O designer Jonathan Blow explicou os bastidores que fizeram seu novo jogo de puzzles, Order of the Sinking Star, demorar 10 anos para ser desenvolvido, apontando uma série de decisões estruturais extremas como as principais responsáveis pelo cronograma estendido.
A equipe optou por rejeitar engines populares do mercado, como Unity ou Unreal Engine, decidindo construir um motor próprio do zero. Blow revelou que o estúdio havia acabado de finalizar a engine utilizada em seu projeto anterior, The Witness, mas que precisou descartar toda a tecnologia antiga e recomeçar a fundação técnica do zero para dar conta das novas ambições do estúdio, o que incluiu o design de uma linguagem de programação inédita criada especificamente para substituir o C++.
A escala e a complexidade do design também desempenharam um papel crucial no gerenciamento do tempo, com o título final apresentando mais de 1.000 quebra-cabeças integrados. O diretor pontuou que o game utiliza um conceito de "explosão combinatória" de mecânicas, em que múltiplos sistemas e personagens interagem simultaneamente para gerar cenários complexos e soluções não óbvias para o jogador.
Além disso, a identidade estética exigiu cerca de oito anos de experimentações e iterações constantes até que o estilo de arte finalmente atingisse o resultado desejado pela equipe, demandando os anos finais de produção para aplicar esse padrão visual refinado e coeso por todo o mapa do jogo.
Confira a entrevista completa:
Order of the Sinking Star será lançado ainda em 2026 para Nintendo Switch 2 e PC. O projeto figurou na nossa lista dos jogos que podem surpreender este ano.



