Imagine um game nascido dos manhwas e webnovels sul-coreanos: uma torre misteriosa surge no mundo, portais se abrem por toda parte, monstros começam a emergir, e, com eles, os humanos despertam poderes que jamais imaginaram ter. Agora chamados de "jogadores", eles enfrentam as forças monstruosas e ascendem por um rígido sistema de castas que dita sua evolução. Este é The Player Who Can't Level Up, um roguelite de ação com elementos de hack'n'slash construído sobre essa premissa. Desenvolvido pela Tripearl Games e publicado pela Smilegate, o título está previsto para 2026 no PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC via Steam, chegando totalmente legendado em português.
Nele, controlamos Kim Gikyu, um jogador que despertou seus poderes aos 18 anos e que, mesmo após cinco anos de batalhas intensas e aprendizado, continua preso no nível 1. Até que um portal misterioso se abre diante dele, um que só ele parece capaz de atravessar. A partir daí, segredos há muito tempo enterrados começam a vir à tona. Ao lado de suas duas espadas sencientes, Lou e El, cabe a Kim desvendar esses mistérios e, quem sabe, finalmente escapar do nível 1.
Hack’n’Slash? em 2026?
Como dito, o jogo é um roguelite de ação com toques de hack'n'slash. O loop de gameplay funciona assim: entramos em uma fase, eliminamos inimigos, coletamos power-ups (nomeados de "Fragmentos de Ego") que podem ser equipados nos slots de cada espada e seguimos para a próxima. O tempero à la Devil May Cry vem do sistema de combate: é possível encadear combos entre ataques leves e pesados, esquivar no tempo certo e, no limite, cravar Lou no próprio peito para liberar uma segunda forma temporária do protagonista, onde os ataques se tornam torrentes de dano e destruição. Durante essa forma, os ataques de Kim têm velocidade extremamente reduzida, porém acertam com a força de um caminhão, e é possível aumentar o tempo da transformação.Se o jogador morrer, retorna ao lobby da torre, onde pode comprar upgrades permanentes, melhorar habilidades e aprimorar as espadas antes de tentar de novo. Outra mecânica que merece atenção é a de erosão: quanto mais tempo o jogador passa dentro de uma run, mais uma porcentagem chamada "erosão" cresce. Ao atingir 100%, Kim passa a perder vida gradualmente, forçando um senso de urgência que impede o jogador de ficar farmando indefinidamente. A cada vitória contra o chefão da demo, o protagonista ganha roupas novas, mais Fragmentos de Ego e uma habilidade devastadora para quando a tela estiver lotada de inimigos. O menu também oferece desafios opcionais que, ao serem completados, desbloqueiam "Metanos" (um dos tipos de upgrades permanentes) e novas combinações de Fragmentos de Ego.
Detalhes e mais detalhes
A direção de arte também chama atenção, com um estilo cartunesco que remete a Genshin Impact. As partículas dos ataques, animações e transformações são coloridas e bem polidas. Mas o charme principal fica por conta das cutscenes: algumas são animadas tradicionalmente, enquanto outras apresentam painéis de manhwa com animação e dublagem, trazendo a essência das origens do jogo para dentro da experiência. Já a trilha sonora e o design de som não chegam a se destacar: cumprem seu papel sem comprometer a experiência, mas também não ficam na memória depois que se fecha a demo.Boas impressões, mas alguns pontos para acertar
Ao longo da demo, porém, alguns pontos me chamaram a atenção de forma negativa. O fator replay pode se tornar cansativo para alguns jogadores, já que os combos são limitados e não dão muita margem para experimentação. Os inimigos também se repetem demais: chega um momento em que lutar contra os mesmos monstrinhos pela enésima vez perde completamente a graça.Revisão: Johnnie Brian
Texto de impressões produzido com chave de acesso cedida pela Tripearl Games






