Impressões: Into the Grid aposta em cartas e estratégia para entregar um roguelike promissor

O Acesso Antecipado mostra um roguelike criativo, com boas ideias e bastante espaço para crescimento.

em 02/12/2025

Into the Grid
é um roguelike com construção de baralhos que nos leva para um ambiente virtual chamado Grid, local onde a informação do mundo reside. Estamos no controle de um hacker que precisa explorar uma série de salas geradas proceduralmente e chegar ao maquinário central para garantir acesso a toda a informação do local. A versão em Acesso Antecipado mostra um potencial enorme de qualidade, trazendo boas ideias de combate, um estilo visual único e mecânicas que premiam os jogadores mais ousados.

Hackers, cartas e desafios

Into the Grid nos leva para dentro de um ambiente virtual chamado Grid, repleto de salas que devemos explorar e hackear para chegar ao computador central, equipamento que deve ser acessado para obter informações importantes para os personagens. Claro que essa não seria uma missão simples e todas as salas estão protegidas por Sentinelas, robôs equipados com diferentes armas que estão lá para impedir nossa progressão.




Em cada run, os mundos são gerados proceduralmente, dando um pouco de aleatoriedade às partidas. Cada cômodo está equipado com nódulos, pequenas estruturas que podem nos fornecer melhorias temporárias, novas cartas para combate e dinheiro para comprar itens. Para sair de um ambiente, precisamos desbloquear as portas cumprindo um tipo de objetivo, que pode ser derrotar todas as Sentinelas, utilizar os nódulos ou gastar recursos como a chave. No entanto, cada movimento precisa ser bem calculado, pois nossas ações aumentam o nível de ameaça do Grid, trazendo mais dificuldades à medida que avançamos.

Para fazer as missões, o jogo nos disponibiliza, de início, dois personagens: Ursula Genma, hacker focada em ataques diretos e mais poderosos; e Armin Bark, um jovem prodígio que utiliza suas cartas para aplicar buffs e debuffs em seus inimigos, tendo um aspecto mais estratégico. Ambos são eficientes para cumprir as missões, cada um ao seu modo. Durante as partidas, é possível perceber como os dois são muito diferentes e exigem raciocínios distintos para a progressão.



Combate dinâmico e divertido

O grande diferencial de Into the Grid é seu sistema de combate. Mesmo que siga um padrão comum de jogos do gênero, o título tenta se diferenciar com algumas ideias bem interessantes. Em uma batalha, encaramos as Sentinelas em duelos por turnos, em que nossas ações são definidas pelas cartas que temos em mãos. Cada carta consome um recurso chamado Clock, do qual temos à disposição apenas três por rodada.

Além disso, cada ação preenche uma barra de memória interna, que pode ser gasta para utilizar uma entre três habilidades equipadas em cada personagem. Essas habilidades trazem efeitos como aumentar o número de Clock ou comprar novas cartas, por exemplo. Outra informação importante na tela é a sequência de ação do inimigo, que nos é informada na maioria dos casos. Isso permite que utilizemos nossas cartas para ataque e defesa conforme a necessidade, seja criando escudos para impedir dano direto ou atacando para acabar com as defesas adversárias.




O combate é verdadeiramente encantador, principalmente quando você elabora uma estratégia mirabolante e ela dá certo. São muitos fatores que influenciam a dinâmica, desde as habilidades, que podem ser modificadas durante uma run, até novas cartas com efeitos singulares que conseguimos adquirir. Como cada protagonista é único em sua forma de jogar, a jogabilidade consegue atender jogadores de diferentes perfis.

Ainda há espaço para muitas melhorias, afinal, o título se encontra em seu início de desenvolvimento. Os inimigos precisam de um melhor balanceamento, é necessário mais opções de cartas e habilidades para não ficar repetitivo rapidamente, além de novos personagens com diferentes dinâmicas de combate. As atualizações mais recentes vêm trazendo muitas melhorias, principalmente na correção de bugs, mas, no futuro, os desenvolvedores prometeram mais recursos para diversificar o gameplay, além de trazer a tradução para português brasileiro.



Na expectativa por novidades

Into the Grid já demonstra uma base sólida, combinando boa variedade estratégica, um estilo visual próprio e um sistema de combate que realmente se destaca. Mesmo com limitações comuns de um Acesso Antecipado, o game apresenta potencial suficiente para crescer e se destacar dentro do gênero, trazendo mais cartas, habilidades, personagens e ajustes de dificuldade. Por agora, é uma experiência promissora para quem gosta de experimentar novas ideias dentro dos roguelikes.

Revisão: Alessandra Ribeiro
Análise feita com cópia digital cedida pela Flatline Studios

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Gustavo Souza
é geólogo, entusiasta de tecnologias e apenas mais um mineiro que não vive sem café e pão de queijo. Está sempre com um console portátil na mão e gosta de passar o tempo jogando uma partida de FIFA, cuidando de uma pequena fazenda e dirigindo seu caminhão pelas estradas europeias.
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