Hitman: Codename 47: primeiro jogo da franquia de assassinato completa 25 anos de operações precisas e missões brutais

A saga do Agente 47 se inicia de maneira épica nesse clássico de stealth e ação.

em 17/12/2025

A franquia Hitman deixou sua marca na história dos videogames. Com seu inconfundível sistema de disfarces e seus mapas que permitem múltiplas abordagens, os jogos de assassinato da IO Interactive construíram uma marcante identidade própria. Tudo isso começou 25 anos atrás, com o lançamento de Hitman: Codename 47. Vale revisitar o clássico que deu início à tensa e sanguinária jornada do Agente 47.

Das sombras do mundo, surge um assassino habilidoso

O jogo começa com o nosso protagonista em uma base misteriosa, despertado por uma voz de um alto-falante. A voz conduz o “Projeto 47” (como é batizado o homem careca com um código de barras na nuca que o jogador controla) por todo um percurso de treinamento feito sob medida para testar suas letais habilidades. Após isso, ele escapa da base, para a alegria da figura oculta que o guiou.
Nesse tutorial, já ficam claros os dois elementos que comporão o gameplay do jogo dali para frente: a furtividade e o combate. No que tange ao primeiro, será necessário se esgueirar silenciosamente para matar sem ser percebido e usar disfarces roubados para enganar personagens. Já na ação, será preciso atirar com precisão e saber quando se deve partir para o confronto direto e quando recuar. É na combinação desses conjuntos de habilidades que mora o sucesso em Hitman. 

Entre o tiro e a fuga, muita tensão

A mistura de stealth e ação é bem-sucedida em transmitir a sensação de ser um assassino frio e eficiente, e o sangue abundante não deixa dúvidas quanto à brutalidade da tarefa cumprida. Porém, antes disso tudo é preciso reconfigurar o esquema de controles do jogo, pois as configurações padrão são muito desagradáveis. De fato, uma das maiores reclamações de quem jogou Hitman: Codename 47 ao longo dos anos são seus controles desajeitados, mas é possível se habituar com a jogabilidade depois de trocar a configuração original.
Além da sensação de ser um impecável assassino de aluguel, o jogo proporciona ainda um outro grande sentimento: a tensão. O coração bate forte especialmente após o cumprimento do objetivo da missão, no caminho para o ponto de retirada. Seja furtivamente ou correndo, o jogador está por um triz de obter o sucesso, mas tudo pode ir por água abaixo se der de cara com um grupo de furiosos guardas armados. O alívio com a vitória em uma missão dificílima é difícil de ser descrito, pela intensidade da emoção. Trata-se de um dos grandes pontos positivos de Hitman: Codename 47.

Após a dificuldade, a revelação

Cabe citar o nível de dificuldade do jogo, que começa tranquilo mas rapidamente se torna bastante desafiador. Os guardas são letais, especialmente se o Agente 47 não estiver usando kevlar. Na maior parte das fases, torna-se necessário usar inteligência e estratégia para assegurar o sucesso, ao invés de simplesmente partir para a bala. Além dos inimigos desafiadores, o próprio sistema de recompensa monetária das missões desestimula a matança em favor da eliminação cirúrgica dos alvos. Mesmo assim, quase todas as missões permitem uma diversidade de abordagens: eficiência não significa linearidade.

Aqui, é possível perceber a semente das fases imensas e cheias de possibilidades que caracterizam os jogos de Hitman dos dias de hoje. Tanto em Codename 47 quanto nessas entradas modernas, a chave para a vitória está em combinar movimentação furtiva, assassinatos pontuais e disfarces apropriados. Contudo, não são todos os momentos de Hitman: Codename 47 que são estruturados assim: algumas seções são mais como jogos de tiro em terceira pessoa, exigindo pleno combate.
Desde que saiu da base misteriosa onde acordou, nosso protagonista passou por Hong Kong, pela Colômbia, pela Hungria e pela Holanda. Perto do final do jogo, vem uma revelação bombástica, já preparada pelas cartas encontradas nos corpos dos alvos: o Agente 47 é resultado de um processo de clonagem experimental que reuniu os DNAs dos seus alvos e do seu criador para confeccionar o assassino perfeito, capaz de cumprir qualquer missão. Com isso, a narrativa se encaixa muito bem com a brutalidade do gameplay para pintar um quadro de letalidade eficiente que viria a definir a saga Hitman. Hitman: Codename 47 estabeleceu os pilares que definiriam uma icônica franquia de videogame.

Revisão: Vitor Tibério
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Felipe Jungstedt
Cientista social em formação, apaixonado por todo tipo de joguinho (com um amor especial pelos indies e pelos da Nintendo). Você provavelmente vai me encontrar ouvindo música enquanto jogo Spelunky 2 ou tirando a poeira de algum Zeldinha clássico.
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