Há exatos 35 anos um dos jogos que mais representou os anos 90 foi lançado: Duke Nukem chegava ao mercado de computadores pessoais. Desenvolvido e publicado pela Apogee Software, o game antecedeu o próprio Windows e foi lançado para o MS-DOS em 1º julho de 1991.
Diferente do que muitos lembram da franquia (que está em hiato desde 2011), o primeiro título da série não era do gênero FPS, até porque a popularização desse modo começou em 1992 com Wolfenstein 3D e 1993 com Doom, mas sim de plataforma e em duas dimensões. A título de curiosidade, o primeiro FPS da série aconteceu em 1996 com Duke Nukem 3D.
O primeiro Duke Nukem contou com uma distribuição de shareware, ou seja, um conteúdo era entregue de graça – ou a custo muito baixo – e contava com um pagamento para liberar o resto. No caso do jogo, o primeiro episódio inteiro foi distribuído dessa forma.
Herói muito antes das polêmicas
O game era simples, até porque a época não permitia muita complexidade, e contava com três episódios. Cada um era subdividido em dez níveis, a missão era clara: achar a saída de cada um deles para então seguir para o próximo. Isso acontecia através de muitas plataformas, inimigos de diversos tipos e exploração por todos os cantos para achar o caminho correto. No último nível de cada episódio havia o duelo contra o Dr. Proton, o vilão da trama. O antagonista ficava no que parecia ser uma cadeira de rodas flutuante, e a luta acontecia em um cenário com bastante espaço e armadilhas.
As fases ainda contavam com locais secretos, que aumentavam o tempo gasto na jogatina. Além disso, existiam sete missões secretas que garantiam 100 mil pontos de bônus, eram elas: destruir todas as câmeras de um nível, concluir um nível sem perder vida, destruir todos os mísseis em um nível, derrubar todos os sinais ACME, coletar as letras D,U,K e E na ordem correta, destruir todos os Snake Techbots e acabar com todos os Bunny Techbots.
A história acontece no futuro (na época) ano de 1997, em que Dr. Proton quer dominar o mundo e para isso ele cria um exército de Techbots, que são máquinas de matar com o único propósito de aniquilação. Todas as forças de resistência falharam, então a CIA contrata Duke Nukem para acabar com os planos de Proton.
O primeiro episódio, Shrapnel City, conta com uma metrópole tomada e destruída pelos robôs. O segundo, Mission: Moonbase, apresenta Duke indo atrás da base secreta do vilão na Lua, onde encontra diversos novos experimentos do antigo cientista. No último, Trapped in the Future, conta com uma perseguição, uma vez que Dr Proton vê sua derrota iminente e usa uma máquina do tempo para fugir, apenas para ter o herói em seu encalço. No nível dez dessa fase, que trazia o encerramento do game, Duke Nukem derrota o antagonista pela terceira vez e acaba com seus planos.
Esse é um jogo anterior às piadas e mulheres que geralmente são associadas a Duke Nukem. Assim sendo, talvez a maior polêmica que o título se envolveu na época foi o receio da Apogee de receber um processo dos criadores de Capitão Planeta, que possuía um personagem chamado Duke Nukem, e, por isso, na versão 2.0 do jogo aparece o título como Duke Nukum.
A situação foi resolvida sozinha, quando a desenvolvedora soube que o nome do personagem no desenho não havia sido registrado, então ela mesma o fez e voltou a utilizar Duke Nukem em definitivo.
O começo de uma série
Duke Nukem recebeu uma continuação no mesmo estilo, lançada em dezembro de 1993. Em 1996, fez a transição para FPS com Duke Nukem 3D, game que foi portado para PlayStation, Nintendo 64, Sega Saturn e Mac na época. Na linha principal, ainda contou com Duke Nukem: Forever em uma das mais arrastadas histórias de um único game. No entanto, a série ganhou vários spin-offs, como Time to Kill, Land of the Babes (ambos para PlayStation) entre outros.
Apesar de ser um clássico, Duke Nukem é um game que não envelheceu bem, tendo ficado datado. Pela curiosidade de saber como a franquia começou, pode valer alguns minutos de diversão, mas é preciso paciência para se acostumar com os controles. Atualmente, é possível jogá-lo pelo Evercade (console portátil feito por uma empresa britânica) e pela plataforma Zoom.
Pelo bem ou pelo mal, Duke Nukem foi o jogo que nos apresentou o protagonista homônimo que impactou uma geração formada nos anos 1990.
Revisão: Thomaz Farias

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