Há exatos 30 anos, o PC recebia um de seus jogos mais clássicos de todos os tempos: a id Software lançava o famigerado Quake. O gênero de FPS engatinhava e tentava aproveitar o vácuo do sucesso de Doom, então novas tentativas surgiam o tempo todo.
Quake foi a série sucessora de Doom e bebeu muito dessa fonte de inspiração, muito por ser uma franquia da mesma empresa. Embora o título tenha sido (e seja até hoje) muito reverenciado, isso não o salvou de problemas durante seu desenvolvimento. Falta de liderança, indecisão sobre o projeto, diferentes visões criativas tumultuaram os meses de trabalho e culminaram até mesmo na saída do cofundador da empresa, John Romero.
Apesar das dificuldades na produção, o game foi uma história de sucesso. Diferente da Doom engine, a Quake engine era capaz de realizar renderização 3D em tempo real e tinha suporte para aceleração 3D no OpenGL, o que era novidade na época.
Para se distanciar de comparações com o famoso fps, Quake trouxe uma mistura futurista com idade média. Isso permitia uma mistura autêntica de ambientes e armas dignas de ficção científica, ao mesmo tempo em que trazia outros com inspirações medievais, góticas e até mesmo mágicas.
FPS no singleplayer
O jogo consistia de quatro fases independentes, cada uma com sete ou oito níveis internos. Antes de cada um desses capítulos era possível escolher a dificuldade, passando por uma porta, entre easy, medium e hard. Os desenvolvedores ainda criaram uma opção nightmare, mas o acesso ficava escondido por acharem tão difícil que não queriam ninguém desavisado por lá.
Para a felicidade de muitos, ao morrer em um dos subníveis, o game recomeçava na mesma fase. Ao completar um capítulo inteiro, seu progresso era resetado antes de iniciar o próximo. Cada um deles continha a missão de recuperar uma runa mágica. Ao completar as quatro fases, uma nova, chamada de END, surgia, para permitir que o jogador finalizasse o game ao concluir o nível.
Ainda que o foco estivesse no modo singleplayer, Quake também apresentou um ótimo modo de jogo multiplayer. Usando um servidor dedicado (ou até mesmo o PC de um dos jogadores), era possível se conectar e jogar o modo campanha de maneira cooperativa. Outra opção era do famoso PvP, no qual os modos de deathmatch fizeram história (e, provavelmente, pavimentaram o caminho para o Quake 3: Arena). Esse modo ainda foi um dos primeiros a ter competições, o que pode ser visto como um embrião dos esports nesse gênero.
Um grande clássico
Quake foi um sucesso instantâneo em um momento que os computadores começavam a trilhar o caminho dos games de maneira mais abrangente e fácil. Provavelmente por isso, se tornou um jogo muito querido dos anos 1990. E isso não ficou apenas com o público, refletiu também na mídia especializada. Nos sites agregadores de notas, Metacritic e GameRankings, o título ficou com a média de 94% e 93% respectivamente.
Tal sucesso não ficou restrito ao PC não e foi migrado para diversas outras plataformas ao longo dos anos. Desde outros sistemas operacionais de computadores, como IBM AIX, AmigaOS, Mac, Linux, entre outros, passando, além disso, por consoles como Sega Saturn e Nintendo 64.
Atualmente, Quake é sinônimo de clássico e anos 90 e, embora a franquia não conte com lançamentos recentes, ainda está à disposição com facilidade nos dias de hoje. Um port para as plataformas atuais pode ser adquirido no Steam, Epic Store e versões para PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series S|X e Nintendo Switch.
Revisão: Thomaz Farias

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