James Cameron's Avatar: The Game é um ambicioso jogo de ação e aventura produzido pela Ubisoft, lançado em 2009 como uma prequela ao primeiro filme da franquia. Criada por James Cameron — cineasta por trás de clássicos como O Exterminador do Futuro e Aliens: O Resgate —, a saga de Pandora tornou-se um fenômeno global. Para aproveitar a chegada do terceiro capítulo da franquia nos cinemas, nada melhor do que revisitar o título que trouxe este universo para o mundo digital pela primeira vez.
Pocahontas azul
James Cameron's Avatar: The Game é um título de ação e aventura em terceira pessoa com elementos de RPG, lançado em 2009 para todas as plataformas disponíveis na época: PS3, Xbox 360, Wii, PC e Nintendo DS. Curiosamente, o jogo também foi produzido pela Ubisoft, assim como o lançamento mais recente, Avatar: Frontiers of Pandora e a sua mais ambiciosa expansão baseada no terceiro filme da franquia dos gigantes azuis Fogo e Cinzas.
O game da sétima geração de consoles chegou às prateleiras um pouco antes do filme, servindo como uma prequela (prequel) cujos eventos ocorrem dois anos antes da jornada de Jake Sully no longa. No entanto, quem o jogou no lançamento provavelmente recebeu alguns spoilers indiretos, dada a enorme semelhança na estrutura da trama — como o inevitável conflito entre humanos e nativos — e a perda do fator surpresa ao ver, antecipadamente, toda a fauna de Pandora e o maquinário bélico da RDA (Resources Development Administration).
Humano ou Na’vi?
Na trama, o jogador assume o papel de Able Ryder, um soldado da RDA — o grupo dos antagonistas — podendo personalizar tanto a aparência humana quanto a de seu Avatar. O grande diferencial revela-se logo cedo, permitindo que o protagonista escolha um lado no conflito: lutar ao lado dos nativos de Pandora, os Na’vi, ou permanecer com os invasores humanos.
Cada facção oferece estilos de jogabilidade completamente distintos. Os nativos focam em armas como adagas e arcos, utilizam armaduras de pele e têm a possibilidade de montar nas magníficas criaturas do planeta. Já os humanos têm acesso a exoesqueletos gigantes (AMP suits), helicópteros, naves e um vasto arsenal de armas de fogo.
Até hoje, este é o único jogo da franquia em que é possível experimentar plenamente os equipamentos tecnológicos da RDA. Além disso, cada raça possui sua própria roda de habilidades para serem usadas durante o combate.
Bem-vindo a Pandora
Como um título da Ubisoft, a ambientação é primorosa, representando uma Pandora deslumbrante. O jogo traz locais icônicos do primeiro filme, como a Árvore-Lar dos Na’vi, bem como cenários criados especialmente para a obra, incluindo florestas densas, córregos cristalinos e regiões montanhosas. Tudo isso foi distribuído em um mapa com regiões semiabertas que ofereciam um nível satisfatório de exploração.
Seus gráficos, mesmo para os padrões atuais, ainda chamam a atenção nas versões de PlayStation 3, Xbox 360 e PC. Já as contrapartes para outras plataformas seguiam caminhos diferentes: no Wii, o jogo adotava um estilo mais cartunesco, com um protagonista pré-definido, mapas lineares e foco em controles de movimento. Enquanto isso, a versão para Nintendo DS apresentava uma jogabilidade com câmera isométrica e visuais estilizados, adaptados às limitações do portátil.
Uma franquia que vai muito além dos filmes
James Cameron's Avatar: The Game, lançou mostrando que o universo criado pelo ambicioso cineasta sempre teve um potencial muito grande para ir além das telonas do cinema, graças ao seu mundo vivo e criaturas magníficas, tornando esse assim um título ao qual vale a pena conferir tanto para fãs dos filmes quanto entusiastas de jogos de ação. Uma pena o título ter ficado preso no tempo, nunca tendo recebido uma versão para nova geração.
Revisão: Thomaz Farias

