O ano de 2025 foi curioso para mim como jogador. Não consegui jogar tudo o que queria, mas os títulos que acabaram cruzando meu caminho renderam ótimas horas de surpresa, caos, risada e emoção. Do gerenciamento de museus às batalhas estratégicas, passando por aventuras retrô e experimentos promissores em Acesso Antecipado, reuni aqui os jogos que mais me acompanharam ao longo do ano e que, de um jeito ou de outro, deixaram sua marca.
Two Point Museum
O novo jogo da Two Point Studios mostrou que a fórmula adotada em seus dois títulos anteriores ainda tem muito o que oferecer. Two Point Campus se tornou um dos meus jogos favoritos dos últimos anos, com dezenas de horas gastas construindo prédios e gerenciando cursos. Agora, meu hiperfoco virou para o gerenciamento de museus, que traz uma nova dinâmica de expedições e gestão, principalmente com as adições presentes em seus DLCs.
R.E.P.O
Jogar títulos cooperativos com meus amigos sempre é uma diversão à parte, principalmente porque eu sempre estou reunido com pessoas completamente perturbadas da cabeça. Sabe os vários vídeos engraçados de R.E.P.O que apareciam nas redes sociais? Eu presenciei coisas tão ou mais absurdas do que aquilo. Foram horas rindo, andando em círculos e atrapalhando o jogo alheio com áudios estourados. Dessa forma, não dá para deixá-lo de fora desta lista.
Pokémon Legends Z-A
O controverso novo jogo dos monstrinhos de bolso também não poderia ficar fora da minha lista. Como fã da série, não poderia deixar de experimentar a nova fórmula de combate e exploração, que está muito legal, assim como boa parte das mega evoluções, minha mecânica favorita da franquia. Eu também poderia ficar horas falando dos problemas: acho, de certa forma, inaceitável o descuido com algumas modelagens do terreno, bugs e colisões de cenário. No fim, achei o saldo positivo o suficiente para entrar nesta lista.
Fuga: Melodies of Steel 3
A nova aventura de Malt e seus amigos tem todas as qualidades de seus antecessores: um combate estratégico, personagens cativantes e uma narrativa envolvente e emocionante. Apesar de todas as suas qualidades, achei que os desenvolvedores poderiam ter sido um pouco mais ousados no desenvolvimento das mecânicas de combate. Mesmo com boas novidades, acredito que faltou um pouco mais de profundidade à dinâmica.
Toni Island Adventure
Jogos com estilo retrô, principalmente os baseados em Game Boy, sempre chamam minha atenção, e Toni Island não foi diferente. A aventura do nosso cachorro marinheiro traz o carisma e a ambientação nostálgica que só os jogos da época são capazes de proporcionar. O título combina mecânicas simples em uma curta aventura que poderia, sem dúvidas, estar em um cartucho dos anos 1990.
Crown Gambit
De início, Crown Gambit parecia apenas mais um jogo de estratégia com cartas e temática medieval, mas a profundidade da história e sua mecânica de combate mostraram que eu estava completamente enganado. Quando menos esperava, me vi envolvido em um conflito entre várias famílias em busca de poder e senti a necessidade de gerenciar minha equipe para concluir missões extremamente difíceis.
Master Lemon: The Quest for Iceland
Entrando no último instante nesta lista, Master Lemon praticamente encerra o meu ano com uma aventura divertida, criativa e emocionante. A forma como a história de Limão é contada, mostra como as palavras — uma de suas maiores paixões — podem ser usadas para solucionar problemas, unir pessoas e criar um jogo único. Comecei a jogá-lo sem muitas expectativas, mas com poucos minutos eu já me via completamente absorvido por sua narrativa bem desenvolvida e visuais magníficos.
Os testes que me fazem ter expectativas
No ano de 2025, também experimentei boas novidades em Acesso Antecipado. Além de me fazerem criar boas expectativas para o futuro, acredito que esses jogos merecem um espacinho neste artigo. Segue uma breve lista de bons títulos em desenvolvimento que podem valer sua atenção no ano que vem:
Ratatan: o roguelike de ritmo, sucessor espiritual de Patapon, foi uma das surpresas para mim. A dinâmica de combate é extremamente prazerosa, mesclando ritmo e estratégia para superar desafios, e os visuais coloridos e vibrantes tornam a aventura muito divertida.
Into the Grid: outro roguelike na lista, mas com ideias inovadoras e uma dinâmica de combate bem elaborada. Mesmo dentro de um gênero saturado, Into the Grid conseguiu me viciar com suas camadas de estratégia e seu mundinho cyberpunk. Mesmo em uma fase inicial de desenvolvimento, dá para ver o grande potencial da obra.
Whiskerwood: para quem gosta de jogos de construção de cidades, Whiskerwood é uma boa pedida. Mais do que desenvolver seu vilarejo de ratinhos, precisamos também lidar com a impositiva cobrança de impostos dos imperadores felinos. A minha expectativa está alta para experimentar o jogo final com todas as suas mecânicas mais desenvolvidas.
Muitos ficaram para trás e outros ainda chegarão
Vale destacar que não tive a oportunidade de experimentar muitos títulos grandes deste ano, como Clair Obscur: Expedition 33, Metal Gear Solid Delta, Hades II, Blur Prince, Hollow Knight: Silksong, Metroid Prime 4: Beyond e muitos outros. E só de pensar nos jogos que virão em 2026, já não sei como vou fazer para lidar com esse backlog. Mas esse é um problema para o Gustavo do futuro.
Espero que você, caro leitor, tenha aproveitado bons jogos como eu este ano. E deixo a pergunta: quais são suas expectativas para 2026?
Revisão: Johnnie Brian










