TMNT 2: Battle Nexus inovou, mas acabou sendo o patinho feio da franquia

O game trouxe novidades importantes para a série, porém esbarrou em conceitos básicos de gameplay.

em 18/07/2026

Em outubro de 2004 chegava aos consoles da sexta geração o segundo título das tartarugas mais descoladas da cidade de Nova York: TMNT 2: Battle Nexus. Desenvolvido pela Konami, o game era uma sequência direta do título lançado no ano anterior.

Dessa vez a produção adaptava a segunda temporada do desenho feito em 2003, começando no mesmo local onde o anterior terminou: a sede do Clã do Pé. Inclusive, logo nos primeiros níveis o jogador enfrentava o Destruidor.


A história se dividia para vários lados, como o espaço sideral, apresentando o conflito entre a Federação e os Triceratons (com direito a tartarugas no meio dessa treta toda), bem como o Japão feudal, para mostrar as origens do principal vilão, o Oroku Saki. Os Utroms, alienígenas pequenos que parecem um cérebro, também são apresentados, especialmente o que veio a ser Destruidor/Saki.

Outras aventuras contavam com mais mutantes abandonados pelos esgotos, uma ajuda a Karai (herdeira do Clã) a recuperar o controle após a queda de Destruidor, bem como fases para “limpar” a bagunça na cidade causada pelo mesmo motivo. O vilão volta para uma série final de embates, trazendo a empresa TCRI para o embate.


Ainda existia o Battle Nexus, que consistia de um torneio interdimensional, com diversos aliados e onde foi apresentado Miyamoto Usagi, o coelho samurai. Michelangelo acabou sendo o vencedor da edição.

Diversão com os amigos

O game trouxe bastantes novidades com relação ao seu predecessor. A mais importante foi a possibilidade de jogar com até quatro pessoas, coisa impossível no em seu antecessor (apenas dois podiam).


Outra inovação foi a presença das quatro tartarugas nas fases. Mesmo que estivesse jogando em menos players, como sozinho, por exemplo, ainda era necessário escolher quatro personagens que poderiam alterar com apenas um botão. Por esse motivo, obviamente havia apenas uma barra de vida, dividida entre todos os jogadores e heróis.


Além disso, os personagens eram divididos em quatro equipes, cada um com habilidades específicas. Essas equipes eram divididas pelas cores das faixas, sendo o time azul composto por Leonardo ou Slashuur (personagem apresentado durante a segunda temporada), o vermelho por Raphael e Casey Jones, laranja por Michelangelo e Karai, e roxo por Donatello e Splinter. Cada um deles tinha uma habilidade específica: podiam atacar enquanto usavam um dash, empurrar e mover objetos pesados, refletir tiros ao defender e usar os computadores respectivamente.


Os ataques fracos e fortes em combinação em combo voltavam, mas com alterações que os limitavam. Porém, em contrapartida, receberam um ataque especial de carregar, que causava mais dano.

As fases, em geral, consistiam em chegar a um determinado ponto, derrotar todos os inimigos ou eliminar o chefão da área. Alguns níveis especiais continham desafios únicos, com um tempo para concluir o desafio (como jogar Utroms no teletransportador), ou ainda coletar moedas em fases de auto scroll com um skate voador.


Por fim, uma das ideias mais memoráveis do jogo foi trazer o clássico TMNT: The Arcade Game como um desbloqueável, o que rendeu uma boa nostalgia ao título.

Feito para fãs

Apesar das inovações e das tentativas de modernizar o jogo, TMNT 2: Battle Nexus esbarrou em uma gameplay dura e com poucas liberdades. Sua média em sites agregadores de notas, como o Metacritic, ficou em torno dos 50%.


Mesmo assim, ainda é um jogo capaz de agradar fãs da franquia e do desenho produzido em 2003, principalmente por trazer diversos elementos de episódios marcantes e aprofundar a história das tartarugas, seu mestre e até dos vilões.

TMNT 2: Battle Nexus foi uma produção que cresceu com relação ao seu antecessor em vários aspectos, mas diminuiu um pouco na hora da jogatina. E ainda pesou o lançamento de seu sucessor, TMNT 3: Mutant Nightmare, muitas vezes tido como o melhor da segunda era da Konami. Apesar disso, é possível recomendar o jogo para quem gosta dos répteis mutantes do esgoto.

Revisão: Thomaz Farias


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Moreno Valerio
Jornalista, Técnico no papel, engenheiro não praticante e mestre Pokémon nas horas vagas. Passa 80% do tempo falando de games. Nos outros 20% torce para alguém falar sobre games, só para poder falar mais um pouco.
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