Dia 19 de setembro de 2005 entrou para a história da franquia Mortal Kombat. Sem muito alarde, vindo de uma sequência muito boa de jogos na geração (Deadly Alliance e Deception), o mundo dos games foi surpreendido pelo lançamento de Ed Boon e companhia: Mortal Kombat: Shaolin Monks chegava ao PlayStation 2 e Xbox.
Esta era a terceira tentativa de criar um game de ação da franquia de Raiden. As duas primeiras, Mortal Kombat Mythologies: Sub-Zero (1997) e Mortal Kombat: Special Forces (2000), foram um fracasso total de crítica, público e vendas. Inclusive, o game do Sub-Zero era um pontapé inicial em uma subfranquia (Mythologies) que foi descartada após a decepção geral com o título. Contudo, se errar é humano e persistir nele é burrice, o que aconteceu foi que a Midway aprendeu com seus equívocos e finalmente emplacou um jogo decente sem ser na trocação pura.
Mortal Kombat: Shaolin Monks foi a realização do projeto de um jogo focado em Liu Kang, plano que já existia alguns anos antes do lançamento, mas que foi engavetado depois de Special Forces. Foi só com a política da Midway de lançar um jogo de MK por ano que o plano voltou a respirar. Em 2004, Mortal Kombat: Deception foi lançado e, no ano seguinte, chegava Shaolin Monks.
As novidades que deram certo
O game tinha foco em ação, um modo beat 'em up em 3D, e trazia multiplayer de dois jogadores. Era possível escolher entre Liu Kang e Kung Lao, cada um trazendo suas habilidades características para as fases de aventura. Sem inventar muita moda, foi simples em sua execução, o que garantiu a diversão além da novidade para quem era fã da franquia de longa data.
As fases continham uma certa exploração, regada de inimigos básicos, e que eventualmente levavam a um chefão. Vários personagens clássicos como Goro, Baraka, Jade, Kitana, Mileena, Sub-Zero, Scorpion, entre outros, apareceram para dar ritmo ao jogo. Alguns até se tornavam jogáveis após finalizar o modo história, fosse neste mesmo modo ou no versus (onde um jogava contra o outro).
Uma das apostas foi focar no que é o forte da franquia: gore e fatalities. Era possível executar vários combos nos adversários, que ficavam ainda maiores quando do uso das habilidades (sim, os golpes tradicionais dos personagens estavam presentes) e era possível finalizar no melhor estilo Mortal Kombat. Cada personagem possuía uma lista de fatalities e, embora não tão detalhados como os tradicionais, ainda eram capazes de causar impacto ao serem realizados.
Shaolin Monks reconta a história de Mortal Kombat II. A aventura, que também já foi contada em outras mídias (como os quadrinhos), foi modificada em alguns detalhes, sendo vista como uma história recontada, que segue os mesmos princípios (e finais), mas os aplica de maneira diferente. Exemplos disso são: Kung Lao aparecendo no primeiro torneio, Kitana sabendo da verdade de seu passado há muito tempo, Liu Kang estando presente no ataque ao templo Shaolin, etc.
Sucesso e crítica
Ao contrário dos spin-offs antecessores, Mortal Kombat Shaolin Monks foi muito bem recebido por crítica e público. A gameplay contava com novidades que divertiam na hora de realizar os combos e não enjoavam, havia a possibilidade de jogar com amigos, existia a dificuldade dos chefões e muitos segredos para serem explorados. Essas propostas fizeram com que o jogo não enjoasse e não fosse repetitivo.
Apesar de apenas 14 anos após o lançamento do primeiro título da série, o fator nostalgia ajudou bastante o game. Isso porque diversas fases clássicas como Goro’s Lair, The Pit, Dead Pool, Portal, entre outras. A trilha sonora também pesou nesse fator, já que trazia novas versões de músicas de Mortal Kombat I e II.
Ainda no final da geração, Mortal Kombat: Shaolin Monks foi vendido em um pack que também continha Mortal Kombat: Deception e Mortal Kombat: Armageddon, denominado de “Mortal Kombat Kollection”.
Atualmente, não há uma maneira oficial de adquirir o jogo, já que não está presente no recém-lançado Mortal Kombat: Legacy Kollection. Porém, existe a demanda para que os jogos em 3D da franquia sejam também empacotados em uma edição única. Mortal Kombat: Shaolin Monks foi a última grande tentativa da série de sair do modo de luta e foi muito bem recebida, o que deixou aquele gostinho de “quero mais” que até hoje ainda não foi saciado. Quem sabe um dia.
Revisão: Thomaz Farias

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

