Control Resonant parece disposto a levar a série para um caminho
bastante diferente daquele apresentado em 2019. A continuação mantém o
universo sobrenatural criado pela Remedy, mas troca os corredores da Antiga
Casa por uma Manhattan distorcida e aposta em uma aventura de ação com muito
mais atenção ao combate corpo a corpo e à exploração. Com Dylan Faden como
protagonista, a proposta também parece ampliar consideravelmente a quantidade
de sistemas disponíveis, incluindo árvores de habilidades, equipamentos e
diferentes possibilidades de customização. Com base nas informações já
divulgadas, montamos um apanhado do que podemos esperar da nova aventura.
Um universo conhecido sob outra perspectiva
Em Control Resonant, o protagonista da vez é Dylan Faden, irmão de Jesse, que
passou anos confinado na Antiga Casa. Agora, ele precisa deixar esse ambiente
para enfrentar uma nova crise em Manhattan. A cidade foi tomada por duas
forças sobrenaturais, enquanto fenômenos estranhos alteram a realidade e
transformam lugares conhecidos em estruturas praticamente irreconhecíveis. A
jornada também deve explorar a relação de Dylan com o passado e com a irmã,
criando uma história que pode apresentar acontecimentos do universo de
Control por uma perspectiva bastante diferente.
Resonant ainda deve preservar a mistura de ficção científica, horror e
situações absurdas que marcou o primeiro jogo, mas pode explorar essas
ideias de uma maneira menos confinada. Em vez de descobrir os segredos
de uma construção que parece não obedecer às regras do mundo, podemos
acompanhar a própria realidade de Manhattan sendo transformada diante
de nossos olhos.
O novo cenário também promete mudar bastante a forma como esses temas são apresentados. Manhattan continua sendo reconhecível, mas algumas localidades foram dobradas, torcidas e reorganizadas por fenômenos paranormais. Prédios, ruas e outras estruturas podem assumir formas impossíveis, criando situações nas quais nem sempre será fácil distinguir o que deveria estar acima, abaixo ou ao nosso redor. A estranheza de Control continua presente, portanto, mas agora parece existir em uma escala muito maior.
Essa combinação pode ajudar Resonant a encontrar uma identidade
própria sem abandonar as características que tornaram seu antecessor
tão peculiar. A Antiga Casa funcionava quase como um personagem no
primeiro jogo, e Manhattan talvez cumpra uma função parecida aqui, só
que de uma maneira mais aberta e imprevisível. Ainda não sabemos até
onde essas distorções vão interferir na aventura, mas a possibilidade
de explorar uma cidade que não respeita suas próprias regras parece
combinar bastante com o universo criado pela Remedy.
O novo cenário também promete mudar bastante a forma como esses temas são apresentados. Manhattan continua sendo reconhecível, mas algumas localidades foram dobradas, torcidas e reorganizadas por fenômenos paranormais. Prédios, ruas e outras estruturas podem assumir formas impossíveis, criando situações nas quais nem sempre será fácil distinguir o que deveria estar acima, abaixo ou ao nosso redor. A estranheza de Control continua presente, portanto, mas agora parece existir em uma escala muito maior.
Essa combinação pode ajudar Resonant a encontrar uma identidade
própria sem abandonar as características que tornaram seu antecessor
tão peculiar. A Antiga Casa funcionava quase como um personagem no
primeiro jogo, e Manhattan talvez cumpra uma função parecida aqui, só
que de uma maneira mais aberta e imprevisível. Ainda não sabemos até
onde essas distorções vão interferir na aventura, mas a possibilidade
de explorar uma cidade que não respeita suas próprias regras parece
combinar bastante com o universo criado pela Remedy.
Manhattan como um playground surreal
A exploração deve ser uma das grandes diferenças em relação ao primeiro
Control. Em vez de passarmos a maior parte da aventura dentro de uma
única construção, a ideia parece ser percorrer diferentes regiões de
Manhattan conectadas entre si. Cada área deve reunir a campanha
principal, atividades opcionais, pequenas histórias e segredos para
descobrir, criando um espaço que parece ter sido pensado para
incentivar a curiosidade. Isso não significa necessariamente que
teremos um gigantesco mundo aberto repleto de tarefas, e a estrutura
apresentada até agora parece mais interessada em criar regiões
relativamente densas.
A mobilidade também pode ser uma das responsáveis por tornar essa
exploração interessante. Dylan conta com recursos como pulo duplo,
flutuação e investidas, mas a principal novidade está na possibilidade
de alterar a gravidade. Com isso, paredes e outras estruturas podem se
transformar em caminhos, permitindo alcançar lugares que normalmente
seriam inacessíveis. Além de oferecer mais liberdade para atravessar
Manhattan, essa mecânica pode mudar completamente nossa percepção dos
ambientes, já que uma rota aparentemente impossível pode se tornar o
caminho correto dependendo da orientação do cenário.
Quando chega a hora de lutar, Resonant parece abandonar boa parte da distância confortável do primeiro jogo para apostar em confrontos corpo a corpo mais rápidos. Dylan precisa se movimentar constantemente, aproximando-se dos inimigos e alternando ataques enquanto procura uma posição favorável. A sensação transmitida pelas demonstrações é de um sistema bastante ágil, no qual ficar parado pode ser uma escolha ruim e a movimentação parece tão importante quanto o próprio ataque.
A principal ferramenta de Dylan é a Aberrante, uma arma sobrenatural
que lembra a Arma de Serviço de Jesse por sua capacidade de assumir
diferentes formas. Entre as opções mostradas estão facas, uma imensa
marreta e uma foice, cada uma aparentemente oferecendo maneiras
diferentes de lidar com os inimigos.
Além dos golpes básicos, existem ataques especiais e finalizadores, enquanto Dylan também pode recorrer aos poderes paranormais para arremessar objetos e executar outras ações. Com tantas possibilidades reunidas, o combate promete ter bastante variedade, embora ainda seja difícil saber se todas essas opções vão realmente se complementar de maneira natural.
A proposta parece ser construir confrontos baseados em combos e na
alternância constante entre as ferramentas disponíveis. Como Dylan não
conta com movimentos defensivos tradicionais, o posicionamento ganha
ainda mais importância, obrigando-nos a prestar atenção ao espaço ao
redor enquanto atacamos. A agressividade também parece estar ligada ao
funcionamento dos recursos de combate, criando um ciclo no qual manter
o ritmo pode abrir novas oportunidades para continuar atacando.
Se a Remedy conseguir equilibrar todas essas possibilidades, podemos ter um sistema bastante dinâmico, mas ainda resta descobrir se ele será tão profundo quanto a quantidade de recursos sugere.
Quando chega a hora de lutar, Resonant parece abandonar boa parte da distância confortável do primeiro jogo para apostar em confrontos corpo a corpo mais rápidos. Dylan precisa se movimentar constantemente, aproximando-se dos inimigos e alternando ataques enquanto procura uma posição favorável. A sensação transmitida pelas demonstrações é de um sistema bastante ágil, no qual ficar parado pode ser uma escolha ruim e a movimentação parece tão importante quanto o próprio ataque.
Além dos golpes básicos, existem ataques especiais e finalizadores, enquanto Dylan também pode recorrer aos poderes paranormais para arremessar objetos e executar outras ações. Com tantas possibilidades reunidas, o combate promete ter bastante variedade, embora ainda seja difícil saber se todas essas opções vão realmente se complementar de maneira natural.
A proposta parece ser construir confrontos baseados em combos e na
alternância constante entre as ferramentas disponíveis. Como Dylan não
conta com movimentos defensivos tradicionais, o posicionamento ganha
ainda mais importância, obrigando-nos a prestar atenção ao espaço ao
redor enquanto atacamos. A agressividade também parece estar ligada ao
funcionamento dos recursos de combate, criando um ciclo no qual manter
o ritmo pode abrir novas oportunidades para continuar atacando.
Se a Remedy conseguir equilibrar todas essas possibilidades, podemos ter um sistema bastante dinâmico, mas ainda resta descobrir se ele será tão profundo quanto a quantidade de recursos sugere.
Customizando a experiência
Além da ação e da exploração, Resonant parece querer abraçar elementos
de RPG de maneira bem mais evidente. Dylan pode desbloquear
habilidades, melhorar seus atributos e encontrar artefatos capazes de
modificar seu desempenho. Também existem árvores de habilidades e
diferentes formas de aprimorar as ferramentas disponíveis, criando
espaço para experimentar combinações que favoreçam estilos de jogo
distintos.
Essa estrutura abre a possibilidade de criarmos diferentes builds
para o protagonista em vez de simplesmente seguir uma evolução única
durante toda a aventura. Algumas escolhas podem favorecer determinados
tipos de ataque, enquanto outras podem melhorar a sobrevivência ou a
utilização dos poderes paranormais.
Ainda não sabemos o quanto essas diferenças vão alterar nossa maneira de jogar, mas a quantidade de sistemas apresentada até agora indica que a personalização deve ter um papel bem maior do que no primeiro Control.
Essa estrutura abre a possibilidade de criarmos diferentes builds
para o protagonista em vez de simplesmente seguir uma evolução única
durante toda a aventura. Algumas escolhas podem favorecer determinados
tipos de ataque, enquanto outras podem melhorar a sobrevivência ou a
utilização dos poderes paranormais. Ainda não sabemos o quanto essas diferenças vão alterar nossa maneira de jogar, mas a quantidade de sistemas apresentada até agora indica que a personalização deve ter um papel bem maior do que no primeiro Control.
Uma aventura paranatural que transborda potencial
Por tudo o que foi mostrado até agora, Control Resonant parece
menos interessado em repetir a fórmula do primeiro jogo e mais disposto
a descobrir o que acontece quando suas ideias são colocadas em um
cenário diferente. A mudança para Manhattan, a nova perspectiva de
Dylan e o foco maior no combate corpo a corpo podem dar à aventura uma
identidade própria, enquanto a distorção da realidade mantém uma das
características mais interessantes da série.
Ainda precisamos descobrir como todas essas peças vão funcionar juntas na experiência completa. A quantidade de sistemas pode resultar em uma aventura bastante rica ou fazer com que algumas ideias acabem competindo pela nossa atenção. Por enquanto, porém, Resonant parece ter encontrado maneiras interessantes de expandir o universo de Control, com uma exploração mais livre, combates mais movimentados e possibilidades de personalização que podem transformar a jornada por Manhattan em uma experiência marcante.
Ainda precisamos descobrir como todas essas peças vão funcionar juntas na experiência completa. A quantidade de sistemas pode resultar em uma aventura bastante rica ou fazer com que algumas ideias acabem competindo pela nossa atenção. Por enquanto, porém, Resonant parece ter encontrado maneiras interessantes de expandir o universo de Control, com uma exploração mais livre, combates mais movimentados e possibilidades de personalização que podem transformar a jornada por Manhattan em uma experiência marcante.
Control Resonant — PC/PlayStation 5/Xbox Series
Desenvolvedor: Remedy Entertainment
Gênero: Aventura, Ação
Lançamento: 24 de setembro de 2026
Revisão: Heloísa D'Assumpção Ballaminut

