Twisted Metal original completa 30 anos de muito tiro, porrada e bomba

Game inovou no gênero de combate com carros, sendo referência por vários anos.

em 13/12/2025

Há exatos 30 anos era lançado no PlayStation um dos jogos que mais marcou a quinta geração de consoles: Twisted Metal. Entre pneus, gasolina, tiros, porradas e bombas, o game trazia uma nova experiência que se tornaria quase única no gênero de combate veicular.

Desenvolvido por David Jaffe (que mais tarde seria consagrado ao ser o responsável por God of War), Twisted Metal foi feito e publicado pela própria Sony. Jaffe inspirou-se em um engarrafamento em que estava, quando brincou de como seria se tivessem armas para atirar nos outros carros. Além disso, filmes com muitas explosões, como de Michael Bay e outras ideias como Mad Max.

Ao longo de seu desenvolvimento, Twisted Metal passou por várias mudanças de nomes (Firestorm, High Octane, Urban Assault, entre outros) antes de chegarem ao famoso título. Contou com um circuito de promoção, que foi desde a E3 em maio de 1995 (o primeiro anúncio do game), até seu lançamento em novembro do mesmo ano, apenas dois meses depois de o console chegar em solo estadunidense.


Bombas para todos os lados

Twisted Metal podia ser definido como um derby de carros com armas. As arenas eram pequenas, o que permitia o foco em confrontos, enquanto os veículos corriam por todo o mapa em busca de mais armas. Além delas, todos os carros possuíam um ataque padrão de metralhadora e, claro, um especial que recarregava com o tempo e era único para cada personagem.


A jogabilidade era simples, os botões da frente do controle serviam para controlar o carro, acelerar, frear e turbo. Já os botões de cima ficavam exclusivos para a seleção e uso das armas. Por exemplo, L1 e R1 rotacionavam o ataque escolhido, enquanto os outros dois serviam para a metralhadora base e para usar a arma selecionada.

Um gênio diferente

A história de Twisted Metal assemelha-se muito à dos antigos jogos de luta, em que o jogador escolhia um personagem, passava por todos os outros no modo arcade e derrotava o chefão final para receber a conclusão da história de seu lutador. No game do duelo sobre rodas, o princípio era o mesmo.


Calypso era o organizador do evento que promovia a matança desenfreada e ele garantiria um desejo, qualquer que fosse, para o vencedor. Então, o jogador passava por todos os mapas disponíveis, enfrentando diversos inimigos e, após derrotar o boss final, recebia a conclusão da sua história.

Porém, Calypso não era como um “gênio da lâmpada” e a principal graça dos finais de Twisted Metal era como o vilão distorcia o pedido feito. Seja por algum erro de expressão na frase, por uma ambiguidade ou por falta de especificidade, Calypso geralmente dava um jeito de “ferrar” com o campeão na maioria das vezes. Essa ideia serviu para estimular os jogadores a terminarem com diversos personagens, para entenderem as suas respectivas histórias, bem como para se divertir com o que acontecia ao final.


Originalmente os finais possuíam vídeos com atores encenando os personagens. Mas, durante o  desenvolvimento do game, esses finais ficaram marcados como muito violentos, sexistas ou excêntricos para a época e foram substituídos por textos estáticos na tela final.  Algumas dessas histórias mudavam bastante do que ficou na versão final do game e o conteúdo só foi revelado ao público com o lançamento de Twisted Metal: Head-On: Extra Twisted Edition (lançado para o PlayStation 2 em 2008).

Recepção e Legado

Twisted Metal recebeu críticas mistas dos veículos especializados, totalizando uma pontuação de 66% no agregador Metacritic. No entanto, foi um sucesso de público, somando mais de meio milhão de cópias com um ano de lançamento. Com o passar do tempo, o game passou de um milhão de cópias vendidas, cavando seu lugar no selo de Greatest Hits do PlayStation, que garantia um novo lançamento para o game.


E a franquia não foi sucesso de um hit só não. Foram cinco jogos no primeiro console da Sony, com os quatro principais virando Greatest Hits. No PlayStation 2, Twisted Metal: Black figura como um dos mais queridos da franquia. Já o portátil PSP ganhou o Twisted Metal: Head On em 2005, que foi relançado no PS2 posteriormente com conteúdos extras. E, por fim, Twisted Metal foi lançado no PlayStation 3 em 2012, sendo uma aventura nova e não relacionada com o primeiro jogo da série.

O sucesso da franquia é tamanho que gerou uma série de televisão baseada nos combates de carros. Twisted Metal foi encomendada pelo serviço de streaming Peacock e é produzido pela Sony Pictures Television e PlayStation Productions. No momento, a série conta com duas temporadas completas e foi renovada para uma terceira. Contudo, para assistir aqui no Brasil, é preciso ser assinante da HBO Max.


Atualmente é possível jogar Twisted Metal no PlayStation 5 e 4, através do catálogo de clássicos disponível no plano Deluxe do PlayStation Plus.

Revisão: Vitor Tibério


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Moreno Valerio
Jornalista, Técnico no papel, engenheiro não praticante e mestre Pokémon nas horas vagas. Passa 80% do tempo falando de games. Nos outros 20% torce para alguém falar sobre games, só para poder falar mais um pouco.
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