Marcado para ser lançado no dia 27 de fevereiro, Resident Evil Requiem comemora os 30 anos da franquia, trazendo para todas as plataformas o que existe de melhor em Resident Evil e tentando misturar a ação do quarto, quinto e sexto títulos da série com os puzzles, a furtividade e a sobrevivência dos primeiros jogos. Assim, a Capcom parece ter acertado mais uma vez e confirma, novamente, sua melhor fase como desenvolvedora, trazendo mais um ótimo título para um ano que promete ser recheado de novidades. Vale destacar que o texto a seguir foi produzido com base em informações disponíveis publicamente.
Duas formas de jogar, uma experiência única
A franquia Resident Evil sempre dividiu opiniões entre os fãs, com uma grande parcela que se identifica mais com a fórmula que fez a franquia famosa na época do PlayStation One, e o público que veio depois, com o incrível Resident Evil 4. Durante a sétima geração de consoles, a Capcom entrou em crise e encontrava dificuldade para concorrer com os estúdios ocidentais. Por conta disso, emplacou alguns títulos da franquia baseados muito mais em ação do que em puzzles e gerenciamento de inventário, aproximando a série a títulos como Call of Duty e shooters em geral. Isso desagradou boa parte dos admiradores da franquia de terror.
Felizmente, a partir de Resident Evil VII, a Capcom colocou de volta nos trilhos a série, conseguindo harmonizar a fórmula da ação com o survival horror dos primeiros títulos, o que agradou a veteranos e novatos. Depois, veio Resident Evil Village, melhorando ainda mais o que já havia dado certo no jogo anterior. Porém, agora a Capcom parece ter apostado em uma fórmula inovadora para comemorar os 30 anos da franquia. Leon Kennedy, queridinho dos fãs de longa data, retorna para o jogo muito mais badass do que nunca. A jogabilidade com ele é fluída e rápida, focada na ação frenética, ao melhor estilo Rambo! É fácil explodir cabeças e pintar o cenário de sangue enquanto se desfere golpe derrubando os inimigos.
Sua jogabilidade lembra muito a de Resident Evil 4 Remake: ele pode executar movimentos finalizadores com uma shotgun, empunhar machados encontrados pelo cenário e partir os inimigos ao meio, além de usar uma serra elétrica, transformando-se em um verdadeiro exterminador de infectados. Logo após, o jogo apresenta Grace Ashcroft, segunda protagonista do título, mudando completamente a maneira de encarar Resident Evil Requiem. Ela é mais lenta, mais frágil, possui arsenal limitado, transformando o jogar de caçador de monstros em presa com apenas 15 minutos de gameplay. A estratégia de sobrevivência com Grace é explorar os ambientes, resolver puzzles e evitar confrontos — totalmente o oposto com Leon. A Capcom não só acertou em agradar públicos diferentes, como também criou uma experiência única de gameplay.
Alguns elementos clássicos com nova roupagem e várias novidades
Como se trata de Resident Evil, temos zumbis, sangue, corredores escuros e elementos sombrios que remetem à delegacia de Racoon City ou à mansão de Resident Evil 1. Temos também os famosos perseguidores, como Mr. X e Nemesis, só que em maior número, o que vai dar dor de cabeça para os jogadores, principalmente quando estiverem controlando Grace. O que chama mais atenção é um enorme monstro em forma de bolhas, chamado Chunk, que pode quebrar paredes e corredores na tentativa de emboscar o jogador. Quando jogamos com Leon, podemos finalizá-lo com a shotgun e o machado; porém, com Grace, apenas nos resta correr.
Agora, uma novidade interessante é que alguns zumbis têm comportamentos próprios e repetitivos, provavelmente relacionados aos papéis que possuíam quando vivos, dando um tom mais fantasmagórico à aventura. Em diversos pré-gameplays pela internet, podemos ver personagens curiosos, como o zumbi que sempre apaga a luz quando a acendemos, a zumbi que fica se olhando no espelho ou o enorme açougueiro morto-vivo. Esses indícios de uma história pré-infecção dos zumbis tornam tudo muito interessante e divertido. Outra novidade é que, agora, o jogador pode alternar entre a visão de primeira pessoa e a de terceira pessoa, apesar de estar claro que os desenvolvedores preferem Leon em terceira pessoa e Grace também em terceira. Porém, a decisão fica nas mãos do jogador.
Um fechamento com chave de ouro?
Muitos já colocaram as mãos na versão demo do jogo, e é possível encontrar a prévia da experiência facilmente na internet. Lendo e vendo essas análises, fica claro que a Capcom pretende comemorar o aniversário de 30 anos de Resident Evil, combinando várias ideias que deram certo ao longo da saga em um único pacote e entregando-o aos fãs no dia 27 de fevereiro, em todas as plataformas. Se você gosta da cadência estratégica de Resident Evil, ela está aqui. Se você quer explodir cabeças e derrotar monstros com golpes de luta, também está aqui. Prefere jogar em primeira pessoa ou em terceira pessoa? A Capcom, aparentemente, nos entregará um prato cheio de fan service em mais um excelente jogo. Então, como está seu hype?
Resident Evil Requiem — PC/PS5/XSX/Switch 2Desenvolvedora: CapcomGênero: Survival-Horror/AçãoLançamento: 27 de fevereiro de 2026
Revisão: Mariana Marçal






