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Prévia: Dragon’s Dogma 2 (Multi) tem potencial para ser o maior RPG do ano

A sequência chega mais de dez anos depois com a promessa de ser maior e melhor que o original em todos os aspectos.


Com lançamento marcado para 22 de março, Dragon’s Dogma 2 é a nova aposta da Capcom no gênero de RPG com foco em ação. Chegando mais de dez anos depois do seu antecessor, o projeto tem em suas mãos o legado de uma joia escondida muito amada pelos fãs. O jogo promete manter o alto nível de combate do original, dando mais ênfase e densidade aos companheiros NPCs e expandindo significativamente o mundo e a lore. Como base nas informações disponíveis nos materiais de divulgação, dissecamos a seguir o que podemos esperar do jogo.

Nasce uma lenda



Apesar do número no nome, o título não é uma sequência narrativa. A história aqui é quase uma releitura do primeiro jogo, mantendo sua trama básica de um escolhido, chamado de Nascen, que teve seu coração roubado pelo dragão e deve percorrer o mundo em busca de derrotar a besta. Os adorados Peões, companheiros NPCs de outro mundo que podem ser criados ou contratados online, também têm uma narrativa similar aqui. Tudo parece bem familiar, mas com um toque de frescor que traz um ar de novidade.

No papel do Nascen, o jogador começa sua aventura em Vermund, o reino da humanidade, onde encontrará diversos aliados e inimigos. Um ponto interessante que a Capcom destacou em sua campanha de divulgação foi a parte política do jogo, que já estava presente no original, mas com pouca profundidade. Aqui, uma narrativa digna de um livro de George R.R. Martin está se desenrolando pelo mundo, com reinos divididos, tramas mirabolantes entre governantes, dentre outros conflitos humanos administrativos. Essa parte faz um bom contraste com a alta fantasia de viajar pelo mundo e matar quimeras.

Um mundo dividido



O mundo de Dragon’s Dogma 2 é composto por duas nações distintas: Vermund, reino da humanidade, e Battahl, lar dos leoterians. A primeira é a terra natal do jogador, onde sua aventura começa já com diversas conspirações locais em movimento: um falso Nascen promete infernizar a vida e reputação do herói. A rainha regente, Disa, que assumiu o reino depois da morte de seu marido, além de apoiar esse impostor, planeja coroar seu filho Sven como rei, mesmo ele não tendo essa ambição. Vermund é caracterizada por elementos feudais clássicos, como castelos, vilas e lindos biomas verdejantes. 

Já em Batthal, o cenário é desértico, com ruínas antigas, cultura pungente e costumes únicos. A população local vê os Peões como fonte de azar e buscam na religião e superstição uma forma de combater seus males. Além da figura do Nascen, os cidadãos adoram a Chama Luzente, uma entidade religiosa capaz de espantar uma calamidade que assola a terra regida fortemente pela imperatriz Nadinia

Ainda existe um terceiro local, que não é uma nação, mas sim uma vila de uma raça específica. O Jardim Sagrado é o lar dos elfos, que evitam interagir com os outros habitantes do mundo e não intervêm nos seus conflitos. Devido à linguagem exclusiva dos seus moradores, o contato com os elfos é extremamente difícil, mas parece que alguns Peões conseguem entender seu idioma.

Peões, classes e combate



Os veteranos do primeiro Dragon’s Dogma devem se sentir em casa com o sistema de combate. As vocações, como é chamado o sistema de classes, estão de volta, porém mais refinadas e com algumas surpresas. Até o momento, foram anunciadas dez delas: Combatente, Arqueiro, Ladrão, Mago, Guerreiro, Feiticeiro, Arqueiro Mágico e Lanceiro Mágico. As novas adições são as vocações de Ilusionista e Chefe de Guerra.

Como o nome de cada um indica, elas são aspectos específicos do combate e sua combinação é essencial para um grupo forte. Cada vocação tem jogabilidade completamente diferente, o que agrega à sensação de grandeza dentro do jogo, principalmente se pensarmos no seu antecessor, que permitia a combinação e troca delas durante a campanha.

Falando especificamente das novas vocações, a Ilusionista tem sua jogabilidade em torno da criação de ilusões com sua fumaça mágica, que é criada pelo seu incensário. Ela funciona no estilo suporte, podendo confundir os inimigos, fazendo-os brigar entre si, além de garantir buffs aos aliados e debuffs aos  inimigos.




Já o Chefe de Guerra tem foco na batalha direta, podendo usar todas as armas disponíveis e aprender habilidades diferentes de cada vocação, características que o tornam uma opção diversa e dinâmica para o grupo.

Os Peões, NPCs que compõem o grupo do jogador, também voltam melhorados em um sistema online de compartilhamento de Peões. Quando você cria um deles, ele é armazenado num banco de dados online e pode ser recrutado por qualquer pessoa do mundo para ajudá-lo em sua campanha, porém o aspecto mais interessante é que o personagem leva a experiência que ele adquiriu com você para o outro jogador. 

Por exemplo, caso você tenha completado uma dungeon e descoberto alguns segredos com esse Peão específico, quando ele estiver na campanha de outra pessoa, esse personagem vai falar sobre esses segredos, dando dicas e conselhos valiosos. O diretor Hideaki Itsuno ainda prometeu que o sistema de fala e dicas dos Peões vai ficar ainda mais completo e robusto devido às tecnologias atuais.

Bestiário invejável



Uma parte de grande destaque no Dragon’s Dogma de 2012 eram seus monstros e como o combate com eles era intenso e original. Um dos primeiros confrontos que o jogador encontra é um ogro que tem um apetite especial por mulheres, o que o deixava excitado e com poder aumentado na batalha. Esse sistema único de inimigos retorna em Dragon’s Dogma 2  com expansão visual, de mecânicas e diversidade de inimigos.

Boa parte dos trailers lançados até o momento destacam quão magníficos estão os monstros. Entre eles, podemos destacar a Harpia, uma figura misteriosa que os produtores afirmaram fazer parte de uma importante linha de missões secundárias, e o gigantesco Talos, uma estátua gigante de bronze que emerge do mar e causa um estrago quase divino pelo seu caminho — inclusive, seu design lembra muito o famoso Colosso de Rodes do mundo antigo.

Inimigos clássicos como quimeras, dragões, grifos, minotauros, mortos-vivos, ogros, dentre outros, estão confirmados com ainda mais profundidade em suas mecânicas de combate. Boa parte do que torna cada confronto com essas bestas extraordinário é a capacidade de adaptação desses monstros e as diferentes estratégias necessárias para vencê-los.

Exploração sem limites



Um ponto que causou polêmica antes mesmo de otítulo ser anunciado foi a entrevista dada por Itsuno, que revelou que este Dragon’s Dogma não teria muitas opções de viagem rápida. O diretor ainda alfinetou os seus pares na indústria, dizendo que jogos que dependiam demais desse sistema podiam ter mundos chatos de se caminhar.

Contudo, o que se perdeu nessa discussão foi a visão original da equipe da Capcom para o jogo. Assim como o original, Dragon’s Dogma 2 vai ter amplo foco na exploração do mundo: a fala do diretor reforça o compromisso da equipe de criar uma experiência interessante e única de exploração, que vai colocar o jogador para caminhar entre seus objetivos.




Claro, ainda vão ter algumas opções de viagens com o uso de pedras mágicas raras ou carroças que o jogador de uma cidade a outra; entretanto, o design do jogo vai favorecer grandes encontros e ameças durante esses trajetos, garantindo que cada viagem, seja a pé ou por veículos, seja um momento tenso que pode desencadear um combate ou eventos inesperados.

Outro ponto de destaque foi a falta de telas de loading na exploração. Em entrevista ao VGC, o diretor amplia essa questão: "Falando sobre a fluidez do mundo, não há telas de carregamento quando você está explorando. Claro, se houver uma cutscene, podemos carregá-la e depois te colocar de volta na exploração livre, mas, em termos de realmente entrar em masmorras ou cavernas e explorar diferentes partes do mundo, você nunca verá uma tela de carregamento".

Tome seu coração



Dragon’s Dogma 2 promete entregar a uma experiência semelhante à do projeto original com toda a glória das novas tecnologias e empenho de uma equipe experiente. Expandindo seu mundo, lore, bestiário e vocações, que já eram bem elogiados em 2012, o jogo tem de tudo para ser lembrado nas principais premiações da indústria como um dos RPGS que vão marcar o ano de 2024. 
Dragon's Dogma 2 — PC/PS5/XSX
Desenvolvedora: Capcom
Gênero: RPG de Ação
Lançamento: 22 de março de 2024
Revisão: Juliana Paiva Zapparoli

Redator publicitário em tempo integral e amante de games nas horas vagas. Provavelmente aprendi a segurar um controle mais rápido do que uma mamadeira. Cresci com os maiores clássicos da Big N como Zelda, Mario e Pokémon. Hoje aproveito os pequenos momentos de descanso da vida corrida para me perder em Hyrule, em uma Tóquio pós-apocalíptica ou em um mundo de encanadores e cogumelos.
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