LittleBigPlanet 2 completa 15 anos com memórias carismáticas

Franquia estreou no PlayStation 3 e foi febre por muitos anos.

em 23/01/2026

Há 15 anos, no dia 18 de janeiro de 2011, chegava às prateleiras do PlayStation 3 uma das sequências mais aguardadas para o console: LittleBigPlanet 2. Com esse lançamento, as aventuras de Sackboy expandiam para novos lugares e que colocariam a marca como uma das principais da geração.

Desenvolvido pela Media Molecule, a mesma empresa que criou o primeiro jogo e, até então, só trabalhava nessa série (com jogos para o PS3 e PSP), o título trazia a mesma proposta do antecessor: permitir que os jogadores criassem suas próprias aventuras e explorassem níveis feitos pela comunidade. Entretanto, ao contrário de LittleBigPlanet, a sequência não ficava presa às fases de plataforma, mas oferecia também opções como corridas, RPG, puzzles e mais.


Carisma e criação

LittleBigPlanet foi uma das últimas séries de jogos AAA que trouxeram uma mascote com grande foco em fofura e carisma. Em um ambiente cada vez mais voltado para lançamentos mais adultos, o frescor de Sackboy ajudou a alavancar a série. E isso se manteve em LBP 2, já que comandos permitiam “mudar” o humor dele: podia sorrir, chorar, ficar com medo, etc. Além disso, a customização de roupas e figurinos elevavam ainda mais a brincadeira, especialmente com DLCs especiais, como skins de Uncharted, Marvel, Final Fantasy VII, DC Comics, Toy Story e muitas outras franquias.

Já no foco da gameplay, o game aumentava ainda mais as possibilidades de criação dos jogadores, fazendo com que tivesse potencial infinito de novas fases. Dados de junho de 2013 mostravam que quase oito milhões de fases haviam sido upadas pela comunidade. Esse número com toda certeza aumentou até o lançamento da continuação, Little Big Planet 3, em novembro de 2014.


O game ainda mantinha a mecânica 2.5D, mas permitia muito mais criações do que seu antecessor. Dessa vez era possível produzir cutscenes para acompanhar as fases, em qualquer momento desejado (no início, meio ou final do level). Fases podiam ser conectadas fazendo com que assim que o jogador terminasse um nível, já iniciasse outro exatamente na sequência.

Uma das principais novidades de LBP 2 era o “Controlinator”, que nada mais era que uma ferramenta que permitia que os jogadores designassem ações específicas para um determinado elemento na fase. Mas, o plot twist aparecia no fato de que era possível determinar quais ações o Sackboy que estivesse jogando poderia fazer, aumentando ainda mais as opções de criações e elementos.


O maior pulo do gato e que acabou se tornando a maior vantagem de LittleBigPlanet 2 foi o fato das DLCs do primeiro game e de todas as fases criadas para o antecessor serem compatíveis com o novo game. Isso fazia que automaticamente quem pegasse o jogo logo no lançamento, mesmo sem ter jogado o anterior, tivesse muito conteúdo para explorar, o que dava um valor imenso ao título.

Recepção e legado

Assim como o jogo que o precedia, LBP 2 foi extremamente bem recebido por público e crítica. No site agregador de reviews e notas Metacritic, a média do game ficou em 91%, tendo recebido diversas notas 10 da mídia especializada.


Já do lado do público, além das milhões de fases que foram inseridas nos servidores, o game alcançou números expressivos de vendas. As estimativas são de aproximadamente 3,5 milhões de cópias comercializadas.

O título só pode ser jogado hoje em dia através de cópias de mídias físicas sendo revendidas. Isto acontece principalmente pelo ataque de DDOS que os servidores de LittleBigPlanet sofreram ainda no final de 2020. Por meses a confusão desses ataques continuaram e, por fim, causaram o fechamento dos servidores de todas as entradas da franquia em 2021.


Embora ainda seja possível jogar o modo história e até brincar com as ferramentas de criação, a série perde seu apelo sem o fator online. LittleBigPlanet 2 fica como uma memória de uma ótima continuação de um gênero inédito e que tinha em sua comunidade online sua principal força.

Revisão: Thomaz Farias


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Moreno Valerio
Jornalista, Técnico no papel, engenheiro não praticante e mestre Pokémon nas horas vagas. Passa 80% do tempo falando de games. Nos outros 20% torce para alguém falar sobre games, só para poder falar mais um pouco.
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