Em junho deste ano um dos jogos mais clássicos do PlayStation 2 completa 25 anos: Twisted Metal: Black. Lançado em 19 de junho de 2001, o título foi desenvolvido pela Incognito Entertainment e distribuído pela própria Sony. Além disso, o ponto mais importante foi a volta de David Jaffe, desta vez como diretor, após ter trabalhado apenas nos dois primeiros games da franquia.
Conhecido também pelos dois primeiros Gof of War, Jaffe trabalhou na Single Trac durante os anos 1990 e atuou como designer de Twisted Metal e produtor de Twisted Metal II. Portanto, a sua volta à série marcava uma volta às raízes do maior jogo de combate veicular existente.
O game ganhou uma edição voltada apenas para partidas online, chamado Twisted Metal: Black Online. Era possível resgatar uma cópia de graça, bastava apenas enviar uma carta que vinha junto com o Network Adapter (adaptador de rede) do PS2, que seria enviada uma cópia do jogo multiplayer. Embora fosse o mesmo título e com os mesmos personagens, algumas mudanças foram feitas nos poderes, velocidade e vida de alguns dos veículos.
Corridas e destruições
Twisted Metal: Black seguia o principal foco da série: veículos jogados em uma arena, com uma variedade de armas e elementos do cenário, para que se atacassem até a morte. Para movimentação havia o turbo; para ataques básicos, a metralhadora padrão; para ataques mais fortes, armas ficavam espalhadas pelo mapa; e o especial (ataque único de cada veículo) recarregava com o tempo, diferente para cada personagem.
A história do jogo parte da mesma premissa: Calypso reúne um bando de gente para competir até que fique apenas um, e então realizará seu desejo. Todos os personagens estão no Black Asylum (prisão Black) e cada um tinha um background sórdido, com relatos dignos de filme de terror. Por fim, quem conseguisse ganhar o torneio, tinha seu pedido atendido e, muitas vezes, havia um twist que nem sempre favorecia o personagem.
Ainda sobre a parte da história do game, anos depois foi desenvolvida uma teoria de que tudo se passava dentro da cabeça de Sweet Tooth, por causa das mensagens que Minion (um dos bosses do jogo) deixava na tela enquanto a fase a ser jogada era carregada. Isso mostrou que a comunidade ainda jogava e admirava o único Twisted Metal original do PlayStation 2 mesmo anos após o console ter sido descontinuado.
As fases variavam em tamanho e formas. Existiam fases menores, como arenas, com focos maiores em batalhas, mas também grandes espaços como cidades e subúrbios. Ou ainda locais focados em vias expressas, navios e terraços de prédios. O que chamava a atenção é que muitos dos níveis possuíam algo dinâmico, como por exemplo o Prison Passage, que começava em uma área menor dentro de um navio, mas que depois atracava no Black Asylum, o que deixava o mapa muito maior.
O jogo trazia diversos personagens, entre clássicos e novos. Calypso, embora não jogável, estava de novo no comando da ação. O palhaço louco que serve como cara da franquia, Sweet Tooth, também voltava ainda mais caótico. A lista era completa com Junkyard Dog, Brimstone, Outlaw, Mr. Grimm. Roadkill, Crazy 8, Spectre, Darkside, Shadow, Yellow Jacket, Axel, WatHog, ManSlaughter e Minion.
Recepção
TMB foi amado por crítica e público desde o seu lançamento. O site agregador de notas Metacritic conta com uma avaliação de 91% do game, tendo recebido várias notas máximas entre elas. Parte do que foi muito elogiado foi a atmosfera mais dark do jogo, que combina em muito com as atrocidades e loucuras da franquia.
Ao todo, o game vendeu mais de 1,1 milhão de unidades, contando com a sua versão Greatest Hits, que fez parte do lançamento da coletânea no PS2, durante o inverno de 2002 — que continha, ao lado de Twisted Metal, Gran Turismo 3: A-Spec, Dark Cloud e ATV Offroad Fury.
Atualmente é possível jogar Twisted Metal: Black nos PlayStation 4 e 5, pois o jogo está à venda (em formato standalone) na PSN, por R$ 30,90. O game, que é o melhor da franquia, serviu para trazer um novo ar e novas histórias para o mundo psicótico de Twisted Metal, o que esperamos ver outra vez, nos consoles mais atuais.
Revisão: Vitor Tibério

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