Impressões: Blue Mary chega em Fatal Fury: City of Wolves para quebrar ossos e punir desavisados

A agente secreta retorna à South Town como terceira adição do segundo passe de temporada do último título da SNK.

em 20/03/2026


O segundo passe de temporada de Fatal Fury: City of the Wolves segue com sua programação de trazer um novo personagem por mês até junho. Enquanto janeiro nos agraciou com a inclusão de Kim Jae Hoon e Nightmare Geese aterrorizou nosso fevereiro, março é a vez da veterana Blue Mary marcar presença no game. Com isso, o GameBlast teve a oportunidade, mais uma vez, de realizar um novo teste antecipado.


Ainda que sua primeira aparição tenha acontecido um pouco tarde na franquia, se comparada a outros nomes consagrados como Terry e Andy, Blue Mary é uma das figuras mais tradicionais não só de Fatal Fury, mas de toda a SNK. Fazendo sua estreia apenas no terceiro jogo, a moça é introduzida como uma investigadora particular atrás de pergaminhos antigos relacionados aos irmãos Jin. Durante sua busca, seu caminho acaba se cruzando com o de Terry Bogard, que também está atrás dos artefatos e com quem logo faz amizade.




Com o passar do tempo, Blue Mary conquistou seu espaço no cânone, consolidando-se como um rosto recorrente nos universos expandidos da SNK e tornando-se também figurinha carimbada em The King of Fighters. Agora ela retorna a Fatal Fury como um DLC para retomar seu espaço de direito na IP que lhe deu origem.

Embora normalmente bem-humorada e amigável, um de seus principais traços é sua objetividade e frieza na hora de lidar com seu trabalho, o que acaba refletindo em seu estilo de luta, derivado do Sambo, uma arte marcial soviética voltada para imobilizações, chaves de braço e outros tipos de submissão. Apesar disso, sua jogabilidade não é a de uma grappler pura, mas mescla um estilo mais ofensivo e oferece a possibilidade de usar esses agarrões como complemento.



Logo de cara, como esperado, Blue Mary conta com alguns golpes clássicos do seu repertório em seu kit, como o Spin Fall (seu salto seguido de queda de calcanhar), o Straight Slicer (uma rasteira direcionada que ajuda tanto na aproximação quanto na pressão), e o Vertical Arrow (chute ascendente que segue como uma ferramenta importante em suas investidas).

Como já acontecia nas iterações anteriores, como em Real Bout Fatal Fury 2, essas técnicas podem ser sequenciadas por inputs específicos que emendam nos agarrões M. Spider, M. Crab Clutch e M. Snatch, respectivamente, a depender de inputs dos três golpes originais. Adicionalmente, todos estão disponíveis em versão aprimorada REV, o que acaba fortalecendo ainda mais o arsenal de quebra-ossos da moça. O golpe REV aéreo, aliás, é uma versão direta do M. Spider, sem a necessidade de ter o Spin Fall como ataque precursor.




Em sua encarnação de City of the Wolves, Blue Mary se mostra bastante orientada a uma lógica de bait and punish, estratégia voltada baseada em provocar algum erro específico do adversário para em seguida capitalizar em cima dessa reação em um contra-ataque. Isso se mostra primeiramente na presença do Real Counter, um comando de esquiva imediata que serve não apenas como ferramenta defensiva, mas também como ponto de partida para uma resposta à investida do oponente ao poder ser emendada no suplex Backdrop Real.

Entretanto, talvez a principal reformulação da lutadora está no comando de Quick Step e na forma versátil com que a técnica se apresenta no novo título. Trata-se de um comando de meia-lua para frente ou para trás que faz com que a personagem avance na direção escolhida. Isso serve não só para encurtar o espaço e ludibriar o inimigo, mas também é possível emendá-lo em cinco ou seis golpes distintos (a depender da direção) com comandos direcionais simples, como o Vertical Arrow ou o Straight Slicer.




Assim, a versatilidade do Quick Step parece ser justamente o elemento que amarra toda a proposta de Blue Mary em sua participação em City of the Wolves. Se isso já era possível com a movimentação manual e auxiliado pelo Real Counter como ferramenta, a nova técnica pode aumentar consideravelmente o leque de possibilidades de movimentos da moça em questão, permitindo que ela manipule distância e tempo para forçar decisões ruins do adversário.

Nota-se que é sempre válido o lembrete: apesar de as intenções da SNK serem, por vezes, claras na concepção de cada lutador, cabe à comunidade decidir a viabilidade da investigadora e encontrar seu espaço no cenário competitivo do game. 




Também é importante reforçar que estas impressões foram construídas a partir de sessões off-line, restritas aos modos de treino e versus contra a CPU, sem qualquer contato com o ambiente competitivo online até aqui, tal como os testes prévios anteriores.

Sendo a terceira inclusão do atual passe de temporada de Fatal Fury: City of the Wolves, Blue Mary está prevista para chegar no dia 26 de março, dando sequência ao calendário mensal de DLCs do jogo. Com isso, o pacote seguirá com Wolfgang Krauser, programado para abril, enquanto os outros dois lutadores restantes serão revelados formalmente no futuro.


Revisão: Juliana Piombo dos Santos
Texto de impressões produzido com versão de teste para PC cedida pela SNK

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João Pedro Boaventura
É jornalista formado pelo Mackenzie e pós-graduado em teoria da comunicação (como se isso significasse alguma coisa) pela Cásper Líbero. Tem um blog particular onde escreve um monte de groselha e também é autor de Comunicação Eletrônica, (mais um) livro que aborda história dos games, mas sob a perspectiva da cultura e da comunicação.
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