Dragon Ball Z: Budokai 3 foi o ponto alto da série iniciada no PlayStation 2

Game foi o apogeu da série Budokai e nenhum outro do mesmo estilo chegou perto.

em 14/02/2026

Dragon Ball Z: Budokai 3 foi lançado em 2004 para o PlayStation 2 e encerrou a trilogia (embora não a franquia) de uma das melhores séries do anime em videogames. O grande salto apresentado na sexta geração de consoles ajudou a popularizar ainda mais os jogos de luta de Goku e sua turma.

Produzido pela mesma empresa de seus predecessores, Dimps, também seguiu na mesma publicadora de Dragon Ball Z: Budokai 2: Atari, no mercado ocidental, e Bandai, no mercado oriental. O jogo chegou ao console em novembro de 2004 nos EUA e em 2005 na Europa e Japão. Apesar do atraso em outros mercados, o título contou com alguns implementos, como a possibilidade de mudar a dublagem para japonês.

Mesma base, novas ideias

Apesar de manter as principais mecânicas que marcaram a série, Dragon Ball Budokai 3 inovou em vários aspectos para trazer um frescor à franquia. Os comandos de golpes eram os mesmos, a movimentação também, porém, muitos detalhes mudaram a forma de lutar com os adversários.


Para começar, a forma como o Ki era trabalhado mudou. Nessa edição, cada personagem tinha um certo nível base de Ki – que poderia ser carregado para aumentar até um máximo de sete barras. Se o Ki fosse maior que essa base, os ataques causavam mais dano, por outro lado, se estivessem abaixo do nível padrão, a defesa diminuía. As transformações não consumiam mais Ki o tempo todo, mas aumentavam essa base.

Outra novidade foi o Hyper Mode. Ao apertar um único botão, o personagem entrava em um estado especial, ficava vermelho e o Ki começava a consumir. Era somente nesse modo que era possível usar Dragon Rush ou os Ultimate Moves. A principal diferença que impactou a gameplay foi justamente essa: era possível dar um golpe Ultimate ao apertar somente um botão e não mais uma certa sequência.


Os Ultimates tinham quase sempre um minigame, no qual cada lado tinha três oportunidades para encher uma barra. Quem vencesse afetaria o ataque a seu favor: às vezes um final diferenciado, ou ampliar/reduzir o dano ou até mesmo o golpe ser refletido para quem o disparou.

Já os Dragon Rush aconteciam apenas nesse modo ao apertar um único botão após dar um ataque que mandasse o oponente longe. A partir daí, mais um minigame iniciava-se onde cada jogador apertava um dos quatro botões de ataque. Caso fosse o mesmo, a defesa ganhava e encerrava o Dragon Rush. Caso fossem diferentes, o botão escolhido pelo atacante era eliminado e um novo turno de adivinhação começava. Isso acontecia no máximo três vezes.


Algumas das outras mudanças contavam com a possibilidade de se teletransportar para desviar de um ataque e já contra-atacava (o que permitia que também fosse evitado por um teletransporte e assim poderia seguir) apenas com o consumo de Ki, a habilidade de voar (subir/descer) a partir da livre vontade do jogador e um medidor de fadiga, entre outros detalhes.

Um mundo a ser explorado

Provavelmente a maior atração do jogo era o modo história, chamado Dragon Universe, que, pela primeira vez, trazia os mundos de Dragon Ball para serem descobertos pelos jogadores. Assim que começava o modo, o personagem ficava voando pelo mapa (Terra ou Namek), podendo interagir com diversos pontos, assim habilitando itens, coletando esferas do Dragão e prosseguindo com a história através de batalhas.


Diferente das experiências comuns da história que seguiam as sagas de Dragon Ball Z, dessa vez apenas as batalhas do personagem escolhido eram exploradas. Por exemplo, se estivesse jogando com o Goku, a primeira batalha em Namek seria contra o Recoome, enquanto ao usar outros personagens, poderia ser uma luta diferente.

Existiam onze personagens que poderiam ser usados nesse modo, cada um explorando as cenas e batalhas em que participou. Mas um dos maiores destaques era quando já havia finalizado o modo com algum personagem e, ao jogar de novo, outras escolhas apareciam. Isso levava a história para acontecimentos diferentes, geralmente associados a filmes e especiais.


Com isso, era possível habilitar personagens como Bardock, Broly, Cooler, Omega Shenron e mais. Dragon Ball Z: Budokai 3 contava com o maior número de opções da trilogia, chegando a mais de 40 personagens e percorrendo todos os universos da franquia até então (Dragon Ball original, Z, GT, filmes e especiais).

Recepção e Legado

Dragon Ball Z: Budokai 3 encerrou a trilogia com chave de ouro e nenhum outro jogo lançado após, que manteve o mesmo estilo de luta, conseguiu encantar público e mídia como ele. Apesar de novas ideias terem aparecido, muito do que foi feito certo em Budokai 3 foi ignorado nas sequências.


No site agregador de análises, o Metacritic, o game ficou com a maior nota dentre os três jogos, somando uma média de 77%, mas muitas notas de sites relevantes ficaram acima de 80.

Atualmente só é possível jogá-lo em suas formas lançadas no passado. No PlayStation 2 com os títulos originais, ou no remaster HD do PlayStation 3 e Xbox 360 (que contou com o primeiro jogo também). Dragon Ball Z: Budokai 3 foi o melhor que a franquia já apresentou e inovou na quantidade certa, quem sabe um dia se inspirem nele para voltar com o formato de uma maneira que agrade a todos.

Revisão: Thomaz Farias


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Moreno Valerio
Jornalista, Técnico no papel, engenheiro não praticante e mestre Pokémon nas horas vagas. Passa 80% do tempo falando de games. Nos outros 20% torce para alguém falar sobre games, só para poder falar mais um pouco.
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