Blast Test

Impressões: Blackout Protocol (PC) é um shooter que mostra a importância da cooperação

Sobreviver sozinho em um ambiente hostil pode ser mais difícil do que parece.


Blackout Protocol
é um shooter cooperativo com visão top-down e elementos de roguelite produzido e distribuído pela Ocean Drive Studio. No controle de um agente especial, precisamos explorar, com até dois amigos, os escombros de uma base de pesquisa que está sendo atacada pelos seus próprios experimentos. Disponível em acesso antecipado desde o mês passado, o game não conta com tanto conteúdo, mas entrega uma boa aventura aos jogadores interessados.  

Você tem medo do escuro?

Em Blackout Protocol estamos no controle de um agente especial que deve explorar as instalações da Seção 13, uma misteriosa base de pesquisa subterrânea que está sendo atacada por seus próprios experimentos. Nossos inimigos são como zumbis, infectados por uma misteriosa fumaça roxa que se espalhou por toda a instalação. 

O game é um shooter cooperativo e podemos nos unir com até dois amigos para enfrentar os perigos da Seção 13. No momento, há quatro agentes diferentes que podemos escolher, cada um com uma habilidade específica: o Escoteiro consegue criar uma explosão que afasta os inimigos; a Vermelha tem a habilidade de atirar e recarregar mais rapidamente por um curto período de tempo; a Béquer tem a capacidade de curar a si mesma e os aliados próximos; e a Bisturi possui um ataque de curto alcance focado em um único inimigo.




Ao entrar no jogo, podemos equipar nosso agente com um tipo de arma. As opções são as já tradicionais pistolas, rifles e escopetas, mas durante a partida encontramos novos tipos de armamentos como lançadores de granadas, lança-chamas e armas psíquicas. Esta última está relacionada com uma mecânica de atordoamento dos inimigos, tornando-os mais frágeis ao projéteis e limitando sua movimentação.

A ambientação do game utiliza pouca luz e muita escuridão para criar uma atmosfera tensa e perigosa. Blackout Protocol não é um jogo de terror, mas consegue deixar o jogador alerta para qualquer movimento e barulho próximo, pois cada vacilo é uma morte certa. A presença de poucos focos de luz também é utilizada como mecânica: nosso agente possui uma barra de pânico que só é recuperada em ambientes iluminados. Essa barra se esvazia ao receber dano de determinados inimigos e, ao chegar a zero, limita nossa visão e diminui a precisão das nossas armas.



Com os amigos é sempre melhor

Blackout Protocol conta com dois modos de jogo. O primeiro deles é o Seção 13, a campanha do jogo, e ele funciona dentro de uma estrutura de roguelite. Durante a partida, precisamos explorar corredores e salas da instalação e precisamos limpar todos os inimigos presentes para avançar nas cinco áreas disponíveis até o momento.. 

Como é esperado de um roguelite, a dificuldade é altíssima e a progressão é lenta, principalmente para jogadores que jogam sozinhos e não possuem muitos upgrades no agente. A melhoria dos personagens se dá a partir da coleta de moedas que encontramos após matarmos os zumbis. Dentre os upgrades, temos o aumento da barra de vida, melhoria da precisão de armas e diminuição do tempo de recarga das habilidades, por exemplo. 




O segundo é o modo Defesa contra Horda, em que os jogadores devem enfrentar hordas e mais hordas de inimigos antes que todos os aliados morram. Esse modo é mais acessível para quem estiver sozinho, sendo muito útil para testar diferentes armas, entender o padrão de ataque dos inimigos e elaborar estratégias de enfrentamento.

O multiplayer é um recurso fundamental do jogo. Mesmo sendo possível se divertir jogando sozinho, ter pelo menos mais um amigo ao seu lado é essencial para o progresso. A dificuldade é elevada, os inimigos são muito numerosos e ter um colega para receber suporte e combinar uma estratégia é mais do que necessário.

Caso não tenha um amigo com o jogo, você pode tentar a sorte em alguma sala pública com outros jogadores do mundo, o que não recomendo muito. Há sempre poucas (ou nenhuma) salas disponíveis e, em alguns casos, o ping altíssimo torna a partida injogável. 



Muito conteúdo para os próximos meses

Segundo o roadmap divulgado pela Ocean Drive, Blackout Protocol receberá novos conteúdos em duas etapas. A primeira será no final do deste ano, e o game terá como adição novos agentes, inimigos e armas, além de mais variações das fases e elementos para upgrade de armas e personagens.

A versão 1.0 será lançada no primeiro semestre de 2024 e terá toda a estrutura completa da Seção 13, contando inclusive com o chefe final e novos inimigos, um novo agente e mais opções de armas. Essas atualizações me deixam empolgado para experimentar mais do jogo no futuro, pois, além de divertido, vejo muito potencial no desenvolvimento do jogo.




Acredito que alguns rebalanceamentos sejam necessários, principalmente para quem quiser jogar sozinho. Alguns inimigos das áreas iniciais são desproporcionalmente difíceis e algumas localidades são muito pequenas para a quantidade de inimigos que aparecem.

Por fim, mesmo em uma versão bem inicial de desenvolvimento, não tive problemas de performance ou algum bug problemático. Por vezes, algum zumbi ficava preso em elementos do cenário, mas nada que estrague a experiência dos jogadores.



Junte seus amigos e vá para o conflito

Blackout Protocol pode ter pouco conteúdo atualmente, mas mostra muito potencial para se manter relevante até o seu lançamento graças às futuras atualizações. A alta dificuldade pode afastar os mais casuais, mas caso você goste de shooters desafiadores, essa é uma ótima opção. Uma recomendação é juntar mais dois amigos para jogar em grupo, visto que o multiplayer pode estar sem salas disponíveis e ter alguns companheiros ao seu lado é fundamental para o progresso no jogo.

Revisão: Vitor Tibério
Análise feita com cópia digital cedida pela Ocean Drive Studio


É engenheiro geólogo, graduando em Engenharia Ambiental, entusiasta de novas tecnologias e apenas mais um mineiro que não vive sem café e pão de queijo. Gosta de aproveitar o tempo apreciando RPGs, relaxando em simuladores de fazenda e curtindo uma boa música em jogos de ritmo.
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