Blast Test

Impressões: Coromon (PC) promete ser um jogo agradável de captura de monstrinhos

RPG aposta em várias opções de qualidade de vida para uma experiência confortável.

Jogos de criação de monstrinhos não são nenhuma novidade. Considerando o grande sucesso da série Pokémon, não é surpreendente que os monstrinhos de bolso sirvam de inspiração para outros jogos. Essa influência é bastante perceptível em Coromon, um indie que está sendo desenvolvido pela TRAGsoft e será publicado pela Freedom Games em 2022.

Tivemos a chance de experimentar um pouquinho do jogo e escrevemos aqui alguns detalhes e primeiras impressões. Gostaríamos de destacar apenas que o jogo ainda está em desenvolvimento, o que significa que a versão jogada pode não refletir a qualidade do produto final, e alterações variadas podem ocorrer para melhorar a experiência.

Temos que pegar

Tudo começa com o personagem do jogador sendo chamado para começar a trabalhar em uma empresa chamada Lux Solis. Em um mundo habitado por criaturas chamadas Coromon, essa instituição realiza vários tipos de pesquisa e você foi contratado para ser um pesquisador/treinador a serviço dela.

Como parte de sua entrada na organização, você escolhe entre três opções para seu parceiro inicial, cada um com tipos diferentes, e parte em uma jornada. Na versão que pude experimentar, existem ao todo 13 tipos, mas seis deles são exclusivamente associados a ataques. A inexistência de criaturas com tipos duplos até onde joguei e a possibilidade de checar fraquezas e resistências ajuda a simplificar a experiência.

Vale destacar, primeiramente, que o jogo conta com opção de customizar o personagem. Não há uma seleção de gênero, mas a escolha de sua aparência inclui uma variedade de traços físicos. É possível mudar a cor da pele, formato e cor do cabelo, e as roupas com opção de óculos e acessórios.

Um aspecto curioso é que o jogo conta também com várias opções de barba, o que me permitiu fazer um protagonista que parece mais velho do que a própria mãe. Tendo em vista que ela e o irmão mais novo do protagonista existem na história, minha escolha de customização acabou levando a essa discrepância curiosa.

Em prol de uma experiência melhor

Pessoalmente, considero interessante o foco na qualidade de vida que o jogo possui, como deixar os textos em português e a possibilidade de alterar o esquema de cores para facilitar a acessibilidade a pessoas daltônicas. Na versão que experimentei, ainda há alguns detalhes que poderiam ser melhorados no texto, mas acredito que isso não deva ser um problema na versão final. Além disso, o menu de configurações também permite ajustar a velocidade do texto, criar atalhos e ajustar os controles, reduzir flashes e adaptar outros aspectos para melhorar a jogabilidade.

Um elemento importante é a possibilidade de escolher entre múltiplas dificuldades e até mesmo customizar quais aspectos te interessam vivenciar na jornada. A dificuldade Fácil inclui desconto na loja, restauração de PV quando os Coromon ganham níveis e a possibilidade de curar os bichos desmaiados com bolos de energia comuns.

Do outro lado, a dificuldade Insana inclui as regras de um desafio Nuzlocke, ou seja, os Coromon são liberados ao desmaiar e apenas o primeiro bicho encontrado em cada área pode ser capturado. Porém, ela também acrescenta a impossibilidade de fugir e de usar itens para retornar para os centros que curam as criaturas.

A customização da dificuldade permite escolher entre essas opções e ainda ajustar outros detalhes. Para tornar a jornada ainda mais difícil, é possível limitar os usos dos centros de treinadores e itens, desabilitar itens equipáveis. A regra de captura também pode ser alterada não apenas para restringir capturas estilo Nuzlocke, mas para incluir também os bichos de outros treinadores.

Outro fator interessante dessa customização é a possibilidade de fazer a randomização de alguns fatores, como itens, os traços (habilidades passivas dos Coromon), evoluções, quais criaturas são encontradas nos matos, etc. Já ter um randomizer embutido no jogo permite tornar a aventura ainda mais divertida, com um grande fator replay.

Um mundo de possibilidades

Quests também são um elemento importante do jogo.

Dentro da versão que pude jogar tinha apenas uma parte da história, e o avanço para além de um determinado ponto era bloqueado. Porém, confesso que acho interessante que a ambientação tem determinados elementos tecnológicos e estou curioso para entender mais sobre a Lux Valis e os vilões que foram apresentados.

Também achei bem agradável o aspecto visual. É um jogo 2D charmoso e fofo, que faz uso de emoticons para apresentar as emoções dos personagens durante os diálogos. Em particular, porém, me chamou a atenção o uso de um ângulo diferente durante a batalha contra chefes. A luta contra o Titã me agradou bastante visualmente e foi um combate bem intenso.

Porém, acho que o que mais me chamou atenção foi o esforço em fazer com que Coromon tenha opções de qualidade de vida. Acredito que, para quem gosta de jogos de captura de monstrinhos, as opções são acertadas e há espaço para que o título seja uma experiência bem agradável do gênero.

Revisão: Juliana Paiva Zapparoli
Teste produzido com cópia digital cedida pela Freedom Games


é formado em Comunicação Social pela UFMG e costumava trabalhar numa equipe de desenvolvimento de jogos. Obcecado por jogos japoneses, é raro que ele não tenha em mãos um videogame portátil, sua principal paixão desde a infância.


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