Ducktales: Remastered foi uma carta de amor aos fãs da franquia

Versão remasterizada foi lançada há 13 anos e recebeu muito carinho na adaptação para a sétima geração de consoles.

em 08/08/2026

Entre velhos castelos e belos duelos, 2013 contou com o lançamento de Ducktales: Remastered para PC, PlayStation 3, Wii U, Xbox 360, Android e iOS. O jogo foi desenvolvido pela WayForward Technologies e publicado pela Capcom, empresa que produziu a versão original, que serviu de inspiração para o NES em 1989.

O game, que contou com versões digitais e físicas, era um jogo de plataforma em 2,5D. Isso porque contava com desenhos 2D dos personagens e inimigos feitos à mão pelos artistas e com o mapa e elementos tendo sido produzidos em 3D.


Seu desenvolvimento começou ainda em 2011, com foco em aprimoramentos feitos nos bosses, gráficos e áudio. Por falar em áudio, um dos grandes destaques do remaster foi justamente a trilha sonora, que seguiu a original, mas adaptou para os sistemas modernos, criando um destaque que emocionou os jogadores. Isso era ainda mais perceptível em uma das mais clássicas músicas da era do Nintendinho: a da fase Moon.


Aí vem um furacão

A gameplay do antigo game foi mantida, com basicamente dois botões: um de pulo e um de ação. O jogador assumia o papel do Tio Patinhas e, tal qual o desenho em que era baseado, contava com viagens aos mais diversos cantos do planeta em busca de tesouros escondidos. Além disso, no meio do caminho vários diamantes também poderiam ser coletados para aumentar a fortuna do pato mais rico do mundo.


A principal aliada de Patinhas era sua bengala. Com ela, era possível bater em inimigos e interagir com o cenário, ambos através do comando de ação. Para abrir baús e jogar pedras por aí, Tio Patinhas brincava de golfe com sua “arma”. Já para atacar inimigos e atravessar partes espinhosas, a bengala era usada como um pula-pula (pogo) e era necessário acertar os adversários por cima. O pulo especial também permitia aumentar a exploração do mapa, dando acesso a lugares secretos nas fases. No Remastered ainda era possível facilitar o comando do pogo, diminuindo o número de inputs, o que ajudava novos jogadores.


As principais diferenças para a versão base foram duas fases novas: o nível introdutório no caixa-forte do Tio Patinhas, no qual ele enfrentava os Irmãos Metralha, e uma fase final no Monte Vesúvio, em que era necessário escapar da lava para finalizar o jogo. Além disso, várias cenas foram implementadas, para criar uma história mais aprimorada, explicando as motivações para os acontecimentos do game.

As cinco fases presentes no NES retornaram, fazendo com que os patos viajassem para a Amazônia, Transilvânia, as minas africanas, Himalaia e para a Lua. Com isso, os chefes de cada nível também retornaram: Sentinela Inca, Maga Patalójika, Rei Terra-Firme, Monstro da Neve e Rato Gigante da Lua (respectivamente). As adições também traziam chefões exclusivos — Metralha-Chefe (na fase tutorial do início) e Drácula Pato juntamente com Pão-Duro MacMônei (no monte Vesúvio).


Grandes figuras

Embora o Ducktales original não tenha sido um grande jogo memorável do Nintendinho, a escolha de se remasterizar foi muito bem-feita, pois apresentou não só o game, mas como a franquia para uma nova audiência, ao mesmo tempo em que buscava agradar aos fãs antigos.


O projeto não foi tão divulgado, até mesmo por ser um título mais barato, porém ainda assim contou com uma cobertura justa e até mesmo apareceu na E3 de 2013. Foi possível ver o carinho com que a WayForward tratou a franquia, colocando tempo e dedicação, trazendo artes originais do desenho e do game original. Uma pena que não continuaram o projeto para relançar também a continuação, Ducktales 2 (de 1993).

Atualmente, Ducktales: Remastered pode ser adquirido no Steam e na loja online da Microsoft, para o Xbox 360. Com certeza é uma recomendação para quem gosta de jogos plataforma ou que guarda boas lembranças dos Caçadores de Aventuras.

Revisão: Vitor Tibério


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Moreno Valerio
Jornalista, Técnico no papel, engenheiro não praticante e mestre Pokémon nas horas vagas. Passa 80% do tempo falando de games. Nos outros 20% torce para alguém falar sobre games, só para poder falar mais um pouco.
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