Teenage Mutant Ninja Turtles 3: Mutant Nightmare foi lançado para o PlayStation 2, GameCube, Xbox e Nintendo DS em novembro de 2005. Ele foi responsável por fechar a trilogia da segunda era de títulos da Konami sobre as tartarugas.
A franquia foi composta também por TMNT (2003) e TMNT 2: Battle Nexus (2004), todos no mesmo estilo beat ‘em up em 3D. Assim como seu antecessor, também trazia um antigo jogo para os velhos fãs da franquia: ao finalizar o primeiro episódio, era liberada a versão arcade do clássico Teenage Mutant Ninja Turtles IV: Turtles in Time.
A história
TMNT 3: Mutant Nightmare era dividido em quatro episódios (sendo o último liberado após a conclusão do terceiro), baseados em arcos da terceira temporada da animação produzida no início dos anos 2000. Diferente de seu antecessor, que apresentava um mapa e o jogador poderia escolher para onde ir, o terceiro game trazia o menu mais sóbrio de todos, sem nenhum tipo de mapas, prévias ou tartarugas aparecendo para animar a tela. Apenas uma lista com as missões de cada episódio estava disponível.
O primeiro episódio se chamava “Space Invaders” e apresentava o arco inicial da terceira temporada, com desenhos de mesmo nome e “Worlds Collide”. Esse segmento trazia o exército da República Triceraton invadindo a Terra à procura do Fugitoid. As tartarugas o protegem e então seguem os inimigos após eles capturarem April e Casey.
Na sequência vinha “Bishop's Gambit”, que foi baseado no episódio homônimo da série de TV. A história contava o sequestro de Mestre Splinter pela Earth Protection Force, a mando do agente Bishop. Obviamente, as tartarugas conseguem resgatar seu mentor.
O terceiro episódio, chamado “Exodus”, baseou-se em “New Blood” e no season finale, “Exodus” (partes 1 e 2). A história aqui vinha com Oroku Saki reciclando a tecnologia dos Triceratons que estavam na cidade de Nova York, com o intuito de partir para o espaço e caçar os Utroms. Novamente, os répteis foram os responsáveis por atrapalhar os planos do Destruidor.
Ao finalizar Exodus, o quarto episódio era liberado: “Nightmare”, que inspirou-se no arco de cinco episódios de Ultimate Drako, em que o vilão separa as tartarugas e Splinter em diferentes dimensões. A partir daí, o pesadelo (nightmare) de cada um dos ninjas é explorado em missões distintas dentro do episódio. Após passar por cada um dos momentos de Michelangelo, Raphael, Donatello e Leonardo, acontecia a volta ao mundo real para finalizar Drako em uma última batalha.
Inovações
Apesar do retrocesso nos menus, TMNT 3 trouxe várias novidades na gameplay e seus aspectos afins. Agora as quatro tartarugas estavam presentes o tempo inteiro, não importando quantos humanos estavam jogando. Ou seja, além de comandar o seu ninja, era preciso acompanhar os irmãos durante a fase inteira. Obviamente, existiam comandos para incitar os demais a atacar ou a recuar e ficar junto com o player.
Outra novidade era a customização das tartarugas. Para que isso acontecesse, existiam dois sistemas: compra direta de combos e skills e o sistema de scrolls. Isso trouxe uma profundidade de gameplay que os anteriores não possuíam, especialmente nos combos, que eram diferentes para cada um dos personagens.
Os cristais, presentes em todas as edições, agora tinham uma função diferenciada: eram a moeda que permitiam as compras, além de também droparem de inimigos quando eram derrotados. Os combos podiam ser comprados diretamente, possuindo várias ramificações que alteravam a forma de jogar, porém sempre em combinações de ataques fracos e fortes.
Já os scrolls eram encontrados durante as fases e em fases especiais – as Free Battles, que eram um repeteco das fases da história, mas com foco apenas em lutas que serviam para farmar itens e cristais – e cada tartaruga possuía cinco slots. Um vinha liberado de início, já os outros precisavam ser comprados na área de skills, junto com outros objetos, como ataque em corrida. Os scrolls permitiam mais shurikens, shurikens elétricas, mais vida, mais ataque e até o modo Dino e Ultimate.
Legado
TMNT 3: Mutant Nightmare representou o fim de um ciclo: ele foi o título que encerrou a trilogia (em modo história) da segunda era da Konami produzindo os jogos. Depois, com a venda da franquia para a Nickelodeon, os games passaram por problemas de qualidade, sendo muitas vezes desenvolvidos por empresas com pouco renome e/ou com foco em mobile.
Ainda que se baseasse na terceira temporada do desenho (deixando pelo menos outras três sem nenhuma adaptação), a Konami parou enquanto o anime ainda estava em um pico de audiência. Da quarta temporada em diante, os números, que já apresentavam uma queda, caíram ainda mais. Portanto, Teenage Mutant Ninja Turtle 3: Mutant Nightmare encerrou um ciclo muito bonito das tartarugas, em uma época em que a franquia voltou a ser popular e ajudou a colocá-la em um lugar de respeito até os dias de hoje.
Revisão: Thomaz Farias

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