Em novembro de 2003, Crash Bandicoot retornou aos volantes para a continuação de sua aventura de kart iniciada no PlayStation. Produzido pela Vicarious Visions e distribuído pela Universal Interactive, Crash Nitro Kart acelerava no PlayStation 2, GameCube e Xbox.O game serviu como um sucessor ao aclamado Crash Team Racing do PlayStation original. mesmo sendo lançado quatro anos depois e por outra empresa. A principal novidade apresentada foi o sistema antigravitacional, que permitia que os jogadores comandassem o kart sob qualquer ângulo, fosse uma parede lateral ou até de ponta-cabeça.
Em time que está ganhando não se mexe
Crash Nitro Kart foi além de ser uma simples continuação, mas parecia uma expansão do game original, com gráficos melhores, pistas maiores e mais desafios. Basicamente manteve todos os modos de jogo de Crash Team Racing, como corridas, time trials e modos de batalha.
Além disso, também continha um modo história e com desafios idênticos para completar 100% do jogo: juntar as três letras douradas (que agora eram as letras C-N-K em vez de C-T-R) e juntar os cristais em níveis de batalha dentro do tempo limite. Outra opção mantida no modo história foi o fato de possuir um mapa a ser explorado em que se podia acessar os níveis e desafios em determinados pontos específicos (até uma área secreta com quatro chaves para abri-la).
Não só os modos e desafios, mas os controles também se mantiveram. Os infinitos turbos que eram alcançados através de drift e um ótimo timing permitia que pistas inteiras fossem completadas em questão de segundos. Comandos também eram os mesmos e a lógica das wumpa fruits com os power-ups também. Falando nisso, os itens praticamente eram os mesmos, com apenas algumas mudanças que não eram o suficiente para se diferenciar da versão antiga.
Um novo vilão intergalático
A história continuava após CTR, mostrando um novo vilão vindo de fora da Terra: o imperador Velo XXVII. Ele rapta o time dos Bandicoots (Crash, Coco e Crunch), mas também a equipe dos antigos vilões (Neo Cortex, N; Gin e Tiny Tiger) para que eles compitam contra seus subordinados em corridas. Ao derrotá-los, era possível desafiar Velo para que então os personagens fossem liberados (com o final verdadeiro apenas caso o jogador cumprisse o desafio das relíquias).
Apesar da divisão por times (que ainda somavam com as equipes de Nitrous Oxide e N. Trance), na hora da corrida era cada um por si. Isso fazia com que terminar o modo história ficasse mais difícil, uma vez que era o próprio jogador que precisava ganhar as corridas, não bastando apenas uma vitória de seu time.
Sem muitas outras folias, o game contava com 16 personagens jogáveis, divididos em quatro times, cada um com sua respectiva cor: Bandicoot (azul), Cortex (vermelho), Oxide (amarelo) e Trance (verde). Cada um deles continha um personagem secreto desbloqueável, sendo Fake Crash para os mocinhos, N. Tropy para os vilões carismáticos (e a forma de habilitar era a mesma de CTR), Real Velo para o time amarelo e, por fim, Pura para a equipe de N. Trance.
Recepção
Mesmo seguindo a fórmula de seu antecessor, o jogo não agradou tanto àa crítica especializada, ficando com uma média de 70% no site agregador de notas Metacritic.
No entanto, a sensação que fica ao jogar Crash Nitro Kart é que ele bebeu direto da fonte de CTR (tanto que seu nome de projeto era Crash Team Racing 2) e apresenta algumas novas ideias e mapas maiores, funcionando muito bem como um game solo.
Não à toa, o game foi incluído no remake dos jogos de corrida Crash Team Racing Nitro-Fueled, contando com todos os personagens e fases. Atualmente, essa é a única forma de jogar Crash Nitro Kart, com um bônus de possuir tudo do original e mais personagens e skins.
Revisão: Vitor Tibério


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