre dois motores posicionados à sua frente, o jogo conquistou o público imediatamente e é considerado um dos clássicos dessa era de adaptações da franquia.

Sua sequência, Star Wars: Racer Revenge, foi lançada em 2002 e trouxe melhorias que o poderio da geração do PlayStation 2 poderia proporcionar. Desde então, porém, o segmento foi deixado de lado quando o assunto era adaptar a saga para os games.

Até que, durante o The Game Awards 2025, a novata Fuse Games anunciou STAR WARS: Galactic Racer, marcando o retorno da franquia de George Lucas ao mundo das corridas nos videogames. O projeto chamou atenção principalmente por sua ambição gráfica e pelos sistemas de destruição, criando expectativa para o lançamento.

O pedigree da destruição

Conforme mencionado, uma das principais características de destaque do projeto são os momentos de impacto entre os veículos. Neles, a câmera foca na nave atingida em câmera lenta, destacando toda a intensidade da colisão. Se você lembrou de Burnout, não é à toa, pois a Fuse Games é formada por veteranos da franquia de corrida da EA, que está dormente desde Burnout Paradise Remastered, de 2018.

A combinação parece perfeita para este universo. Os veículos modulares e altamente detalhados correm em velocidade absurda, e a sensação de perigo e adrenalina transmitida por esses momentos, mesmo para quem está apenas assistindo, é enorme.

Isso está diretamente enraizado na jogabilidade, pois o objetivo do jogo não será somente ultrapassar os adversários, mas também tirá-los da pista, contando com equipamentos especiais para deixar seu rastro de destruição durante a corrida, como um impulso que permite atropelar e arremessar os oponentes à frente. Isso cria diferentes possibilidades para o jogador, entre ganhar posições, atacar e se defender durante a prova. Tudo isso contribui para a proposta de colocar o jogador constantemente em uma situação de risco, algo que também será impulsionado pelo formato da campanha.

Roguelike nas pistas

De longe, o detalhe que mais chamou atenção nos previews dos veículos de imprensa internacionais sobre o jogo foi a revelação do formato da campanha. Sim, o jogo vai seguir uma estrutura roguelike, na qual o jogador participará de torneios e, caso não consiga vencer ou tenha seu veículo destruído por completo, precisará reiniciar a competição.

Na campanha, a progressão acontece por meio de caminhos ramificados em quatro planetas por rodada, enquanto o jogador assume o papel de um piloto chamado Shade. O jogo utiliza um sistema no qual é preciso conquistar tokens de liga para avançar. Se for desclassificado em uma corrida eliminatória, a rodada é reiniciada, mas as melhorias e os desbloqueios conquistados anteriormente são mantidos.

O formato vai exigir que o jogador gerencie recursos e tome decisões estratégicas, já que uma eliminação significa começar tudo novamente.

Os jogadores poderão selecionar diferentes arquétipos de veículos, como land speeders, speeder bikes e skim speeders, e equipá-los com peças encontradas durante as corridas. Esses componentes oferecem melhorias ou habilidades ativas, como escudos e jatos de resfriamento. A parte de estratégia acontece principalmente entre as competições, quando os jogadores poderão circular pelas área dos boxes, interagir com outros personagens, conversar com o mecânico para realizar melhorias no veículo e falar com o organizador do evento.

No meu ver, essa mecânica foi o que mais me atraiu para o jogo. Mesmo não tendo o roguelike entre os meus gêneros favoritos, essa experimentação dentro de um formato de corrida é algo que deveria ser mais explorado. Muitos jogos do gênero, apesar de oferecerem corridas com uma grande sensação de velocidade e risco, permitem que uma curva mal feita ou uma volta ruim seja simplesmente corrigida reiniciando a prova e tentando novamente. Aqui, no entanto, será necessário pensar mais profundamente na estratégia para conseguir sair vitorioso.

No entanto, ainda não sabemos se o balanceamento foi feito em prol da diversão. Será preciso descobrir se o acúmulo de recursos é justo, se a montagem de máquinas próprias é realmente interessante e, principalmente, se as mecânicas roguelite serão efetivas o suficiente para amenizar as possíveis frustrações de um roguelike mais tradicional.

Oferta multiplayer

O jogo também vai oferecer uma porção multiplayer robusta, para até 12 jogadores. Pelo que tudo indica, esse componente não está sendo preterido pela campanha, com a Fuse Games parecendo querer entregar uma experiência completa aos jogadores.

O destaque fica para o modo Multiplayer Tour, uma estrutura competitiva em temporadas que percorre seis planetas e culmina em uma corrida de campeonato em Derven AOS ou Tatooine. Nas primeiras cinco etapas, os jogadores competem para acumular créditos e peças, escolhendo entre diferentes tipos de speeders, cada um com suas próprias características de pilotagem, além de 12 personagens selecionáveis, cada um com habilidades específicas.

O maior atrativo, no entanto, está no que acontece antes de cada largada. É possível aceitar contratos de patrocinadores, marcar rivais para desafios e fazer apostas sobre a posição final para obter recompensas extras e itens lendários. Os ganhos podem ser utilizados na loja para aprimorar as estatísticas de desempenho do veículo, enquanto a corrida final traz uma aposta coletiva entre os participantes sobre quem será o grande campeão da temporada.

Ainda restam incógnitas que marcam presença em praticamente todo projeto online, como a qualidade dos servidores e da conexão. Consigo imaginar a frustração de apostar em mim mesmo para terminar entre os três primeiros e acabar sendo prejudicado por uma conexão ruim. Resta esperar que o lançamento não enfrente problemas de conexão ou um desbalanceamento inicial que comprometa a experiência competitiva.

Prontos para o torneio?

O ano de 2026 está excelente para os fãs do gênero de corrida quando o assunto é receber jogos experimentais. Em março, recebemos Screamer, que misturava visual novel, anime e corridas em alta velocidade, e agora, em 6 de outubro, temos encontro marcado em uma galáxia muito, muito distante para descobrir se STAR WARS: Galactic Racer vai conseguir suprir a saudade de Burnout.

Resta descobrir se suas principais inovações, especialmente a campanha roguelike e o modo multiplayer estruturado em etapas, serão suficientes para causar impacto em uma janela de lançamento tão concorrida.
STAR WARS: Galactic Racer — PS5/XSX/PC
Desenvolvedora: Fuse Games
Gênero: Corrida
Lançamento: 06 de outubro de 2026 
Revisão: Vitor Tibério
Siga o Blast nas Redes Sociais
Matheus Oliveira
Entusiasta de games e cinema, sempre explorando novos gêneros e estilos enquanto acumula um backlog infinito. X e Instagram
Este texto não representa a opinião do GameBlast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Você pode compartilhar este conteúdo creditando o autor e veículo original (BY-SA 4.0).