Impressões: The Adventures of Elliot: The Millennium Tales promete uma divertida aventura entre diferentes eras

Novo título da Square Enix traz de volta o visual HD-2D, mas aposta em um sistema de combate em tempo real.

em 04/06/2026
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales será o mais novo título da Square Enix a adotar o estiloso visual HD-2D. Diferentemente de outros projetos da empresa que utilizaram essa estética e que, em sua maioria, traziam confrontos por turnos, a nova aposta investirá em combates de ação em tempo real.

Considerando o que foi mostrado até o momento, há bons indícios de que a jornada protagonizada por Elliot poderá proporcionar uma experiência cativante. Vale destacar que o jogo chega em 18 de junho para todas as plataformas da atual geração e que esta prévia foi construída a partir de informações divulgadas oficialmente, além de impressões colhidas na versão de testes oferecida gratuitamente.

Uma odisseia entre eras

A narrativa de The Adventures of Elliot se passa em Philabieldia, um continente dominado por tribos de feras. Nesse cenário hostil, o que restou da humanidade busca refúgio no reino de Huther, território que permanece seguro graças a uma barreira mágica sustentada pelos poderes da Princesa Heuria.

Explorando ruínas fora dos muros da cidade, o aventureiro encontra um grande portal capaz de conectar diferentes épocas, embarcando em uma jornada cronológica para garantir dias melhores para sua espécie. Durante a demonstração, temos acesso aos períodos da Preservação e Reconstrução, mas o material divulgado sugere que ao menos outras duas eras farão parte da aventura completa.

A trama da nova obra da Square Enix é bastante direta ao ponto e nos coloca na ação em pouquíssimos minutos. No entanto, essa abordagem não significa que a história seja rasa ou sem impacto, já que as figuras apresentadas até o momento esbanjam carisma e carregam dramas interessantes.

Um ótimo exemplo é a própria Heuria, impedida de realizar o sonho de conhecer o mundo exterior devido ao fardo de manter ativo o escudo protetor da fortaleza. Já Heurich, guerreiro da era da Reconstrução, percorre a região em busca de uma cura para a doença que aflige sua amiga de infância. Ao mesmo tempo, ele procura uma forma de ajudar seu povo a superar o período turbulento em que vive.

Mais um ponto interessante é que, segundo as informações oficiais, cada linha temporal vivencia uma situação política e social totalmente singular, contando com seu próprio elenco de aliados e antagonistas. Embora o teste gratuito tenha uma duração curta, o vislumbre dessas realidades distintas foi suficiente para gerar muita curiosidade a respeito da versão final.


Uma jornada em dupla

Seguindo o padrão dos demais títulos em HD-2D da Square Enix, a estética visual de The Adventures of Elliot é utilizada com primor para entregar ambientes belíssimos e cheios de detalhes. Para instigar os curiosos, os desenvolvedores projetaram mapas repletos de rotas alternativas que escondem recompensas valiosas.

Embora o conteúdo jogável atual ainda não libere esse recurso, o material de divulgação detalha uma mecânica atrelada à fada Faie, que acompanhará o protagonista. Nesse sentido, o jogador poderá guiar a pequena deidade para vasculhar áreas de difícil acesso, recolher recursos distantes ou golpear ameaças desprevenidas.

Além disso, de forma similar ao ótimo Child of Light, foi mencionado que será possível aproveitar a experiência em modo cooperativo local, com um participante comandando o herói enquanto o outro realiza as funções da criatura mágica.

Na ausência da pequena aliada durante o prólogo, quem assume o papel de companheira de jornada é Heuria. Graças a um feitiço, ela acompanha o espadachim e faz comentários sobre diversas situações. Embora o recurso passe um pouco do ponto em alguns momentos, resultando em frases redundantes que repetem o óbvio, na maior parte do tempo é genuinamente interessante testemunhar o entusiasmo da jovem ao descobrir os segredos do ambiente externo.

Outro ponto importante é que os vilarejos estarão repletos de atividades secundárias. Neste jogo, os habitantes de cada período oferecem tarefas que rendem recursos úteis, além de fornecerem mais detalhes sobre os indivíduos envolvidos. Curiosamente, embora algumas dessas missões sejam opcionais e tenham tempo limitado para cumprimento, outras se entrelaçam diretamente com os objetivos principais, tornando-se essenciais para o avanço da campanha.


Arsenal versátil e o peso da customização

Como mencionado, The Adventures of Elliot aposta em um sistema de combate em tempo real. Nesse sentido, o título contará com um arsenal diversificado, abrangendo desde opções clássicas, como espada, escudo, arco e lança, até ferramentas mais exóticas, a exemplo da kusarigama. Vale ressaltar que o jogador poderá manter dois armamentos equipados simultaneamente e alterar essa configuração rapidamente.

Ao derrotar inimigos e destruir objetos do cenário, o jogador poderá coletar fragmentos de um mineral chamado magicite. Esses materiais podem ser combinados para formar pedras mágicas capazes de conceder diferentes efeitos aos equipamentos do protagonista. Somado a isso, o jogo também terá um sistema de acessórios voltado à obtenção de benefícios igualmente variados.

Com todas essas alternativas, o sistema de combate promete ser bastante dinâmico, conferindo ao usuário a possibilidade de estruturar diferentes builds. Além disso, foi destacado que as armas disponíveis vão apresentar padrões de ataque distintos, variando entre golpes rápidos e lentos, focados em um único alvo ou com amplo alcance em área, podendo ainda ter suas funcionalidades alteradas pelas pedras mágicas equipadas.

Apesar de todas essas nuances, é importante destacar que, embora o jogo seja descrito como um RPG de ação, a experiência com o prólogo revelou uma proposta muito mais próxima de um título de ação e aventura. Na demonstração, os momentos de exploração e resolução de puzzles nas masmorras se mostraram mais impactantes e elaborados do que os confrontos em si.

Não que esse detalhe constitua um problema, afinal, a obra parece beber diretamente da fonte de produções consagradas, como The Legend of Zelda. Contudo, os elementos de customização parecem fazer diferença muito mais no campo teórico, já que o sucesso nos embates depende muito mais do timing de atacar e esquivar do que necessariamente da complexidade dos equipamentos e dos atributos que eles concedem. 

Mesmo ao selecionar as dificuldades mais elevadas, é perfeitamente possível superar os obstáculos, incluindo chefes, sem qualquer tipo de preocupação com tais mecânicas de evolução. Claro que essa impressão diz respeito apenas às primeiras três ou quatro horas de jogo, e a expectativa é que o nível de desafio seja acentuado progressivamente para se adequar e justificar todas essas possibilidades de gerenciamento.

Boas expectativas

Mesmo deixando algumas dúvidas sobre o impacto que os sistemas de customização terão ao longo da campanha, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales deixou uma impressão bastante positiva durante o conteúdo disponível na demo. A exploração divertida, a direção artística encantadora, os personagens carismáticos e a premissa de diferentes eras criam uma base sólida para uma jornada promissora.

Revisão: Heloísa D'Assumpção Ballaminut
Texto de impressões produzido com demonstração gratuita disponível na PSN
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Lucas Oliveira
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