Street Fighter II (Arcade) completa 35 anos

Jogo revolucionou a indústria no início da década de 1990.

em 07/02/2026

Há 35 anos, em fevereiro de 1991, o mundo dos games recebeu uma das maiores joias de toda sua história: Street Fighter II. Seu lançamento inicial foi nos arcades do Japão, mas, ainda no mesmo mês, chegou em vários outros fliperamas ao redor do mundo.

O título foi desenvolvido e distribuído pela Capcom, e foi o 14º game a ser feito para a placa de arcade CP System da empresa japonesa. Street Fighter II contou com a direção de Akira Nishitani, além da produção de Yoshiki Okamoto e design de Akira Yasuda – os dois últimos já tinham experiência da série Final Fight.


Uma continuação diferente

Street Fighter II é, obviamente, uma sequência direta de Street Fighter, jogo de luta da Capcom lançado em 1987. Porém, apesar de manter a ideia principal de seu antecessor, a nova produção trazia muito mais novidades que cativou o público.

Enquanto o primeiro estabeleceu princípios que são seguidos pelo gênero de luta até hoje, como a vitória ser definida em melhor de três rounds, o posicionamento dos personagens, entre outros; a segunda entrada da série procurava trazer sua própria identidade sem manter laços com o game anterior. E isso foi visto desde a escolha dos personagens, suas nacionalidades, suas histórias e os cenários onde se apresentavam.


Ao apostar numa gama maior de lutadores que os jogadores podiam escolher, a Capcom acertou em algo capaz de atrair o público. Com isso, várias nacionalidades eram representadas (mesmo algumas que seguiam um estereótipo) e faziam com que cada novo jogo desse um sentimento maior de exploração.

A troca dos comandos também foi importante, mesmo que Street Fighter II mantivesse o esquema com seis botões de golpes, o que facilitou foi a execução dos especiais, fato que contribuiu para sua popularidade. Soma-se a isso o fato de os comandos especiais para cada personagem serem únicos e foi possível que o game se colocasse anos-luz à frente do anterior.


O fenômeno dos anos 1990

Não é à toa que Street Fighter II aparece em várias listas dos maiores jogos da história. O seu lançamento causou um furor em toda a indústria que ressoou por anos. O gênero dos games de luta se tornou extremamente popular, indo parar até na telona (com o próprio Street Fighter e Mortal Kombat). Mas, além disso, inspirou diversos novos do mesmo estilo surgirem e muitos também se solidificaram com excelência ao passar dos anos.


Street Fighter II ganhou diversas versões – a última, inclusive, sendo lançada juntamente com o Nintendo Switch, em 2017 – e cada uma delas trazia novos personagens, novos balanceamentos, músicas novas etc. Enfim, era um pacote completo de novidades.

Os personagens Ryu, Ken, Guile, Chun-Li, Honda, Zangief, Blanka e Dhalsim se tornaram a cara da franquia. Os quatro chefes, que não são possíveis de selecionar na versão base, Balrog, Vega, Sagat e M. Bison também ficaram muito populares. O sucesso foi tanto que uma das principais críticas à continuação (Street Fighter III) foi justamente a troca de quase todo o elenco – apenas Ryu e Ken permaneceram.


Street Fighter II foi o jogo mais vendido de luta até 2019 (ultrapassado por Super Smash Bros. Ultimate), somando uma renda em torno de 10 bilhões de dólares até o período. Porém, voltando à versão arcade, até 1994 mais de 25 milhões de pessoas jogaram o game nos EUA. Foram mais de 200 mil cabines vendidas para os estabelecimentos.

Atualmente, é possível jogar Street Fighter II na edição de aniversário de 30 anos da franquia (Street Fighter 30th Anniversary Collection) e pelo Capcom Arcade Stadium.


Devido ao tamanho desse impacto, não é nenhum exagero dizer que Street Fighter II é um dos jogos mais importantes da história, moldou todo um cenário e praticamente criou um gênero por si só. Não por acaso, a franquia continua viva até os dias de hoje, sendo influente e ainda ajudando a definir o gênero das produções de luta.

Revisão: Thomaz Farias


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Moreno Valerio
Jornalista, Técnico no papel, engenheiro não praticante e mestre Pokémon nas horas vagas. Passa 80% do tempo falando de games. Nos outros 20% torce para alguém falar sobre games, só para poder falar mais um pouco.
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